Cinco servidores municipais de Fortaleza iniciaram ontem, segunda-feira, uma greve de fome por tempo indeterminado. Os funcionários, que estão paralisados há pelo menos 30 dias, dizem que só terminarão a greve quando a prefeitura negociar o reajuste salarial para os 41 mil servidores públicos do município.
Os trabalhadores pedem aumento de 13% e a prefeitura oferece no máximo 5,3%, referente à inflação do último ano.
Segundo o Sindifort (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Fortaleza), 19 mil funcionários estão paralisados. A gestão Luizianne Lins (PT), no entanto, diz que a greve não tem adesão nem de 30% dos trabalhadores, ou seja, cerca de 12 mil pessoas.
Conforme a prefeitura, 50 das 400 escolas municipais estão fechadas. Os outros órgãos funcionam normalmente.
O ouvidor geral do município, Marcelo Fragozo, afirma que, diferentemente do que dizem os grevistas, ao menos dez reuniões foram feitas com as categorias paralisadas. "Negociamos de forma segmentada. Por isso, não oferecemos um ganho salarial linear para todos os servidores."
A prefeitura não se posicionou sobre a greve de fome e disse que os sindicatos, apesar de não terem ligações partidárias, se opõem à gestão Luizianne.
Desde o fim de abril, estão paralisados funcionários da Secretaria de Educação, da Empresa de Limpeza Urbana, da Guarda Municipal, do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), da Usina de Asfalto e da agência de trânsito.
Nesta semana, a prefeitura deve enviar as sugestões de reajuste salarial de algumas categorias para a Câmara Municipal.
Servidores fazem greve de fome em protesto por reajuste salarial em Fortaleza
15/06/2009, 23:15 - Brasil/Mundo
Por antoniomelo
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