A recepção aos jogadores do Flamengo, no desembarque em Minas Gerais, mostra definitivamente que o Mengão é uma instituição nacional com sede no Rio de Janeiro.
Num post anterior, acerca do jovem-senhor Petkovisk, alguém condenou a louvação mandando que fosse torcer por time da terra.
Ocorre que na minha terra não tem mais time de futebol; o que era CRB virou CRBdeA
(Clube de Regatas Barriga de Aluguel) e o que era CSA nem sei se ainda há; disseram-me que é time de segunda sem primeira.
Confesso que já torci pelo CSA e, na condição de fanático por futebol, admirava no principal rival jogadores da categoria de Zé Júlio, Roberto Menezes, Ronaldo Brito, Lourival, Silva, Nado, Dão, Canhoto, Wailton, Canário, Bernado, Chita, Edval e outros.
Do finado CSA não esqueço Tonho Lima, Arcanjo, Ratinho, Canhoteiro, Roberto Mendes, Gernan, Chumbinho, Duda, Silvio Mário, Sinval, Paranhos, Zé Galego, Cloves, Giraldo, Deda, Jair, Ítalo, Jura, o goleiro Brito e outros.
Sempre convivi harmonicamente torcendo pelo Flamengo. Depois que o CSA e o CRB morreram todo o meu fervor de torcedor se mudou para a Gávea. Eu não sou Flamengo até morrer, porque continuarei Flamengo mesmo depois de morto.
Na década de 60 ficou na memória para sempre: Marcial, Murilo, Ditão, Luiz Carlos e Paulo Henrique. Carlinhos e Nelsinho. Espanhol, Airton, Paulo Choco e Osvaldo. E ainda tinha Ananias, Foguete, Jair Bala, Fefeu, Pedrinho, Silva e outros.
Vim do 4-2-4 que a modernidade tática modificou, porque o futebol é o único esporte com bola que se assemelha a tática militar – e, por isso, tem-se artilheiro, tiro-de-meta, flanco direito e esquerdo, capitão, ponteiro, etc.
Amanhã, o Flamengo do Brasil enfrenta o Atlético de Minas. Uma instituição nacional rubro-negra agitará o domingo do Oiapoque ao Chuí. Desculpe, o Flamengo é isso aí.