Dantas depõe protegido por um habeas corpus que garante o direito de não responder perguntas que possam o incriminar, além de não poder ser preso na CPI. Ele está acompanhado por três advogados na comissão, que o ajudam a responder questionamentos.
A gravação em vídeo mostra um encontro entre o ex-presidente da Brasil Telecom e assessor de Dantas, Humberto Braz, o professor Hugo Chicaroni, e o delegado Victor Hugo Rodrigues Alves. No encontro, estaria sendo negociado a tentativa de suborno, que seria de US$ 1 milhão. Gravações de áudio mostrariam a negociação entre eles.
Segundo Dantas, o vídeo não corresponde ao áudio. Ele afirma que o laudo entregue à CPI mostra que a voz atribuída a Humberto Braz não seria do ex-presidente da Brasil Telecom.
“Isso é uma armação, este crime não houve. O laudo não foi apresentado na época do julgamento porque ainda não estava pronto”, disse o banqueiro.
Dantas destacou o fato de que em uma das gravações o professor Hugo Chicaroni fala que o suborno era para retirar da Operação Satiagraha era para retirar o nome de Dantas, sua irmã e seu filho. O banqueiro ressalta que não tem filho.
Ele enfatizou também o fato de que o delegado Protógenes Queiroz, que presidiu a Operação, não aparece nos grampos e teria dito em depoimento à justiça que a Abin não participou da Satiagraha, o que admitiu posteriormente.