O Departamento Estadual de Transito (Detran) de Alagoas sempre foi um órgão cobiçado nas negociações políticas de todos os governos estaduais, pelo simples fato de ser um dos mais robustos financeiramente. No atual governo foi administrado pelo desembargador Antonio Sapucaia, homem público com um passado limpo.
A estratégia do governo tucano foi colocar uma pessoa de alta confiança tomando conta do cofre do Detran e que não permitisse desvio de recursos, ou negociatas com o dinheiro que lá prospera dia e noite com altas taxas recolhidas e a fábrica de multas, impulsionadas pela ação dos fiscais do DER e Arsal.
O resultado no final do governo não foi outro a não ser um fundo de caixa de R$ 16 milhões, que agora passa as mãos de um piauiense, Lucio Melo, criado em Pernambuco, onde trabalhavam em uma empresa privada. A estratégia político financeira do governo neo-liberal do PSDB foi de colocar um regulador político administrativo desse recursos, que com certeza serão gastos neste anos político.
Espera-se que seja utilizado em melhorias da sinalização das maltratadas rodovias estaduais, ou modernizar a estrutura física do malfadado prédio onde funciona há mais de 40 anos,ou ainda melhorar os salários dos servidores e investir na capacitação deles.
Dinheiro não é problema para o Detran, principalmente para mais um trazido de fora de Alagoas pelo governo do PSDB. Fato que tem causado discussões entre os alagoanos que acreditam que o governador não confia em alagoanos, pois nomeou vários tucanos, desempregados do governo Fernando Henrique, com destaque para baianada que tomou conta da secretária de turismo e do IZP (oi Zé !).
Um bom começo para o novo diretor do Detran seria reduzir os valores das taxas cobradas pelo órgão começando pela carteira de habilitação, que é uma das mais caras do Brasil.