Brasil/Mundo

Brasil ultrapassa 490 mil mortes por Covid-19 nesta terça-feira

  • IG
  • 15/06/2021 21:17
  • Brasil/Mundo
Reprodução
Coronavírus

Depois de ter ultrapassado a marca de 400 mil mortos no final de abril,  o Brasil se aproxima da marca de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19. Nesta terça-feira (15), o país registrou 2.468 mortes, chegando a 490.669 óbitos pela doença. Já o número de infectados está em 17.533.221, com 80.609 novos casos confirmados nas últimas 24 horas. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O ranking de estados com mais mortes pela Covid-19 é liderado por São Paulo (119.110), Rio de Janeiro (53.242) e Minas Gerais (43.206). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (1.680), Acre (1.721) e Amapá (1.778).

Em relação aos casos confirmados, São Paulo também lidera, ultrapassando 3,4 milhões de casos. Minas Gerais, com mais de 1,6 milhão, e Paraná, com mais de 1,1 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de Covid-19 é o Acre (84.404), seguido por Roraima (107.872) e Amapá (114.905).

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

Desde o início de junho do ano passado, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

 

Presidente do Senado diz ser possível aprovar voto impresso para eleições de 2022

  • Estadão
  • 14/06/2021 21:53
  • Brasil/Mundo
Foto: Reprodução
Rodrigo Pacheco

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), admitiu nesta segunda-feira, 14, a possibilidade de o voto impresso ser adotado nas eleições de 2022, se houver viabilidade técnica. Como revelou o Estadão/Broadcast, a medida tem maioria para ser aprovada em comissão especial da Câmara e avançar no Congresso. Aliados do presidente Jair Bolsonaro se juntaram a outros partidos, como o PDT, para criar um sistema de voto auditável na urna eletrônica a partir da disputa presidencial no ano que vem.

Em entrevista ao site Jota, Pacheco deixou claro que confia no atual sistema eleitoral no Brasil, mas admitiu a possibilidade de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação na Câmara para eliminar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas. "Se há senadores e deputados sustentando isso e se houver viabilidade técnica e operacional para uma implantação dessa natureza que dê maior confiabilidade ao sistema de escolha de candidatos, é perfeitamente possível nós admitirmos."

Na semana passada, em audiência na Câmara, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e disse que o voto impresso seria um "retrocesso".

Para Pacheco, no entanto, o fato de nunca ter ocorrido nenhum caso de fraude eleitoral conhecido desde a implantação da urna eletrônica, em 1996, não significa que elas não possam ocorrer. "Eu não enxergo e não acredito em vulnerabilidade do sistema eleitoral. Eu tenho confiança na Justiça Eleitoral do País, na higidez do processo de escolha através das urnas eletrônica. (Mas) O fato de eu não acreditar não significa que não exista."

Patrocinador da proposta, Bolsonaro já disse que, sem o voto impresso, não haverá eleições no País no próximo ano. Na quinta-feira, 10, o chefe do Planalto voltou a defender a proposta e criticou o presidente do TSE. "Que negócio é esse de judicializar? Não tem cabimento. Se o Congresso aprovar o voto impresso, vamos ter eleições com voto impresso e ponto final. Cada um de nós deve respeitar a Constituição e o Parlamento."

Em tramitação na Câmara, a PEC não acaba com a urna eletrônica, mas inclui na Constituição um artigo que torna obrigatória a impressão de comprovantes físicos de votação, que devem ser depositados automaticamente em uma caixa de acrílico acoplada ao equipamento. Com isso, o eleitor poderá conferir se o recibo em papel coincide com o que digitou, mas não poderá levar o comprovante. Para que seja válida nas eleições de 2022, a medida precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado até outubro deste ano.

Após ignorar e-mails, Bolsonaro pede antecipação de doses para Pfizer

  • Corrreio Braziliense
  • 14/06/2021 21:48
  • Brasil/Mundo
Foto: Isac Nóbrega/PR
Bolsonaro e Queiroga conversaram, fora da agenda presidencial e de forma remota, com o presidente da Pfizer da América Latina, Carlos Murillo e com a presidente da Pfizer Brasil, Marta Díez

Após ignorar diversos e-mails da farmacêutica Pfizer, que ofertavam ao Brasil a vacina contra a covid-19, o governo federal se reuniu, nesta segunda-feira (14/6), com a empresa para pedir a antecipação de doses da vacina Cominarty já adquiridas pelo Ministério da Saúde. A reunião contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, que no início do ano chegou a criticar as cláusulas de contrato oferecidas pela Pfizer.

A reunião não estava prevista na agenda do presidente, mas estava na agenda do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que também participou do encontro. Além dele, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, estavam presentes.

O encontro foi realizado com o presidente da Pfizer da América Latina, Carlos Murillo e com a presidente da Pfizer Brasil, Marta Díez, que participaram da reunião de forma remota. Murillo já foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 e revelou no depoimento que enviou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro e a ministros do governo reforçando a oferta de vacinas ao Brasil em 12 de setembro de 2020. A carta, no entanto, não foi respondida por nenhum dos destinatários.

Agora, a pauta da reunião com a Pfizer foi a antecipação das doses da vacina Cominarty já adquiridas pelo governo federal, segundo o Ministério da Saúde. A pasta fechou dois contratos com a Pfizer para a compra de 200 milhões de vacinas, mas como demorou para oficializar a aquisição do imunizante, a maior parte só será entregue a partir de agosto.

Questionada pelo Correio sobre o teor da reunião, a Pfizer disse que não comenta detalhes das negociações que mantém com o governo brasileiro. Para o mês de junho, são esperadas 12 milhões de doses da vacina Comirnaty.

Vacina Novavax anuncia eficácia de 93,2% contra variantes

  • SNB
  • 14/06/2021 21:42
  • Brasil/Mundo

A empresa Novavax, anunciou nesta segunda, 14, resultados de um ensaio clínico que mostra 90,4% de eficácia geral de sua vacina contra infecções sintomáticas por COVID-19 e 100% de proteção contra doenças moderadas e graves.

O estudo foi feito com 30.000 pessoas nos EUA e México e publicado na revista científica Science.

A vacina, que usa uma tecnologia diferente das vacinas COVID-19 autorizadas até agora, apresentou resultado contra oito variantes virais de interesse e preocupação, com eficácia de 93,2%. E o estudo diz que a vacina é segura e bem tolerada.

“Esta vacina parece fenomenal. Estou entusiasmada com esses resultados ”, disse Monica Gandhi, médica infectologista e epidemiologista da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

A eficácia

A diferença de alguns pontos percentuais entre a eficácia de 90% da Novavax e a eficácia de 95% e 94% das vacinas Pfizer / BioNTech e Moderna é explicada em parte pelo ensaio posterior da Novavax, que testou a vacina contra variantes virais, diz John Moore, um imunologista da Weill Cornell Medicine e participante do estudo Novavax.

Os testes das vacinas de outras empresas , compostas de RNA mensageiro (mRNA ), foram concluídos antes que tais variantes estivessem amplamente circulando.

“Esta é uma vacina cuja eficácia é pelo menos equivalente à da Pfizer e Moderna”, disse Moore. “É essencialmente 100% protetor contra doenças.”

Estudo clínico

O ensaio clínico foi altamente diversificado, com 44% de participantes não brancos.

E os requisitos simples para armazenamento da vacina poderiam acelerar o acesso a ela em comunidades remotas ao redor do globo.

FDA

A Novavax planeja solicitar à Food and Drug Administration (FDA) – agência de medicamentos e alimentos dos EUA – e outros reguladores, uma autorização de uso de emergência no terceiro trimestre.

A empresa deve ainda concluir os requisitos regulatórios para garantir que seu produto corresponda consistentemente à vacina usada nos testes clínicos, disse o presidente e CEO Stanley Erck.

Por unanimidade, Rodrigo Maia é expulso do DEM

  • Redação
  • 14/06/2021 21:25
  • Brasil/Mundo
Foto: Arquivo / O Globo
Rodrigo Maia

O ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), foi expulso do Democratas (DEM) na noite desta segunda-feira (14). A Executiva Nacional do Democratas entendeu que Maia cometeu infração disciplinar, após criticar o presidente do partido, ACM Neto. A cúpula da sigla acompanhou o voto da relatora, deputada Professora Dorinha (DEM-TO) e decidiu por unanimidade pela expulsão. Por ter sido expulso, Maia não vai perder o mandato.

A crise entre Maia e o partido começou durante a eleição para presidência da Câmara dos Deputados, no ano passado. O DEM desembarcou do grupo de Maia, que apoiava a candidatura de Baleia Rossi (MDB-SP). Sem conseguir fazer seu sucessor, e se sentindo traído pela sigla, o deputado trocou farpas com ACM Neto. Maia solicitou a Justiça Eleitoral a desfiliação do partido no dia 14 de maio.

 

Brasil ultrapassa 488 mil mortes por Covid-19 nesta segunda-feira

  • IG
  • 14/06/2021 18:52
  • Brasil/Mundo
Foto: shutterstock
Coronavírus

Depois de ter ultrapassado a marca de 487 mil mortos ontem  , o Brasil registrou 827 mortes pela Covid-19 neste domingo (13). Com a atualização dos dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o país chegou a 488.228 mortes. Já o número de infectados está em 17.452.612, com 39.846 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

O ranking de estados com mais mortes pela Covid-19 é liderado por São Paulo (118.213), Rio de Janeiro (53.015) e Minas Gerais (43.154). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (1.679), Acre (1.719) e Amapá (1.769).

Em relação aos casos confirmados, São Paulo também lidera, ultrapassando 3,4 milhões de casos. Minas Gerais, com mais de 1,6 milhão, e Paraná, com mais de 1,1 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de Covid-19 é o Acre (84.337), seguido por Roraima (107.646) e Amapá (114.503).

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

Desde o início de junho do ano passado, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Anvisa amplia prazo de validade da vacina da Janssen

  • Agência Brasil
  • 14/06/2021 18:47
  • Brasil/Mundo
Reprodução
Anvisa

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do prazo de validade da vacina da Janssen contra a covid-19 de três para quatro meses e meio, sob temperatura de 2ºC a 8ºC.

A aprovação ocorre após a publicação da informação de que doses previstas para este mês têm prazo de validade até dia o 27. Um lote de 3 milhões de doses estava previsto para chegar amanhã (14), mas foi adiado.  

A decisão respondeu a um pedido da farmacêutica, subsidiária do grupo Johnson & Johnson, protocolado no dia 10 de junho. A Janssen possui autorização para uso em caráter emergencial no Brasil.

Em nota, a Anvisa afirma que a medida foi baseada em “criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina tende a se manter estável pelo período (4,5 meses) bem como considerou decisão da agência norte-americana (Food and Drug Administration - US FDA), que também aprovou a referida alteração em 10 de junho de 2021”.

EUA autorizam envio de 3 mi de doses da vacina da Janssen ao Brasil com previsão de chegada na próxima semana

  • Folha de S. Paulo
  • 12/06/2021 17:30
  • Brasil/Mundo
Foto: Scott Olson / Getty Images / AFP
Vacina da Janssen

A FDA, agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, autorizou o envio de 3 milhões de doses de vacinas da Janssen (braço farmacêutico da Johnson & Johnson) ao Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão é de que os imunizantes cheguem na próxima semana, mas ainda não há data definida.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pretende dar mais detalhes em entrevista à imprensa neste sábado.

Como a Folha mostrou, as 3 milhões de doses que vão chegar ao Brasil têm prazo de validade até 27 de junho e precisam ser aplicadas até esta data.

As vacinas devem ser distribuídas apenas às capitais –o que já estava sendo feito com a Pfizer, que exigia um esquema especial de manutenção a baixas temperaturas.

O Ministério da Saúde diz também que fará uma ampla campanha de utilidade pública incentivando as pessoas a procurarem os postos de saúde.

Segundo a pasta, o país tem capacidade de aplicar até 2,4 milhões de doses de vacinas por dia.O contrato, assinado em março deste ano, garante 38 milhões de doses do imunizante ao Brasil. A previsão inicial de entrega era de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

A vacina fabricada pela Johnson & Johnson tem eficácia global de 72%. Já a proteção contra casos graves da doença é de 85%, segundo estudo realizado em janeiro deste ano.

A incrível história do pescador que sobreviveu após ser 'engolido' e cuspido por uma baleia

  • BBC Brasil
  • 12/06/2021 16:58
  • Brasil/Mundo
Foto: BBC Brasil

Um pescador nos Estados Unidos foi tragado por uma baleia jubarte e devolvido à água alguns segundos depois, enquanto mergulhava em busca de lagostas, na sexta-feira (11).

Michael Packard conta que estava mergulhando quando acabou dentro da boca do gigante marinho na costa de Provincetown, em Massachusetts.

O pânico durou entre 30 e 40 segundos. Depois disso, o animal cuspiu Packard, que apenas teve um deslocamento no joelho.

Apesar dos apelos de sua esposa para que mude de emprego, ele diz que não pretende abandonar sua carreira de 40 anos em Cape Cod, uma península no extremo leste do estado de Massachusetts.

As baleias jubarte podem crescer até 15 metros de comprimento e pesar cerca de 36 toneladas.

De acordo com o World Wide Fund for Nature, sua população mundial é de aproximadamente 60.000 espécimes.

Packard, de 56 anos, disse ao jornal local Cape Cod Times que ele e seu companheiro de tripulação foram de barco para a praia de Herring Cove na manhã de sexta-feira (11), quando as condições de mergulho eram excelentes, com visibilidade da água de aproximadamente 6 metros.

Depois de pular na água com seu equipamento de mergulho, Packard disse à televisão local WBZ-TV News que sentiu "um grande golpe e depois tudo escureceu".

 

'Está tentando me engolir'

O pescador pensou que havia sido atacado por um dos grandes tubarões brancos que nadam na área.

"Então eu comecei a apalpar as laterais e senti que não tinha dentes", disse ele.

"Foi quando eu percebi, 'Meu Deus, estou na boca de uma baleia e ela está tentando me engolir. É isso mesmo, eu vou morrer'."

Packard diz que pensou em sua esposa e dois filhos, de 12 e 15 anos.

"Então, de repente, ele veio à tona... e começou a sacudir a cabeça."

"Ela me jogou para o alto e eu caí na água. Eu estava livre e simplesmente fiquei boiando ali. Não conseguia acreditar... E hoje estou aqui para contar."

Seu companheiro de tripulação, que procurava desesperadamente na água por bolhas do respirador de oxigênio de Packard, arrastou-o de volta para o barco.

O Corpo de Bombeiros de Provincetown confirmou à CBS News que havia respondido a uma ligação às 8h15, horário local), para ajudar um pescador de lagosta ferido em uma praia de Provincetown.

 

Erro?

As baleias jubarte tendem a se alimentar abrindo bem a boca para engolir o máximo possível de presas, normalmente peixes ou krill.

Assim, alguns cientistas marinhos acreditam que o que aconteceu com Packard foi, provavelmente, puramente acidental. Um especialista disse ao Cape Cod Times que uma baleia engolir um humano é um episódio extremamente raro - ou inédito.

FDA autoriza envio de 3 milhões de doses da vacina da Janssen para o Brasil

  • G1
  • 12/06/2021 12:35
  • Brasil/Mundo
Foto: Internet
Vacina Janssen

A agência americana reguladora de medicamentos, FDA, aprovou neste sábado (12) o envio de 3 milhões de doses da vacina da Janssen para o Brasil. A previsão é a de que os imunizantes cheguem nesta terça-feira (15) ao aeroporto de Guarulhos.

Nesta quinta-feira (10) a Johnson & Johnson anunciou que a agência reguladora dos Estados Unidos aumentou de três para quatro meses e meio o prazo de validade da vacina contra Covid-19 da Janssen.

Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas serão distribuídas para as capitais por conta da logística e tem validade até o dia 27 de junho.

Como este imunizante é aplicado em dose única, uma aplicação da vacina da Janssen equivale a duas doses das demais vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil (Pfizer, CoronaVac e AstraZeneca).

O que já se sabe sobre o imunizante da Janssen e o acordo feito com o Brasil:

  • Total de doses: O acordo entre a farmacêutica e o governo é de um total de 38 milhões de doses a serem entregues no segundo semestre
  • Capitais: Por causa da validade curta do lote de 3 milhões, o Ministério aconselha que os estados apliquem as vacinas do lote antecipado somente nas capitais e de maneira rápida
  • Desembarque: O carregamento deverá chegar pelo aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo.
  • Custo: Apesar do prazo de validade muito próximo do vencimento, Ministério da Saúde informou que pagou o mesmo valor por cada dose, de US$ 10.

Na terça-feira (8), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, confirmou durante o seu depoimento à CPI da Covid que o lote com as de doses da Janssen tem validade até 27 de junho, que consultou os conselhos de saúde antes de aceitar a remessa e que o país corria o risco de perder as vacinas se houvesse demora no posicionamento do FDA.

No dia 4 de junho, Queiroga anunciou que o governo conseguiu antecipar com a farmacêutica a entrega de 3 milhões - de 38 milhões de doses - da vacina para junho, mas não informou na ocasião que o prazo de validade expirará no final do mês.

 

Logística

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, estimou que o país terá de 10 a 14 dias para separar das doses, distribuí-las ao estados e aplicá-las nos centros de vacinação até 27 de junho.

Mesmo vacinando somente nas capitais, Carlos Lula afirma que o tempo previsto entre chegada e distribuição das doses para todo o país deve ser de, no máximo, 48 horas. Uma vez nos postos de vacinação, “é recomendado que as secretarias escolham um dia para aplicar somente as doses da Janssen”, diz.

Porém, diante da demora de resposta do FDA, o Ministério da Saúde afirmou que não descarta a hipótese de o país ter menos do que 10 dias para fazer toda a logística e realizar a imunização. O prazo limite, segundo a pasta, para conseguir realizar toda essa operação é de 5 dias. Assim sendo, as vacinas não podem chegar após 21 de junho.

 

A vacina

O imunizante da Janssen tem eficácia de 66% contra casos moderados e graves e de 85% contra casos graves da Covid-19. Ele foi testado no Brasil durante a fase de estudos clínicos e recebeu a autorização de uso emergencial da Anvisa em 31 de março.

O Brasil firmou acordo com a Janssen de receber um total de 38 milhões de doses com entregas no 3º e no 4º trimestre de 2021. Ele foi assinado pelo Ministério da Saúde e pela empresa em 18 de março. A vacina requer a aplicação só de uma dose, ao contrário da maioria das vacinas aplicadas atualmente contra a Covid, que exigem duas doses.

A temperatura de armazenamento e transporte da vacina não oferece desafios à logística, uma vez que pode ser mantida entre 2ºC e 8ºC em por até três meses.

Diferente das vacinas CoronaVac e AstraZeneca/Oxford, o imunizante da Janssen não tem previsão de parceria para ser produzido no Brasil.

Bolsonaro causa aglomeração durante motociata em São Paulo

  • iG
  • 12/06/2021 11:17
  • Brasil/Mundo
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) causou aglomeração durante o início da motociata na capital paulista. O evento começou às 10 horas, em Santana, na Zona Norte, e irá se estender até o quilômetro 62 da Rodovia dos Bandeirantes. O presidente da República não estava de máscara e tirou fotos com apoiadores e policiais militares. 

Na volta, a "motociata" passará pela marginal Pinheiros, seguindo até a ponte Engenheiro Ari Torre e, então, seguirá para a avenida dos Bandeirantes e avenida Rubem Berta, finalizando o trajeto no obelisco do Ibirapuera, por volta das 14 horas.

Com a previsão maior de participantes, para evitar possíveis problemas, o governo estadual informou que o esquema de segurança será reforçado. 

"Mais de 6,3 mil policiais estarão a postos para garantir a segurança da população, a preservação do patrimônio, a fluidez no trânsito e o direito à manifestação. O policiamento estará reforçado em toda a capital paulista, na região metropolitana e na rodovia dos Bandeirantes, por onde o grupo seguirá. As áreas próximas aos pontos de concentração e dispersão dos participantes também terão patrulhamento ampliado", disse em nota a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

 "Equipes do Corpo de Bombeiros e do Resgate também estarão posicionadas ao longo do trajeto a fim de prestar atendimento à população em caso de emergência. Outras unidades da PM permanecerão de prontidão e, se necessário, serão deslocadas para prestar apoio à operação", continua a nota.

Mega-Sena pode pagar hoje prêmio de R$ 42 milhões

  • Agência Brasil*
  • 12/06/2021 09:12
  • Brasil/Mundo
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Mega-Sena

O concurso 2.380 da Mega-Sena pode pagar R$ 42 milhões neste sábado (12). O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília) no Espaço Loterias Caixa, no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, com transmissão ao vivo pelas redes sociais das Loterias Caixa (perfil @LoteriasCAIXAOficial no Facebook e canal Caixa no Youtube).

As apostas podem ser feitas até as 19h nas lotéricas de todo o país, pelo portal Loterias Caixa (www.loteriasonline.caixa.gov.br), no aplicativo Loterias Caixa ou por meio do Internet Banking Caixa para clientes do banco. O valor de uma aposta simples da Mega-Sena é de R$ 4,50.

Caso apenas um apostador leve o prêmio e aplique todo o valor na Poupança da Caixa, receberá R$ 84,7 mil de rendimento no primeiro mês. Se preferir investir no ramo automobilístico, o prêmio seria suficiente para comprar 140 carros no valor de R$ 300 mil cada.  

 

* Com informações da Caixa

Morre em Brasília, aos 80 anos, o ex-vice-presidente da República Marco Maciel

  • JC / Uol
  • 12/06/2021 08:15
  • Brasil/Mundo

Morreu na madrugada deste sábado (12) aos 80 anos o ex-vice-presidente da República Marco Maciel. A informação foi confirmada por amigos e familiares. O pernambucano estava internado num hospital em Brasília, em decorrência de complicações do Mal de Alzheimer, que o acometia desde 2014. Maciel deixa a mulher, Anna Maria, e três filhos. Ainda não há informações do velório e enterro.

Advogado e professor, Marco Maciel foi deputado, governador de Pernambuco, senador, ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República e vice-presidente da República de 1995 a 2003, no governo Fernando Henrique Cardoso.

O ex-governador de Pernambuco Gustavo Krause expressou seu pesar coma  morte de Marco Maciel. "
Mais uma dor, mais uma perda, mais um sofrimento que acomete todos nós e que nos põe diante do mistério da existência humana. Foi-se a referência e fica o exemplo renovado pelo amor/amigo.
Disse em vida o que ele representou para mim: O SER HUMANO MENOS IMPERFEITO COM QUEM CONVIVI CINCO DÉCADAS. Como afirmou afirmou Anchieta Hélcias: FOI PARA A MORADA DE DEUS, O SEU GRANDE AMIGO", escreveu.
 

 

MARCELO SOARES / ACERVO JC IMAGEM
Marco Maciel - MARCELO SOARES / ACERVO JC IMAGEM

 

Histórico

Marco Maciel assumiu a presidência da República 87 vezes – “um pouco mais de 10 meses” – nos oito anos em que foi vice de Fernando Henrique Cardoso, que ocupou o Palácio do Planalto de 1995 a 2002. “Era o vice dos sonhos. Viajava e não tinha a menor preocupação, porque Marco era correto. E mais do que correto, minucioso, quase carinhoso. Por exemplo, muitas vezes me trazia algo para ler e marcava em amarelo para poupar o meu tempo. Ele era leal ”, afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em depoimento ao documentário Marco Maciel – A Política do Diálogo, realizado pela TV Câmara em 2016 (?).

O que mais chama a atenção da frase acima é que Marco Maciel e Fernando Henrique Cardoso passaram grande parte da vida em partidos de lados opostos. Maciel foi um tradicional quadro de siglas da direita – como Arena, PDS e o PFL – e Fernando Henrique, era considerado de esquerda até se tornar presidente da República, quando assumiu um perfil de centro-direita. As posições religiosas também eram diversas: Marco Maciel era muito católico e FHC agnóstico.

“Ponderado, tinha horror à crença ideológica cega e também à arrogância da razão. Homem de princípios, não desdenhava das orientações alheias. Construtivo na vida pública, derrubava barreiras, não construía muros que impedissem o diálogo”, afirmou Fernando Henrique, se referindo a Marco Maciel”, num texto intitulado Fé e Razão, uma das apresentações da biografia Marco Maciel – Um Artífice do Entendimento, de autoria do jornalista Angelo Castelo Branco.

A aproximação entre os dois ocorreu quando ambos eram senadores e o apartamento deles ficava próximo em Brasília, o que faziam eles se encontrarem, “de vez em quando”, como lembra Fernando Henrique. Quando começou essa convivência, “Marco Maciel já se inclinava abertamente a ajudar o fim do ciclo político que se iniciara em 1964”, como disse FHC na biografia citada acima.

“Marco Maciel, Luís Eduardo Magalhães e Jorge Borhausen foram os primeiros a colocar a eventualidade de eu ser candidato a presidente da República”, lembrou Fernando Henrique no mesmo documentário. Os três foram dissidentes do antigo PDS e passaram a fazer parte do Partido da Frente Liberal (PFL) que apoiou a candidatura de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Fernando Henrique também afirmou que, entre os políticos do PFL, o que tinha mais influência sobre ele era Marco Maciel, “que era discreto”. Na época, se falava muito que o político mais importante do PFL era o baiano Antonio Carlos Magalhães.

Ainda no livro de Angelo Castelo Branco, Fernando Henrique Cardoso revelou que, como presidente, foi “várias vezes ao encontro anual que de deputados católicos, que Marco Maciel patrocinava em sua casa. Unia-nos o respeito às crenças e a vontade de que todos participassem da vida nacional”. E complementa: “a colaboração de Marco Maciel para o andamento das questões legislativas durante meu governo foi fundamental. Suas marcas na Lei de Arbitragem são indeléveis. Seus esforços para que se reconhecesse a função dos que faziam lobbies, sem que o fizessem ocultamente, são conhecidas”. Outra característica que Fernando Henrique cita de Maciel é a tolerância.

Ainda lembrando da sua gestão, Fernando Henrique revelou que Marco Maciel, não descuidava “especialmente das coisas de seu amado Pernambuco”, sendo “inúmeras as vezes em que reivindicou uma estrada importante ou, sobretudo, a continuação do Porto de Suape”.

1940 - Nasceu no dia 21 de julho. Foi o quinto filho de Carmem Sylvia de Oliveira e José do Rego Maciel. A ligação com a política foi influenciada pelo seu pai, que foi prefeito do Recife, deputado federal eleito em 1948 e vice-candidato a governador de Pernambuco em 1958.

1959 - Aprovado no vestibular da Faculdade de Direito do Recife. No primeiro ano do curso, foi diretor de Cultura do Diretório Central dos Estudantes (DCE). No segundo ano, se elegeu presidente do DCE.

1962 - Foi eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em Pernambuco e tomou posse em 1963.

1967-1971 - Eleito deputado estadual pela Arena e líder do governo Nilo Coelho (Arena).

1967 - Casou-se com a amazonense Anna Maria com quem teve três filhos.

1971 - Começou a atuar como deputado federal. Esse primeiro mandato acabou em 1974. Exerceu o mesmo cargo entre 1975 e 1978.

1977-1978 - Atuou como presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília.

1979-1982 - Governador de Pernambuco

1983 - Se elegeu senador, cargo que exerceu por 20 anos. O primeiro mandato na Casa Alta encerrou-se em 1991. Depois foi reeleito por mais quatro anos (1991-1994). Voltou a ocupar a mesma função em 2003.

1985-1986 - Atuou como ministro da Educação do governo de José Sarney. Ainda na mesma gestão, foi ministro chefe da Casa Civil entre 1987 e 1988.
2003 - Entrou para a Academia Brasileira de Letras. Ao longo da sua vida, publicou mais de 28 trabalhos em várias editoras, como o a do Senado e a José Olympio, entre outras.

2010 - Aos 70 anos, perdeu a primeira eleição da sua vida

2011 - Terminou o terceiro mandato de senador pelo DEM.

2014 - A partir do final deste ano, se torna mais recluso, ficando constrangido com os esquecimentos provocados pelo Mal de Alzheimer.

 

Marco Maciel conta os bastidores da Nova República

Marco Maciel contou os bastidores da redemocratização numa entrevista para a série A Nova República: visões da redemocratização, realizada pelo Jornal do Commercio e a Fundação Joaquim Nabuco. Os entrevistadores foram o cientista político Túlio Velho Barreto e os jornalistas Ivanildo Sampaio, Laurindo Ferreira, Sérgio Montenegro Filho e Paulo Sérgio Scarpa num encontro que ocorreu em 1º de fevereiro de 2005 no escritório do ex-senador no Recife. Em 2006, a série, com o nome homônimo, foi publicada em livro. Veja ao lado alguns trechos deste histórico depoimento.

ENTREVISTADORES - O Senhor, Aureliano Chaves, Tancredo Neves e Ulysses Guimarães foram signatários do documento “Compromisso com a Nação”, que uniu o PMDB e a Frente Liberal visando o Colégio Eleitoral de 1985. Pode nos contar um pouco dessa história ?

MARCO MACIEL - Sabemos que linhas paralelas não se encontram, mas no caso do processo que culminou com a chapa formada por Tancredo Neves e José Sarney, elas terminaram convergindo. As duas paralelas eram: o retorno da democracia e, de maneira mais conjuntural, a sucessão presidencial. Elas se encontraram num movimento que resultou no documento constitutivo da Aliança Democrática (Compromisso com a Nação), assinado no Congresso Nacional em 07 de agosto de 1984. Convém lembrar que o processo de transição para a democracia começara bem antes, em 1974, quando, em discurso pronunciado na convenção da Arena, o presidente Ernesto Geisel anunciou a abertura lenta e gradual para ser segura. A partir daí se desenvolveu um processo de redemocratização que teve muitos nomes: distensão, abertura, descompressão etc. Houve um momento que considero muito importante, mas pouco citado, que foi a promulgação, pelo Congresso Nacional, da Emenda Constitucional nº11, de 13 de outubro de 1978. Na ocasião, Geisel havia designado o senador Petrônio Portela, que era muito talentoso, para começar a ouvir a sociedade. Aí, vieram aqueles encontros com Dom Paulo Evaristo Arns, Raymundo Faoro, Barbosa Lima Sobrinho etc.

ENTREVISTADORES - O Sr. se refere à ‘Missão Portela’ ?

MACIEL – Sim. Eu participei de muitos eventos da ‘Missão Portela’, mas não de todos. Acontece que, em 1977, assumi a presidência da Câmara, e Portela era o presidente do Senado e da Arena. Ele tinha assumido no lugar de Filinto Muller, que morrera num desastre aéreo, e começou a conversar com a sociedade: OAB, ABI, CNBB, órgãos de classe, imprensa...O coroamento dessa ‘missão’ foi a Emenda Constitucional nº11, resultado de uma série de negociações que permitiram o fim do bipartidarismo, a liberdade de organização sindical, a livre manifestação do pensamento etc. Podia dar outros exemplos, mas o fundamental foi a revogação dos Atos Institucionais e Complementares. Não foi permitido que as medidas tomadas com base naqueles Atos fossem objeto de revisão pelo Judiciário, mas foi um passo significativo na medida em que o Estado de Direito foi restabelecido e essas questões começaram a permear os debates políticos.

ENTREVISTADORES - Até o governo do general João Batista Figueiredo...

MACIEL - Quando Figueiredo tomou posse, convidou Petrônio Portela para ministro da Justiça. Ele me procurou porque estava em dúvida. Eu disse que achava o convite natural, pois ele coordenava, pelo governo, o processo de abertura, que deveria prosseguir com Figueiredo. Aí, aconteceram duas coisas que fizeram com que o projeto não avançasse com a velocidade desejada, embora tenham sido votadas a lei partidária e a anistia: a morte súbita de Portela, que era o grande condutor do processo e tinha delegação do próprio Figueiredo para dialogar; e a renúncia do ministro Golbery do Couto e Silva, que era chefe do Gabinete Civil e fazia parceria com Portela.

ENTREVISTADORES - E o que levou o general Golbery a deixar o governo ?

MACIEL – Pressuponho que as posições dele começara a se conflitar com interesses do próprio governo Figueiredo com relação à abertura. O fato é que houve problemas internos, que levaram Golbery a pedir demissão e isso contribuiu para que ficasse a sensação de que poderia haver recuos. Mas ele saiu do governo de forma muito elegante. Não deu uma palavra sobre o assunto. Na minha ótica, o governo Figueiredo perdeu uma pessoa capaz e que desempenhou na companhia de Portela uma boa interlocução com a sociedade civil. Esses fatos foram decisivos.

ENTREVISTADORES – Para mostrar as dificuldades do Governo Figueiredo ?

MACIEL - Dificuldades crescentes. E depois, vamos falar claro, Figueiredo não tinha vocação para a atividade política. Ele sempre fazia questão de dizer que era um militar, que não era afeito a esses assuntos. Preferia que outros falassem em nome dele e ficou, sobretudo após o infarto, mais retraído. Então, o que aconteceu ? Sobreveio a outra vertente que caminhava em paralelo ao movimento de abertura: a questão da sucessão presidencial. Nesse momento, surgiu a candidatura de Paulo Maluf, correndo por fora. Havia também a candidatura do ministro Mário Andreazza e a do vice-presidente Aureliano Chaves, um nome muito forte, que tinha a simpatia de Roberto Marinho e, consequentemente, um espaço muito grande na TV Globo. Na época, só se falava em eleição no Colégio Eleitoral e o PDS tinha a maioria no Congresso e nos Estados.

ENTREVISTADORES – Passada a convenção do PDS, a Frente Liberal se aproximou do PMDB. De quem foi a ideia de formalizar o acordo através de um documento público ?

MACIEL – Tinha chegado o momento de definir a chapa e formalizar um programa. Um dia, em meu apartamento, numa reunião com Tancredo, Sarney, Pedro Simon e outros líderes do movimento, Ulysses sugeriu que definíssemos e puséssemos tudo no papel. Ele não queria formalizar apenas a chapa, mas também um programa que devia ser muito sucinto. Foi redigido o “Compromisso com a Nação”, que serviu como programa da Aliança Democrática.

ENTREVISTADORES - Qual foi a sua participação nesse processo ?

MACIEL – Pediram-me que coordenasse a elaboração do documento. Começamos as conversas e ficou estabelecido que ele devia conter os pontos que considerássemos importantes na definição das razões pelas quais estávamos promovendo a aliança entre o PMDB e a Frente Liberal. Mas, unidos em torno de quê ? Era necessário explicar, para não parecer uma composição que fosse apenas em torno de uma chapa. Houve colaborações de Celso Furtado, João Manuel Cardoso de Mello, deputados, senadores e lideranças políticas.

ENTREVISTADORES – Há alguns anos, em entrevistas à Fundação Getúlio Vargas, o general Gustavo Moraes Rego contou que foi interlocutor dos civis ligados a Tancredo, e incluiu o Senhor. Também disse que o Sr. teria convencido Geisel a aceitar Tancredo. Como eram essas conversas ?

MACIEL – O general Moraes Rego sabe que Geisel sofreu muito com os militares mais resistentes à abertura. Moraes Rego comandou a Brigada de Campinas e foi chefe do Gabinete Militar de Geisel. Muitos, no Exército, Marinha e Aeronáutica tiveram um papel importante. Houve encontros para esclarecer porque a escolha era Tancredo e não Ulysses. Tancredo passava aos militares mais confiança. Os militares sabiam que ele não era vinculado à esquerda, e era, como todo mineiro, um homem de composição, que ia procurar fazer uma transição sem maiores traumas. Sua longa vida pública o ajudava muito.

ENTREVISTADORES – Por que o Sr não foi o candidato a vice-presidente (na chapa de Tancredo) ?

MACIEL – Aureliano dizia: “Dois nomes assinaram o compromisso pela Aliança Democrática: um, sou eu, o outro é você. Eu não posso ser vice porque não temos reeleição. Então, deve ser você”. Tancredo, Ulysses e o próprio Sarney diziam: “Marco Maciel tem todas as condições”. Mas havia um problema de ordem legal: a fidelidade partidária. No nosso caso, só poderia mudar de partido uem tivesse sido eleito pela Arena, que já fora extinta. Eu tinha sido eleito pelo PDS e não pela Arena.

ENTREVISTADORES – O Sr esteve envolvido no episódio conhecido como Pacote de Abril, em abril de 1977. Qual a sua visão dele ?

MACIEL – Em 1º de abril, o presidente Geisel baixou o Ato Complementar nº 102 decretando o recesso do Congresso Nacional. Não houve fechamento do Congresso, houve recesso. É muito diferente. Petrônio Portela era presidente do Senado e eu da Câmara. Fomos surpreendidos, porque não podíamos avaliar que a rejeição da proposta enviada pelo Governo para reforma do Judiciário fosse provocar o recesso. Reagimos e 13 dias depois o recesso foi suspenso com a edição do ato complementar 103 e das Emendas Constitucionais nº 7 e nº8. Convém recordar que foi o mais curto recesso da história do Congresso. Durou de 1º a 14 de abril. E nesse ínterim houve a Semana Santa, durante a qual o Congresso não funciona. Então, na verdade, o Congresso só ficou sem sessões uma semana.

 

Amigos, parentes e autoridades se despedem

Margarida Cantarelli

Com o falecimento de Marco Maciel, ficamos todos órfãos da ética de um homem público que tanto serviu a nossa terra com trabalho, competência e discrição. Eu perdi, também, um grande amigo a quem serei sempre grata.

Gustavo Krause

AMIGOS,
Mais uma dor, mais uma perda, mais um sofrimento que acomete todos nós e que nos põe diante do mistério da existência humana.
Foi-se a referência e fica o exemplo renovado pelo amor/amigo.
Disse em vida o que ele representou para mim: O SER HUMANO MENOS IMPERFEITO COM QUEM CONVIVI CINCO DÉCADAS.
Como afirmou afirmou Anchieta Hélcias: FOI PARA A MORADA DE DEUS, O SEU GRANDE AMIGO.

Jovem pede moça em namoro, mas recebe pedrada na cabeça em Curitiba

  • Metrópoles
  • 11/06/2021 17:10
  • Brasil/Mundo
Ilustração

Um rapaz de 21 anos foi agredido por uma pedrada na cabeça no bairro Rebouças, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (9). O jovem somente pediu atendimento ao Siate na manhã desta quarta-feira (10), no mesmo local em que houve agressão, em frente ao Estádio Durival Britto, a Vila Capanema.

De acordo com relato dele ao Corpo de Bombeiros, ele teria sido agredido depois que pediu uma moça que conheceu na rua em namoro.

“Ele relatou que encontrou a menina andando pela rua e quis namorar com ela e a moça deu uma pedrada na cabeça dele. Os dois não se entenderam. Para ele não deu certo” lamentou o sargento Batista, do Corpo de Bombeiros.

O rapaz, que queria passar o Dia dos Namorados, no próximo sábado, dia 12, com um novo amor estava consciente. Teve apenas um corte na região de crânio, mas foi encaminhado ao Hospital Cajuru para fazer um curativo. A moça não foi localizada.

Bolsonaro pede parecer para desobrigar uso de máscara por vacinados

  • Agência Brasil
  • 10/06/2021 20:39
  • Brasil/Mundo
Foto: Agência Brasil
Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (10), durante cerimônia no Palácio do Planalto, que pediu ao Ministério da Saúde um parecer para desobrigar o uso de máscara por pessoas que já estejam vacinadas ou que tiveram a covid-19. 

"Acabei de conversar com um tal de Queiroga, não sei se vocês sabem quem é. Nosso ministro da Saúde. Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados para tirar este símbolo que, obviamente, tem a sua utilidade para quem está infectado", afirmou o presidente durante solenidade para anúncio de medidas do Ministério do Turismo.

A obrigação do uso de máscara em espaços e ambientes públicos, entre outras medidas sanitárias, é definida em decretos estaduais e municipais, por iniciativa de prefeitos e governadores, conforme decisão vigente do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com epidemiologistas, a população vacinada ou que já teve a doença deve continuar usando máscaras porque, mesmo imunizada, ainda pode transmitir o vírus para outras pessoas. Segundo especialistas, a desobrigação do uso de máscara só seria recomendável quando o país alcançar um número expressivo de pessoas completamente vacinadas.   

Estudo

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou no início da noite desta quinta-feira nas redes sociais que recebeu o pedido do presidente para produzir um estudo sobre flexibilização do uso de máscaras. O avanço da vacinação no país teria motivado o levantamento. 

"O presidente está muito satisfeito com o ritmo da vacinação no Brasil, da chegada de novas doses, da distribuição de mais de 100 milhões de doses de vacina. O presidente acompanha o cenário internacional e vê que em outros paises onde a campanha de vacinação já avançou, as pessoas já estão flexibilizando o uso das máscaras. O presidente me pediu quye fizesse um estudo para avaliar a situação aqui no Brasil", disse o ministro.

Com mais 2.504 mortes, Brasil ultrapassa 482 mil óbitos por Covid-19

  • Redação
  • 10/06/2021 20:37
  • Brasil/Mundo
Foto: shutterstock
Coronavírus

Nesta quinta-feira (10/6), o país ultrapassou a marca de 480 mil vidas perdidas desde o começo da pandemia provocada pelo coronavírus. A média móvel de mortes diárias, de 1.804, apresentou aumento e registrou, depois de oito dias, mais de 1,8 mil óbitos. Em relação ao verificado há 14 dias, houve variação de -0,8%, sinalizando estabilidade nos óbitos computados.

Foram 2.504 mortes e 88.092 novos infectados registrados nas últimas 24 horas em todo o país. Os dados são do mais recente balanço divulgado pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

No total, o Brasil já perdeu 482.019 vidas para a doença e computou 17.210.969 casos de contaminação.

STF forma maioria para rejeitar ação contra Copa América; decisão permite realização do torneio

  • Redação*
  • 10/06/2021 18:48
  • Brasil/Mundo
Foto: Agência Brasil
Seleção Brasileira de Futebol

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para rejeitar uma das ações que buscava impedir a realização da Copa América no Brasil por causa da pandemia de covid-19, em julgamento no plenário virtual da corte nesta quinta-feira, 10.

Dessa forma, se não houver reversão dos votos até o final do julgamento, o torneio de futebol continental será liberado. A competição está prevista para começar no próximo domingo em Brasília.

A relatora dessa ação, ministra Cármen Lúcia, justificou a recusa da ação pela "carência de atendimento aos pressupostos processuais", como a ausência de indicação do ato do Poder Executivo a ser revogado na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

Ela disse, no entanto, que a recusa da ação "não exime os agentes públicos competentes de adotarem decisões e providências sanitárias, de segurança pública e outras que deem cumprimento aos protocolos adotados no plano nacional, estadual e local e ainda daqueles que venham a ser necessários para que se completem todas as medidas para prevenir, dificultar e tratar os riscos e sequelas de transmissão, contaminação e cuidado pela covid-19".

Até o momento, a relatora foi acompanhada por outros cinco ministros: Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, responsável pelo voto que deu maioria.

Embora isso não signifique um resultado definitivo, o julgamento dessa ação pode indicar uma tendência de entendimento do Supremo para os outros dois processo que também estão em julgamento virtual com questionamento à realização da competição esportiva.

 

*Com Terra

 

SP terá de indenizar fotógrafo que perdeu a visão durante protesto

  • Agência Brasil
  • 10/06/2021 17:20
  • Brasil/Mundo
Foto: Agência Brasil
STF

Por 9 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (10) que o estado de São Paulo deve indenizar um fotógrafo que foi atingido no olho por uma bala de borracha disparada pela Polícia Militar durante um manifestação.

Os ministros julgaram um recurso apresentado pela defesa do fotógrafo Alexandro Wagner Oliveira da Silveira, que perdeu 90% da visão do olho esquerdo enquanto cobria uma manifestação de servidores públicos, realizada em maio de 2003, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O fotógrafo foi atingido em uma operação da Polícia Militar para desobstruir a via pública. Durante o tumulto, 23 pessoas ficaram feridas.

No recurso, a defesa pediu o pagamento de indenização por danos morais e estéticos em função dos prejuízos causados pela polícia.

Antes de chegar ao STF, a Justiça de São Paulo negou pedido de indenização por entender que o profissional teve culpa exclusiva na lesão ao ter permanecido no local após o início da confusão.

De acordo com o ministro Luís Roberto Barroso, ao cobrir uma manifestação, o jornalista está correndo riscos para cumprir o dever de informar a sociedade.

“O jornalista não estava lá correndo um risco em nome próprio ou por interesse próprio, estava correndo um risco pelo interesse público que todos nós temos de saber exatamente o que acontece em uma manifestação e se a repressão policial se deu de maneira proporcional”, afirmou.

Para o presidente do STF, Luiz Fux, a liberdade constitucional de imprensa deve ser assegurada, sob pena de virar “letra morta”.

“Nesses eventos, a imprensa testemunha se há exercício regular de direito ou abuso de direito. Então, é muito importante a presença da imprensa nesses eventos porquanto ela representa um dos pilares da democracia”, disse.

A decisão tem repercussão geral e deverá ser seguida por todo o Judiciário em casos semelhantes.

CPI da Covid aprova quebra dos sigilos de Pazuello e Ernesto Araújo

  • Metrópoles
  • 10/06/2021 14:23
  • Brasil/Mundo
Foto: CNN Brasil
Eduardo Pazuello

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid votou e aprovou, nesta quinta-feira (10/6), a quebra dos sigilos telemático e telefônico dos ex-ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Eduardo Pazuello, da Saúde.

Os senadores também estenderam a aplicação da medida ao assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins; ao empresário Carlos Wizard; ao virologista Paolo Zanotto.

Em vídeo publicado com exclusividade pelo Metrópoles, Zanotto sugere ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a criação de um gabinete paralelo para orientar o governo na condução da pandemia.

Mayra Pinheiro, secretária do Ministério da Saúde, também teve a quebra de sigilo aprovada pelo colegiado.

Os requerimentos miram a atuação do governo federal no processo de aquisição de vacinas e tentam identificar como operava e quem integrava o chamado “gabinete paralelo” — grupo que prestava assessoramento alternativo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre medidas de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Parte dos requerimentos de quebra de sigilo aprovados pela comissão nesta sessão tem, como alvo, depoentes do colegiado ou pessoas que foram citadas durante as oitivas, com participação em episódios investigados pela CPI.

 

Confira a lista:

  • Filipe Martins, assessor especial da Presidência da República;
  • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores;
  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde;
  • Carlos Wizard, empresário;
  • Paolo Zanotto, virologista;
  • Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos;
  • Marcellus Campelo, secretário de Saúde do Governo do Amazonas;
  • Luciano Dias Azevedo, tenente-médico da Marinha do Brasil;
  • Hélio Angotti Neto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde;
  • Francisco Ferreira Filho, coordenador do Comitê da Crise do Amazonas;
  • Francieli Fontinato, coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI);
  • Antônio Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde; e
  • Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde;
  • Zoser Hardman, ex-assessor especial do Ministério da Saúde;
  • Flávio Werneck, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde;
  • Camile Giaretta Sachetti, ex-diretora do departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde;
  • Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde;
  • Alexandre Figueiredo Costa e Silva Marques, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Depoimento de Wilson Lima

Na sessão desta quinta-feira, os senadores tinham a expectativa de ouvir o governador do Amazonas, Wilson Lima, mas um habeas corpus concedido pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que o político faltasse à oitiva.

Ao abrir os trabalhos, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), comunicou que vai recorrer do habeas corpus.

“Não faço prejulgamento de ninguém. Governador, vossa excelência perde uma oportunidade gigante na sua vida – não só como homem público, mas também como pessoa – de explicar, de fato, quem são os responsáveis pelas omissões que aconteceram com o nosso povo, com o meu povo e com o seu povo, que governa esse estado”, disse.

 

Insatisfação

Após o encerramento da sessão, o grupo majoritário da comissão, o chamado “G7”, esteve reunido no gabinete de Omar Aziz para discutir os requerimentos aprovados nesta quinta e traçar as próximas estratégias.

No encontro, parte dos senadores que compõe o grupo reclamou do número de quebras de sigilo apreciadas em plenário. No entendimento, o montante de requerimentos pautados foi abaixo do esperado.

Os senadores também preferiram, neste momento, aguardar o andamento das investigações e o recebimento de novas informações para decidir sobre a quebra de sigilo da médica Nise Yamaguchi, apontada como membro atuante do “gabinete paralelo”.

Brasil ultrapassa 2.700 óbitos por Covid-19 nesta quarta-feira

  • IG
  • 09/06/2021 21:21
  • Brasil/Mundo
UOL/Arquivo
Covid-19

O Brasil registrou 2.723 mortes pela Covid-19 nesta terça-feira (8), segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Com a atualização, o Brasil chegou ao número de 479.515 mortes. Já o número de infectados está em 17.122.877, com 85.748 novos casos confirmados nas últimas 24 horas.

O ranking de estados com mais mortes pela Covid-19 é liderado por São Paulo (115.960), Rio de Janeiro (52.094) e Minas Gerais (42.000). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (1.662), Acre (1.697) e Amapá (1.741).

Em relação aos casos confirmados, São Paulo também lidera, se aproximando de 3,4 milhões de casos. Minas Gerais, com mais de 1,6 milhão, e Paraná, com mais de 1,1 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de Covid-19 é o Acre (83.473), seguido por Roraima (105.445) e Amapá (113.468).

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.

Desde o início de junho do ano passado, o Conass divulga os números da pandemia da Covid-19 por conta de uma confusão com os dados do Ministério da Saúde. As informações dos secretários de saúde servem como base para a tabela oficial do governo, mas são publicadas cerca de uma hora antes.

Justiça concede semiaberto a Lindemberg Alves condenado pela morte de Eloá, filha de ex-cabo da PM de Alagoas

  • Redação com Agências
  • 09/06/2021 20:00
  • Brasil/Mundo
Foto: Reprodução
Lindemberg e Eloá na janela do apartamento em que a jovem foi mantida refém.

A Justiça de São Paulo autorizou, nesta quarta-feira (9), Lindemberg Alves Fernandes, de 34 anos, acusado de matar Eloá Pimentel, filha do ex-cabo da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) Everaldo Pereira dos Santos, a cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. 

Lindeberg foi condenado a uma pena de 39 anos, 3 meses e 10 dias de prisão pelo assassinato de Eloá - na época com 15 anos -, sua a ex-namorada, em outubro de 2008, no Jardim Santo André. Atualmente, o condenado cumpria sua pena em regime fechado em Tremembé, no interior paulista.

Segundo informações iniciais, a juíza Sueli de Oliveira Armani informou que o acusado mantém bom comportamento na prisão e nunca registrou uma infração grave dentro da penitenciária. Além disso, de acordo com a magistrada, Lindermberg também obteve resultados favoráveis nos testes psicológicos e de periculosidade.

Conforme a decisão de regime semiaberto, o condenado tem direito de trabalhar e frequentar cursos profissionalizantes, do 2º grau ou cursos de ensino superior, durante o dia, e retorna à noite para dormir na unidade prisional. O semiaberto ainda dá a possibilidade de saídas temporárias em feriados como o Natal. 

Apesar da decisão da Justiça o  Ministério Público havia se posicionado contra a mudança dessa pena. O órgão comentou que o crime cometido mostra que Lindemberg tem personalidade distorcida. “Nenhuma pessoa, senão motivada por desvio de caráter de personalidade ou transtorno mental, cometeria uma prática tão brutal”, relatou à Justiça o promotor Luiz Marcelo Negrini de Oliveira Mattos.

Relembre o caso

No dia 13 de outubro de 2008. Lindemberg invadiu o apartamento em que Eloá morava com os pais, Ana Cristina Pimentel e, o ex-cabo da PM de Alagoas, Everaldo Pereira dos Santos, em Santo André. O entregador de pizzas estava armado e queria reatar o romance com a jovem.

Lindemberg manteve Eloá e outros três colegas de escola dela como reféns - Nayara, Iago e Victor Campos. Após algum tempo, os dois rapazes foram libertados.

Nayara chegou a ser solta por Lindemberg em 14 de outubro de 2008, mas dois dias depois voltou ao cativeiro por orientação da Polícia Militar (PM) para tentar resgatar Eloá. A ação não deu certo e ela acabou sendo feita refém novamente junto com a amiga.

Quatro dias depois, no dia 17 de outubro de 2008, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu uma bomba e invadiu o local. Os policiais fizeram isso depois de escutar um ruído que seria um tiro.

Antes da entrada da PM, o sequestrador ainda conseguiu balear Nayara, que sobreviveu, e deu dois tiros em Eloá, que morreu. 


 

 


 

Anvisa autoriza testes clínicos em humanos da vacina ButanVac

  • UOL
  • 09/06/2021 19:50
  • Brasil/Mundo
Foto: Divulgação / Governo de São Paulo
ButanVac

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou hoje que deu o aval para o início dos testes clínicos em humanos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan, a ButanVac. O imunizante promete ser o primeiro do tipo com produção 100% nacional.

O Butantan aguardava o aval desde abril e afirma que já iniciou a produção da vacina, mesmo ainda distante da possibilidade de ter uma autorização para uso emergencial, assim como foi concedida para a CoronaVac em janeiro.

Em nota, a Anvisa afirmou que a instituição ligada ao governo paulista ainda terá que apresentar "informações complementares" antes de começar a aplicação experimental da ButanVac. A agência federal também disse que nas últimas semanas houve "intensa troca de informações" e reuniões com o Butantan para definir a autorização.

O imunizante está sendo produzido desde o fim de abril, como foi anunciado pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, em seu depoimento à CPI da Covid, e já possui ao menos 7 milhões de doses estocadas. Segundo Dimas, a meta seria entregar 18 milhões de doses até 31 de julho e 40 milhões até 30 de setembro.

Nas redes sociais, o governador João Doria (PSDB) comemorou a autorização da Anvisa para início de testes da vacina.

A Anvisa acaba de autorizar os testes clínicos com a ButanVac, a vacina do Butantan contra a Covid-19, que não depende de insumos de outros países para sua produção. O Instituto Butantan já tem 7 milhões de doses prontas da ButanVac. Grande notícia. Obrigado Anvisa", escreveu Doria.

A vacina ButanVac, anunciada pelo governo de São Paulo e pelo Instituto Butantan como "100% brasileira", usou uma tecnologia do hospital Mount Sinai, de Nova York, nos Estados Unidos, para o vetor viral. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada pelo próprio Butantan. O instituto, no entanto, garantiu que o desenvolvimento será feito "integralmente" no Brasil.

A Butanvac usa um vírus inativado que provoca doença em aves, chamado de Newcastle, como vetor. Assim, esse adenovírus —que não tem efeitos no corpo humano— leva a informação da proteína Spike do Sars-CoV-2 para as células fazerem a defesa do organismo. O método de produção será em ovo, sendo a primeira do mundo a usar essa técnica, como é feita com a da gripe.

Ministério doa equipamentos de segurança para 23 estados e o DF

  • Agência Brasil
  • 09/06/2021 18:42
  • Brasil/Mundo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) doou hoje (8) R$ 10,7 milhões em equipamentos de segurança para 23 estados e o Distrito Federal combaterem a criminalidade. Serão repassados armamentos, munições, viaturas, equipamentos de proteção coletiva e individual, coletes balísticos, entre outros. Os bens fazem parte do acervo da Força Nacional de Segurança Pública.  

A entrega dos equipamento foi feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e outras autoridades da pasta, durante cerimônia realizada em Brasília.

“A entrega de milhares de equipamentos que fazemos hoje, todos em bom estado, é mais uma medida do presidente Jair Bolsonaro, por meio do nosso ministério, para equipar as forças de segurança pública do país. São iniciativas como essas que reforçam a parceria federativa entre União, estados e municípios e nos fazem acreditar cada vez mais no Sistema Único de Segurança Pública [Susp], concebido para melhor atender a toda a população brasileira”, declarou o ministro.

Essa foi a segunda entrega de bens para os estados. No início do ano, R$ 5,5 milhões em equipamentos também foram repassados. Ao todo, cerca de R$ 16 milhões foram doados nas duas etapas.  

 

*Com informações do MJSP

Bolsonaro lamenta eleição de Castillo para a presidência do Peru

  • Agência Brasil
  • 09/06/2021 17:49
  • Brasil/Mundo
Foto: Reuters
Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro falou nesta quarta-feira (9) sobre a provável vitória do professor Pedro Castillo nas eleições para a presidência do Peru. Em discurso durante um culto evangélico, em Anápolis (GO), Bolsonaro lamentou a eleição do candidato de esquerda. O resultado oficial, no entanto, ainda não foi divulgado pelo Juri Nacional de Eleições do país vizinho porque falta apurar menos de 1% dos votos.  

"Perdemos agora o Peru. Voltou, pelo que tudo indica, falta 1% de apuração lá, só um milagre pra reverter, vai reassumir lá um cara do Foro de São Paulo [organização de esquerda]", afirmou o presidente a fiéis da igreja Church in Connection. Se confirmada a vitória de Castillo, será a primeira vez que o Peru será presidido por um governo de esquerda.  

No final da manhã desta quarta, com mais de 99% das urnas apuradas, Castillo liderava com 50,19% dos votos, enquanto sua adversária, a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, tinha 49,80%, uma diferença de aproximadamente 0,4 ponto percentual, segundo dados oficiais do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru.

Bolsonaro também comentou a situação de outros países vizinhos, como Argentina e Venezuela, que são administrados por governantes de esquerda. "Olha para onde foi a nossa Venezuela, quando se começou a acreditar nas coisas fáceis. Um país riquíssimo, como a Venezuela, em petróleo e ouro. Olha para onde eles foram, tendo em vista a ideologia que seguiram. Olha pra onde está indo a nossa Argentina. Só um milagre para salvar a Argentina".

 

Tratamento precoce

Em outro momento de seu discurso, o presidente voltou a defender o tratamento precoce, como medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina, para a covid-19. Segundo ele, haveria supernotificação de casos no país. "Se nós retirarmos as possíveis fraudes, teremos, em 2020, o nosso país, o  Brasil, como aquele de menor número de mortos por milhão de habitantes por causa covid. Que milagre é esse? O tratamento precoce. Quem aqui tomou hidroxicloroquina, levanta o braço, por favor?. Querem prova maior? Eu tomei hidroxicloroquina. Outros tomaram ivermectina", afirmou.