Existem hoje 24 projetos para construção de estaleiros no Brasil, em análise no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Seis empresas, algumas delas com até mais de dois projetos, apresentaram a carta-consulta pedindo financiamento do BNDES.
Dessas seis empresas, cinco já tem o aval do Fundo da Marinha Mercante (FMM) – que é fundamental para a execução do projeto.
Depois de receber o aval do FMM, o obstáculo a transpor é com o Ibama – que deve liberar a licença ambiental; e com o próprio BNDES – que deve liberar o dinheiro.
Alvíssaras! Entre os quatro projetos aprovados para o Nordeste está o Eisa Alagoas, com o estaleiro no Pontal de Coruripe.
Os outros três são: os estaleiros Ebrasa e Corema, na Bahia; e o Promar, no Ceará.
O estaleiro em Coruripe só não será construído se o Ibama não quiser. É que, sem a licença ambiental o BNDES não libera o dinheiro.
O Eisa pediu R$ 1 bilhão e 200 milhões para construir o estaleiro alagoano, e o BNDES aprovou. Mas, a demora do Ibama em dar a licença impede a empresa de estipular prazo para inicio da obra.
O medo que faz é o Ibama, em ano eleitoral, cobrar muito caro para deixar o alagoano – literalmente – a ver navio numa boa.
A febre dos estaleiros começou com a demanda da Petrobras, no começo da década, e consolidou-se no governo Lula; hoje, o Brasil já é o sexto no ranking mundial em produção de navios.
Para se ter uma idéia, já são 195 novas embarcações encomendadas e não é só pela Petrobras; a Vale do Rio Doce encomendou quatro navio adaptados para o transporte de minérios, e o governo venezuelano, quatro petroleiros.
Atualmente, o país possui 25 estaleiros e todos privados – exceto dois, que foram arrendados à Petrobras.
Vamos torcer para o Ibama não afundar o estaleiro de Coruripe.
