Em Alagoas a população reclama de falta de empregos, entretanto, o que está faltando mais que empregos é pessoal capacitado para as vagas de trabalho que existem no mercado. Alagoas, entretanto é um caso a parte já que sua economia está baseada na monocultura da cana-de-açúcar, uma atividade rudimentar e extremamente concentradora e sazonal.
Uma atividade que não requer qualificação da mão-de-obra, já que utiliza o trabalho braçal em sua maioria. Nos grandes centros urbanos brasileiros existe o desemprego, mas aos poucos os desempregados estão buscando se capacitar de acordo com a demanda do mercado e essa iniciativa do desempregado tem ajudado a diminuir os índices de desemprego.
Já em Alagoas a situação é diferente dos outros estados do Nordeste. Na capital alagoana uma das atividades que mais emprega é o turismo, seguido do governo do estado e do município e o trabalho informal que é na verdade o maior empregador.
Nos municípios as prefeituras tem sido o grande cabide sustentador de milhares de famílias, juntamente com a atividade da agricultura de subsistência, ou seja, plantar para comer e o que sobrar tentar vender na feira livre ou trocar por mais alimento.
Neste cenário desolador para o futuro dos jovens não se encontra escolas profissionalizantes em quantidade para tentar formar mão-de-obra, para atender a uma demanda que existe fora de Alagoas. No ensino fundamental faltam professores e os que estão nas salas de aula, muitos tem uma formação pedagogia deficiente.
A educação seria a grande solução para tentar melhorar as oportunidades de emprego para a juventude. Investir nesta área em médio prazo seria uma solução para o grande número de desempregados vaga pelas ruas de nosso estado e terminam enveredando por dois caminhos, que o da marginalidade ou partir para os grandes centros urbanos do Sul do Brasil.
Um exemplo disso é a região do semi-árido alagoano, que vive o êxodo rural, com centenas de famílias partindo para os estados de São Paulo e Mato Grosso em busca de uma melhor qualidade vida e de oportunidades para os filhos, já que em Alagoas as escolas possuem grandes dificuldades de formação. É necessário lembrar que nosso estado ostenta os piores índices de analfabetismo no Brasil.
No inicio dessa semana comentamos o êxodo rural que vive a região do semi-árido alagoano, onde 400 famílias do povoado Tigre em Maravilha simplesmente abandonaram suas casas e foram para São Paulo e em São José da Tapera a ida de vários pais de famílias para safra de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul.
Se a situação em Alagoas estivesse boa todas essas famílias não teriam abandonado nosso estado. Entretanto a grande prova será o censo populacional que será realizado ainda este ano.
O desemprego em Alagoas
29/04/2010, 05:30 - Mozart Luna
Por Redação
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