Os moradores de rua precisam de políticas que garantam direitos e não políticas de papelão.

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O Movimento Nacional da População de Rua em Alagoas espera que em 2018 , os  direitos de homens, mulheres e crianças sejam garantidos.
E que possamos ter  acessos as políticas públicas de verdade e não as políticas fragilizadas, maquiadas, de papelão.
Politicas que não dão conta das demadas da População de Rua.
Que  em 2018 as autoridades e  o poder público não permaneçam omissos sobre esse casos de assassinatos do povo que vive nas ruas, pois,  são vida sendo exteminadas e são mortes naturalizadas.
Alagoas precisa saber que moradores de rua são gente e que lutamos por uma política pública que nos permitam ter direitos como pessoas. 
Pessoas iguais a você.

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A morte dos moradores de rua, em Alagoas, é eugenismo social?

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O Movimento Nacional da População de Rua  realizou,na sexta-feira,29/12,  ato ecumênico na Catedral Metropolitana de Maceió, e o lançamento do  manifesto em defesa da vida da População de Rua , em Alagoas.
 Só em 2017, 41 moradores foram mortos impunemente na capital alagoana. É  como se fosse  a volta do eugenismo social e a sociedade se cala.
O movimento Nacional da População de Rua repudia qualque ato de violência contra NÓS.
Nós existimos. Somos gente!
 Chega de violência contra  a População de Rua, e que as autoridades e as  políticas públicas nos ouçam. Nada pra nós sem nós
Pedimos as autoridades  que unam suas forças para que haja paz nas ruas de Maceió Alagoas 
Justiça igualitária  é que clamamos.
A morte dos moradores de rua, em Alagoas, é eugenismo social?

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Sou Rafael Machado, 27 anos, ex-morador, ex-usuário de crack. Eu sou um sobrevivente.

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Entrei para o mundo das drogas aos  12 anos de idade, e por conta disso larguei os estudos e  ballet na academia de ballet Maria Emília Clark. Eu era um dos bailarinos de destaque.  

Eu só fumava maconha, até um dia que uns amigos da escola me  apresentaram o crack,  a pedra maldita, a pedra da perdição. Assim que fumei a primeira não quis para mais. Perdi o  real domínio do meu governo Não quis mais saber de estudar. Comecei a roubar em casa, levando tudo da minha mãe, até chegar o ponto da minha mãe abandonar a casa, porque eu já tinha vendido tudo.  Aos 13 anos de idade  fui para rua me prostituir para comprar drogas.

Sai de casa para morar nas ruas de Maceió. Comecei a me prostituir. Levei quase a metade da vida nesta situação vulnerável, por conta das drogas. Eu  achava que não tinha mais saída pra minha vida , até que conheci um programa de saúde que se chamava “Fique de Boa” e que hoje se chama “Consultório na Rua”

Foi  partir do programa que conheci o CAPS  e lá que começou a aparecer as minhas esperanças. Levou tempo, mas, as mudanças aconteceram, abandonei as drogas e hoje sou Coordenador da População de Rua de Alagoas.

Eu sou um sobrevivente e quero poder ajudar outras pessoas, e, é por isso que vou começar a escrever  minhas experiências e dos moradores de rua nesse blog: É Nóis, no PaPo Reto.

Espero que gostem!

 

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