Com a transferência de renda mensal do programa Bolsa Família, do governo federal, famílias brasileiras beneficiadas saem da extrema pobreza para situação de pobreza, aponta pesquisa apresentada nesta segunda-feira pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes, e a secretária nacional de Renda de Cidadania, Lúcia Modesto. Famílias extremamente pobres são aquelas cuja renda mensal per capita é de até R$ 70. Já as classificadas como pobres são as que têm renda mensal per capita de R$70,01 a R$140.

De acordo com os dados, a renda média per capita da população-alvo sem o benefício é de R$ 48,69 mensais. Este valor sobe para R$ 72,42 com o acréscimo do Bolsa Família, com base em informações de setembro de 2009. A secretária Lúcia Modesto informou que o pagamento médio do benefício é R$ 95 por mês e por família.

No Norte e no Nordeste, o impacto do benefício sobre a renda familiar é maior que no restante do País. "É importante salientar que a transferência de renda tem um sentido de complementação de renda, não de substituição", disse a secretária.

Sobre o perfil dos beneficiários, a pesquisa apontou que 16,7% dos que recebem o Bolsa Família são analfabetos. Em todo o Brasil, a taxa é de 10%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro do ano passado. Por região, a taxa é maior no Nordeste - 21,6% dos beneficiários são analfabetos. O menor índice é registrado no Sul, com 9,2%.