Começa hoje (25) em Huntsville (cerca de 200 quilômetros ao norte de Toronto), no Canadá, o encontro do G8 (Grupo dos Oito, os sete países mais industrializados e a Rússia) que focará em temas de segurança internacional como Irã e Coreia do Norte.

O Canadá insiste que os programas nucleares da Coreia do Norte e do Irã, especialmente, serão temas centrais da reunião, e se mostrou disposto a agilizar sanções mais duras que as aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU ao regime de Teerã no início do mês.

As potências ocidentais temem que o enriquecimento de urânio do Irã tenha como objetivo o desenvolvimento da capacidade de produção de armas nucleares. O Irã afirma que o objetivo é puramente pacífico e diz que o país tem um direito soberano de buscar tecnologia nuclear.

Já as dúvidas sobre a Coreia do Norte pairam desde 2003, quando o país abandonou o TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear) da ONU.

Além do grupo original de sete países a que a Rússia se uniu, o Canadá convidou outros dez: Argélia, Egito, Etiópia, Malawi, Senegal, Nigéria, África do Sul, Colômbia, Jamaica e Haiti.

A cúpula do G8 permitirá ao líder haitiano discutir durante uma sessão especial questões ligadas ao apoio e o desembolso dos fundos prometidos para a reconstrução do país, devastado por um terremoto no dia 12 de janeiro.

Os países-membros do G8 (Estados Unidos, Canadá, Itália, Japão, Rússia, França, Alemanha e Reino Unido), assim como instituições financeiras internacionais, se comprometeram a doar US$ 10 bilhões durante um período de dez anos para o Haiti. Brasil, Venezuela, Noruega e Austrália também prometeram fornecer cerca de US$ 200 milhões.

Além de questões relativas à reconstrução do Haiti, Préval discutirá na cúpula do G8 assuntos ligados a mudança climática e segurança internacional, dois dos principais temas da agenda da reunião.

Marcarão presença ainda o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, a presidente argentina, Cristina Kirchner, e o presidente mexicano, Felipe Calderón, dentre outros.

G20

No dia do término da Cúpula do G8, no dia 27, começa outra cúpula, a do G20, no centro de Toronto. O G20 é integrado pela União Europeia (UE) como bloco, os países do G7 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália e França), além da Coreia do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia e Rússia. O foco da reunião do G20 será analisar a ainda frágil recuperação econômica mundial.

Embora se considere que a recuperação vivida em várias regiões do mundo é frágil, na reunião será colocada a adoção coordenada de medidas para deixar de estimular a economia e, ao mesmo tempo, assegurar que as políticas iniciadas são sustentáveis a médio prazo.

O Canadá gastou em torno de US$ 1 bilhão para organizar ambas as cúpulas, uma cifra que despertou controvérsia e que fomentará a realização de protestos por parte de sindicatos e organizações não-governamentais.

Na passada Cúpula do G20, realizada em setembro de 2009 na cidade americana de Pittsburgh, os líderes acordaram o fortalecimento dos sistemas de regulação financeira.

O consenso é que as medidas de estímulo financeiro estabelecidas de forma coordenada pelo G20 tiveram sucesso em reduzir os efeitos da crise e acelerar o início da recuperação econômica.

Embora se considere que a recuperação vivida em várias regiões do mundo é frágil, na reunião será colocada a adoção coordenada de medidas para deixar de estimular a economia e, ao mesmo tempo, assegurar que as políticas iniciadas são sustentáveis a médio prazo.

Em Pittsburgh, os países do G20 se comprometeram a evitar a adoção de medidas protecionistas como reação à crise. A reunião de Toronto tentará confirmar o compromisso e evitar tendências protecionistas que possam abalar o comércio internacional.