Os pré-candidatos ao governo do estado em Alagoas estão em busca de seus vices para compor a chapa majoritária. O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), já tem um nome engatilhado que é o do ex-prefeito Alexandre Toledo (PSDB), considerado um executivo de primeira linha e um ex-prefeito destacado no cenário municipalista.
Toledo foi prefeito de Penedo por duas vezes consecutivas e venceu as últimas eleições municipais, tendo renunciado para atender a convocação do governador Teotonio Vilela Filho. Também na relação dos prováveis nomes para vice do governador está a ex-prefeita de Maceió, Kátia Born (PSB).
Já o frentão que temo como pré-candidato o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), continua com uma grande discussão interna sobre o nome que vai ocupar o lugar de vice na chapa. O Partido dos Trabalhadores (PT) reivindica por direito a ocupação da vaga, mas encontra resistências por não ter em seus quadros nomes com densidade eleitoral.
Há quem diga que a disputa pelo preenchimento da vaga de vice no grupo, teria sido um dos motivos que levaram o senador Fernando Collor (PTB) a se lançar candidato também ao governo. Collor que está muito bem nas pesquisas, queria indicar o nome, mas encontrou resistências. Além disso, o senador do PTB teria avaliado que o cenário político em 2014, quando ocorre sua reeleição, não seria dos melhores se o governador Teo Vilela disputar também a única vaga para o Senado Federal. O governador teria nas mãos a máquina estatal e ainda a possibilidade de ter na Presidência da Republica, José Serra. Um quadro totalmente desfavorável.
Diante disso Collor se lança candidato ao governo, mexendo com todo xadrez político, que estava “arrumadinho”, numa disputa entre o “cordão vermelho e o azul”. Collor chega para confundir e se lançar como a novidade política no quadro sucessório, além de ter a vantagem de estar na frente em todas as pesquisas.
Resta agora para o senador, encontrar um nome para seu vice e nessa busca continua cobrando a aliança com o PMDB, que está compromissado com a candidatura de Ronaldo Lessa. Esse sonho de Collor não vai se realizar, pelos menos é que se diz dentro das hostes do PMDB. Embora o grupo Beltrão esteja ameaçando realizar um “motim” na convenção partidária.
Collor deverá buscar o nome de seu vice dentro do PTB, ou quem sabe na sua “guarda pretoriana”, onde tem pessoas de sua extrema confiança. Mesmo assim, com, ou sem o PMDB, o senador collorido é considerado o nome mais forte atualmente para o governo do estado e que vai levar as eleições em Alagoas para o segundo turno.