As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram uma queda de 3% em abril, na comparação com março, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (16). O resultado reflete o fim do desconto sobre o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), no encerramento de março.

Em março, na comparação com fevereiro, as vendas de veículos e motos, partes e peças tiveram alta de 12,7%; já no mês de abril, em relação ao mês anterior, houve queda de 11,7%.

Segundo dados da Anfavea (associação das montadoras) divulgados no início de maio, a produção de veículos caiu 14,6% em abril, na comparação com março. O fim do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) reduzido influenciou esse desempenho: a isenção do imposto terminou em dezembro do ano passado para os veículos a gasolina, mas para os modelos flex (que representam 80% das vendas) encerrou em março.

Números divulgados no último dia 8 pela associação, no entanto, mostraram que em maio houve uma alta de 6,6% ante abril e crescimento de 14,9% relativamente a maio do ano passado. No acumulado de janeiro a maio deste ano, foram produzidos 1.433.933 veículos, o que representa uma expansão de 20,7% ante o mesmo período do ano anterior.

Na comparação com abril do ano passado, no entanto, houve crescimento de 9,1%.

Na comparação com março, apenas duas das dez atividades pesquisadas registraram alta no volume de vendas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%) e tecidos, vestuário e calçados (2,2%). A atividade no setor de móveis e eletrodomésticos ficou estável.

Além da queda nas vendas de veículos, motos e peças também tiveram desempenho negativo as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-0,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,9%), material de construção (-0,9%), combustíveis e lubrificantes (-2,0%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-10,5%).

Na comparação com abril de 2009, na série sem ajuste sazonal, todas as atividades tiveram aumento no volume de vendas, com destaque para: móveis e eletrodomésticos (22,7%); tecidos, vestuário e calçados (16,7%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (14,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,6%).