Na próxima semana a Câmara dos Deputados volta a debater mais uma vez a possibilidade de colocar na pauta de votação a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o piso nacional dos policiais militares e civis, além dos bombeiros. A PEC 446, batizada como PEC 300 institui o piso nacional de R$ 3.500,00 para soldados e R$ 7.000,00 para os tenentes. Entretanto a proposta ainda não conseguiu entrar na pauta de votação da Câmara, por divergências no texto da base do governo. Na verdade uma estratégia para jogar a votação da PEC para depois das eleições.
O deputado federal Francisco Tenório (PMN-AL) disse que está marcada para terça-feira (25), à tarde, uma reunião de lideres para se discutir o texto da PEC 446. Somente depois disso é que a proposta poderá ir para pauta de votação. O debate em torno da PEC tem mobilizado dezenas de entidades representativas de policiais em Brasília.
A demora e falta de interesse do governo federal em aprovar o piso dos policiais tem revoltado não só os integrantes da força pública como também da sociedade. Como se pode pensar em fazer segurança pública quando um policial militar do Rio de Janeiro, cidade dominada pelo narcotráfico, recebe como salário cerca de R$ 1 mil. Na fronteira um soldado da brigada militar recebe R$ 800,00 e em Goiás, estado vizinho ao Distrito Federal, o policial também tem como salário R$ 800,00 . Já em Brasília um policial militar na mesma graduação recebe R$ 4.500,00 apenas porque presta serviço na capital federal. Uma discriminação que só gera desmotivação, para quem no seu dia a dia luta contra a bandidagem.
O Senado Federal já fez a sua parte resta agora aos deputados respaldarem a proposta colocando em votação a PEC e aprovado para ser colocada em vigor ainda este ano. Um dos parlamentares envolvidos na luta pela aprovação da proposta, Francisco Tenório, que também é delegado de policia, vem lutando junto com outros parlamentares que tem origens na área de segurança pública, mas será preciso que a bancada federal alagoana se manifeste pressionando a presidência da Câmara para colocar em votação a PEC 300.