Política é arte de dissuadir e por isso mesmo se deve muito cuidado com afirmações. Como diz Maquiavel em seu livro O Príncipe, política não é como matemática, ou seja, nem sempre dois mais dois são quatro. Assim foi o que ocorreu na reunião do Frentão no inicio desse ano, quando todos que estavam na reunião do grupo, no hotel Colonial, em Maceió, ouviram em alto e bom som, quando o prefeito de Maceió, Cícero Almeida bradou que quem estivesse naquele encontro político e mudasse de posição seria um “traíra”, um Judas traidor e que não merecia nenhuma consideração. Almeida foi aplaudido efusivamente por todos na sala, enquanto o deputado federal Benedito de Lira saia de fininho e seguido do empresário João Lyra.
Talvez tenha sido eu, o primeiro jornalista presente ao evento que interpelou Almeida, se ele estava mandando algum recado. Almeida ainda sob o efeito dos aplausos olhou para mim e disse que não, mas se alguém traísse o acordo firmado ali poderia colocar a carapuça na cabeça e ele seria o primeiro a aponta o traíra o Judas.
Passado seis meses de muita movimentação política, será que o Almeida já poderia apontar quem são os Judas, que traíram o frentão, lembrando que o senador Fernando Collor não estava naquele fatídico dia. Se nossos internautas lembram colocamos em nosso blog a grande pergunta: Quem é o traíra, o Judas? . No histórico de nosso blog ainda consta a pergunta que renovamos agora ao prefeito de Maceió.