A hegemonia política do governo tucano de Alagoas, notadamente de conotação neoliberal de direita, demonstra o desejo de não ir atrás de outros segmentos partidários. O atual governo não quer apoio ideológico, porque se sente auto-suficiente com o poder que possui com da máquina administrativa e também do poder econômico, através dos grupos empresárias que integram a atual gestão político-administrativa do estado.
Pela primeira vez na história política alagoana, os industriais do açúcar, não estão nos bastidores do governo com um político profissional de carreira, sentado no comando do estado. Na verdade o poderoso setor sucroalcooleiro alagoano está no poder com um integrante nato do grupo. Não há intermediários.
Os industriais do açúcar estão no poder, comandando o estado diretamente e não querem saber de representantes políticos. Essa é a realidade.
A estratégia de poder é realizar um governo com orientação empresarial voltada para o saneamento político-administrativo e recuperação moral do funcionamento dos aparelhos do serviço público. Tudo isso dentro de uma prática administrativa empresarial privada.
Durante todo o período de governo, os integrantes do governo passaram meses desatando vários nós da administração pública, visando colocar a máquina funcionando sem investir em contratação de pessoal.
O objetivo é melhorar a qualidade do serviço prestado a população, sem aumentar os custos com o funcionamento da máquina administrativa, ou seja os servidores tem os salários pagos religiosamente em dias, mas com mais atribuições funcionais. Está prática política administrativa se pode observar na área de segurança pública, onde o governo, não realiza concurso para Policia Militar, mas não pára de adquirir veículos e armamentos, visando dar mais mobilidade presencial aos policiais e poder de fogo, relegando ao segundo plano as limitações físicas dos integrantes da força pública. Só para se ter uma idéia das condições físicas dos policiais basta declarar que a média de idade dos integrantes da PM é de 40 anos. Muitos estão prestes a irem para reserva. O objetivo é fazer muito gastando pouco, sem atender a pressões politicas. Essa prática administrativa é racionalmente eficiente dentro do setor privado, mas um desastre no serviço público que tem um compromisso de promover o desenvolvimento distribuído e praticando uma política, aberta e participativa de vários setores da sociedade civil. A concentração administrativa isola o governo e no final o único resultado positivo é ter uma máquina administrativa funcionando como um relógio, mas sem a participação popular.
O resultado é o que podemos ver no atual momento do processo sucessório, onde o governo poderá até mesmo ter como vice, na chapa do governador Teo Vilela, um mais integrante do setor açucareiro e até do mesmo partido. Isto se chama nos círculos políticos de isolamento. Os partidos que integram o governo, chegaram lá por osmose e sobrevivência política, já que não encontraram espaço nos grupos de oposição.
O poder político e econômico de um governo isolado politicamente
15/05/2010, 02:36 - Mozart Luna
Por Redação
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