O governador Téo Vilela já testou várias vezes o plano para a possibilidade de enfrentar o ex-governador Ronaldo Lessa, na disputa pela reeleição.
O plano para enfrentar Lessa vem da China. Explica-se: Téo parece que leu o livro A Arte da Guerra, do general chinês Sun Tzu – que foi escrito 2 mil anos antes de Cristo.
Apesar do título, o livro é também um tratado de psicologia política atualíssima – ainda que muito anterior a Freud.
Vejamos: Téo aplica o ensinamento de Sun Tzu quando fala sobre o rombo de R$ 500 milhões nas contas do Estado. Lessa reage furioso.
O general chinês ensinou há 2 mil anos que:
- Se o general inimigo é teimoso e furioso deve ser insultado e enfurecido para que, irritado, torne-se confuso e sem planos.
O Téo gosta de deixar o Lessa furioso e sem planos. Perceberam isto? E o Lessa cai. Ao rebater a denúncia, Lessa mostra-se confuso ao insinuar a candidatura ao governo do Estado – afinal, é o governo ou o Senado?
E Téo Vilela aplica o segundo ensinamento, quando simula incapacidade. Sun Tzu ensinou que:
- Todo guerreiro se baseia em simulação; o capaz finge-se de incapaz e o ativo aparenta inatividade.
Ninguém imaginou que o PSDB poderia sair fortalecido na nova composição da Assembléia Legislativa. Tinha dois deputados e ganhou mais quatro; soma seis. Errou quem pensou que o governo era incapaz.
O terceiro ensinamento do general chinês, o governador Téo Vilela deve aplicar sorrateiro; deve agir camuflado. É que o general chinês ensinou o seguinte:
- Não permita que seus inimigos se juntem.
Téo terá de implodir o chapão, mas não pode aparecer; terá de simular. Há uma brecha – que é a disputa pelo Senado. São duas vagas para três candidatos: Renan, Benedito de Lira e Lessa.
São duas vagas para senador, mas o chapão só elege um. É possível que o deputado Benedito de Lira, ao anunciar que é candidato ao Senado, quer na verdade ser vice-governador de alguém.
Sobraria Renan e Lessa. Mas, Renan não quer arriscar; Lessa é ex-governador e imprevisível na disputa.
Lessa sairia candidato ao governo do Estado. Mas, para isso terão de convencer o empresário João Lyra – que exige o cumprimento do acordo para o prefeito Cícero Almeida renunciar em março; Lyra quer a filha na prefeitura, para concluir o mandato de Almeida – que disputaria o governo do Estado.
E, assim, por enquanto o Téo está impedindo que seus inimigos se juntem.