A ausência do poder público estadual e federal nos municípios atingidos pelas enchentes é um fato. A população reclama que não esta tendo o socorro anunciado pelo governo do estado, que resumiu sua ação em sobrevoar as áreas atingidas. A critica também foi realizada pelo senador Fernando Collor de Mello, que classificou como “demente”, o posicionamento do governo.
Nas cidades de Quebrangulo, Branquinha, Capela , Cajueiro não se vê a presença física dos integrantes da Defesa Civil nem de secretários ou mesmo do governador. Também é notada a ausência de helicópteros, da Força Aérea e da Marinha, que em 2000 chegou a Alagoas rapidamente. Muitas famílias estão ilhadas em pontos isolados da zona rural dos municípios atingidos. As operações de resgate são tímidas e muitas estão sendo realizadas pelo Corpo de Bombeiros de Alagoas, que não possui o equipamento adequado e em quantidade.
Também não existem nos municípios atingidos hospitais de campanha e também barracas da defesa civil, para realizar o atendimento das pessoas feridas e desabrigadas pelas enchentes. Enquanto isso o governo do estado, encastelado no Palácio Floriano Peixoto, servido de café quente e biscoitinhos, aguarda que os níveis das águas baixem para começar a pensar no que fazer.