O que levou o ex-deputado Cleto Falcão a abrir a boca para falar sobre os bastidores da campanha de Fernando Collor à presidência da República?
Uns dizem que Cleto está incomodado com o ostracismo, outros que se sente relegado por Collor. Seriam então as duas coisas juntas?
Mas, igual ao que dizem lá em Bom Conselho de Papacaça: cruapé tem pé. Por trás da entrevista de Cleto tem algo no ar e não é avião de carreira.
Vamos recapitular que, antes, a imprensa do Sul Maravilha descobriu a ex-primeira dama Rosane Malta disposta a ressuscitar defuntos – que permanecem insepultos por conveniência. Agora é Cleto Falcão – que cospe no prato que comeu. Um e a outra falam com ressentimentos incorrendo no mesmo erro.
Na votação do impeachment, um dos votos favoráveis que mais incomodou Collor foi o voto de Cleto – que não deveria ter ido à sessão; e, uma vez presente, deveria votar contra e seria perfeitamente entendido pela opinião pública.
Até mesmo os algozes de Collor recriminaram o voto de Cleto favorável ao impeachment; Collor elegeu Cleto deputado e este foi um dos primeiros a esbanjar poder e desperdícios – que levaram à identificação pejorativa da República das Alagoas.
É necessário saber o que está por trás dessa nova investida da imprensa sulista – que transforma uma matéria requentada em furo jornalístico.
Tem alguma coisa por trás nessa volta do enterro. O que será que será?