Nossa bandeira de luta está em luto pela morte de Maria Lúcia- diz Luis do Movimento POP, em Alagoas.

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Maria Lúcia Pereira, líder do Movimento de População de Rua da Bahia (MNPR-BA), mulher negra era uma guerreira. Maria Lúcia morreu hoje, aos 50 anos. Sentimos muito a perda da Maria Lúcia, uma mulher batalhadora que lutava pela vida, para que nós,a  população marginalizada não  vivesse  tanto no luto.

É mais uma companheira que se vai. Uma mulher de luta, forte, decidida. Que tinha compromisso social de resgatar a cidadania e a dignidade  da população em situação de rua.

Que defendia direitos. Os nossos direitos.

Para a população de rua de Maceió  a morte de Maria Lúcia é uma dor muito grande.

 Nossa bandeira está abaixada. Nossa bandeira está no chão, pois,  temos uma companheira que se foi.

Nossa bandeira  de luta está em luto pela morte de Maria Lúcia.

 

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Que o padre “pegue os pedintes e coloque para morar na igreja- dizem internautas em ameaças ao Padre Júlio Lancelott.

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Dos 69 anos de vida do padre Julio Lancellot, pároco da Igreja de São Miguel Arcanjo, em São Paulo, 34 são dedicados ao abrigo e defesa dos moradores de rua e outros grupos marginalizados.O padre atua na Mooca região central e vigário episcopal para a população de rua da Arquidiocese de São Paulo,

Por sua defesa a esses grupos o Padre Júlio vem recebendo ameaças de internautas, inclusive de morte.Dentre os agressores tem um advogado, segundo o padre, que insurge o ódio, com frases tipo “morte ao padreco”.

Lancellot atribui às ameaças a crescente intolerância social em relação aos diferentes,entre eles,  pobres e pretos. As ameaças são incisivas “Tem que começar mandando esse padre pro inferno, e depois seus seguidores…”, sendo saudado com aplausos virtuais.

O padre afirma: “O discurso de ódio sempre existiu. Mas esses intolerantes, antes, ficavam restritos, não se impunham. Nesse momento que estamos vivendo, sinto que essas pessoas se sentem livres, não tem mais o menor pudor e se sentem legitimadas para falar o que bem entenderem”

 “Os moradores de rua aumentaram, isso é fato. E são diversas causas, como o desemprego, a inadimplência, essas coisas. Tem muita gente na rua e em condições de rua e a intolerância, que sempre existiu, fica mais evidente por causa dessa convivência em todo lugar: parques, áreas públicas, ruas”, analisa.

Ameaças

Lancellotti, com a orientação das advogadas Valdênia Paulino Lanfranchi e Juliana Hashimoto Bertin, enviou um ofício nesta segunda-feira (19/3) ao procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, Walter Paulo Sabella, e ao subprocurador de Políticas Criminais e Institucionais, Mário Luiz Sarrubbo, informando a respeito das ameaças e ofensas e solicitando providências. O documento traz uma explicação sobre quem é Padre Julio e detalha as atividades pastorais realizadas por ele, destacando o aumento expressivo da população de rua e a importância da luta dele para pressionar o poder público para que olhe e assista adequadamente esse grupo vulnerável. O último censo, de 2015, fala em 16 mil pessoas, mas entidades que lidam com a causa afirmam que já chega a 25 mil. Além disso, traz prints das ameaças que vêm sofrendo. Além dos ataques diretos, há outros que o acusam de uso de drogas e alguns que sugerem que o padre “pegue os pedintes e coloque para morar na igreja” ou na casa dele.(...)

Fonte:https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/03/padre-julio-lancellotti-e-ameacado-de-morte-por-defender-moradores-de-rua.html

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Olha tia, somos da mesma cor, mas não é fácil ser preto, não tia, e pra gente que mora na rua, então... E novamente chorou.

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É quase madrugada ele chega e se achega junto ao cantor do bar e ensaia uma segunda voz. As pessoas incomodadas com esse personagem tão diferente (e preto) que irrompe das ruas insistem por sua expulsão do local.

Era uma sexta-feira, qualquer, de uma noite suada de vida, em um dos bares da Av. Amélia Rosa, em Jatiúca,Maceió, Alagoas.
Ele (chorando) nos falou de racismo e solidão. Da vontade que tem de cantar nas noites de Maceió, mas, falta oportunidade- diz ele- as pessoas sempre mandam eu sair, afirmando que atrapalho o andamento do bar.

Ele me diz:- Olha tia, somos da mesma cor, mas não é fácil ser preto, não tia, e pra gente que mora na rua, então... E novamente chorou.
Pediu dois reais para passagem e se foi com suas dores e eu fiquei matutando sobre nossa invisibilidade social.

Não é fácil ser pret@ no Brasil.

Não é.

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É a segunda vez que Fabiana, moradora de rua é estuprada. Da primeira vez mataram sua filha, de 13 anos.

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Na quarta-feira, 31/01, em Maceió,Alagoas,  Fabiana dos Santos,  conhecida como Fabiana do centro de Maceió ,moradora de rua foi estuprada por um cara de moto . Fabiana relata que  estava deitada em uma casa abandonada nas imediações  da Procuradoria Geral do Estado,  quando escutou  uma moto parando e um homem moreno  que entrou  e cometeu  a violência sexual . Essa é a segunda vez que Fabiana é  estuprada.

Quando Fabiana sofreu o primeiro abuso sexual ela estava com a filha, de 13 anos. Mãe e filha foram violentadas  e após o ato  os agressores  bateram na mulher, até ela desmaiar. Também agrediram a adolescente de nome Rubiana,  quebraram  o pescoço  e a  mataram . Então faz tempo que, Fabiana  vem sofrendo com  a violência em Maceió, e os culpados vivem impunemente.

Fabiana tem um filho que  se encontra na Unidade de Internação Compulsória para de menores . Fabiana é uma vitima das ruas . São muitos e muitos anos  de sofrimento e  nada se é feito.

Até quando?

 

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Os moradores de rua precisam de políticas que garantam direitos e não políticas de papelão.

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O Movimento Nacional da População de Rua em Alagoas espera que em 2018 , os  direitos de homens, mulheres e crianças sejam garantidos.
E que possamos ter  acessos as políticas públicas de verdade e não as políticas fragilizadas, maquiadas, de papelão.
Politicas que não dão conta das demadas da População de Rua.
Que  em 2018 as autoridades e  o poder público não permaneçam omissos sobre esse casos de assassinatos do povo que vive nas ruas, pois,  são vida sendo exteminadas e são mortes naturalizadas.
Alagoas precisa saber que moradores de rua são gente e que lutamos por uma política pública que nos permitam ter direitos como pessoas. 
Pessoas iguais a você.

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A morte dos moradores de rua, em Alagoas, é eugenismo social?

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O Movimento Nacional da População de Rua  realizou,na sexta-feira,29/12,  ato ecumênico na Catedral Metropolitana de Maceió, e o lançamento do  manifesto em defesa da vida da População de Rua , em Alagoas.
 Só em 2017, 41 moradores foram mortos impunemente na capital alagoana. É  como se fosse  a volta do eugenismo social e a sociedade se cala.
O movimento Nacional da População de Rua repudia qualque ato de violência contra NÓS.
Nós existimos. Somos gente!
 Chega de violência contra  a População de Rua, e que as autoridades e as  políticas públicas nos ouçam. Nada pra nós sem nós
Pedimos as autoridades  que unam suas forças para que haja paz nas ruas de Maceió Alagoas 
Justiça igualitária  é que clamamos.
A morte dos moradores de rua, em Alagoas, é eugenismo social?

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Sou Rafael Machado, 27 anos, ex-morador, ex-usuário de crack. Eu sou um sobrevivente.

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Entrei para o mundo das drogas aos  12 anos de idade, e por conta disso larguei os estudos e  ballet na academia de ballet Maria Emília Clark. Eu era um dos bailarinos de destaque.  

Eu só fumava maconha, até um dia que uns amigos da escola me  apresentaram o crack,  a pedra maldita, a pedra da perdição. Assim que fumei a primeira não quis para mais. Perdi o  real domínio do meu governo Não quis mais saber de estudar. Comecei a roubar em casa, levando tudo da minha mãe, até chegar o ponto da minha mãe abandonar a casa, porque eu já tinha vendido tudo.  Aos 13 anos de idade  fui para rua me prostituir para comprar drogas.

Sai de casa para morar nas ruas de Maceió. Comecei a me prostituir. Levei quase a metade da vida nesta situação vulnerável, por conta das drogas. Eu  achava que não tinha mais saída pra minha vida , até que conheci um programa de saúde que se chamava “Fique de Boa” e que hoje se chama “Consultório na Rua”

Foi  partir do programa que conheci o CAPS  e lá que começou a aparecer as minhas esperanças. Levou tempo, mas, as mudanças aconteceram, abandonei as drogas e hoje sou Coordenador da População de Rua de Alagoas.

Eu sou um sobrevivente e quero poder ajudar outras pessoas, e, é por isso que vou começar a escrever  minhas experiências e dos moradores de rua nesse blog: É Nóis, no PaPo Reto.

Espero que gostem!

 

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