Blog do Vilar
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Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 23/06/2017 às 12:14 0

Rui Palmeira acerta ao não misturar assuntos. Mas, uma coisa é o holofote. Outra, os bastidores...


Por Lula Vilar

Foto:Marco Antonio/Secom Maceió

Prefeito Rui Palmeira

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), acertou o discurso de não antecipar, de forma pública, o processo eleitoral de 2018. Ele nada tem a ganhar se fizer isto, a não ser se desgastar em duas frentes: responder pela administração (que como qualquer uma tem críticas a serem feitas, erros e acertos) e dar satisfações a aliados e rebater adversários. A estratégia é correta. 

Mas uma coisa é o Rui Palmeira diante do holofote. A outra é o Rui Palmeira nos bastidores. Como todo político, Palmeira sabe que seu nome é cotado no xadrez e que isto rende ataques velados e por meios de subterfúgios. Ele está acompanhando as pesquisas que são feitas, como a recentemente divulgada pelo blogueiro Volney Malta, em que mostra que tem uma porcentagem considerável em alguns municípios, como 17% em Porto de Pedras. 

É considerável porque Rui Palmeira não roda o Estado como o governador Renan Filho (PMDB) faz. Logo, seu raio de atuação política é mais curto; e conseguir pontuar assim, diante dessa condição, pode ser um bom sinal. O suficiente para animar uma candidatura? Bem, quem avalia isso é o próprio prefeito. Dos corredores da administração pública é ventilado o discurso de que é grande a possibilidade de Rui Palmeira não concorrer a nada.

Todavia, ainda que fique na cadeira de prefeito não quer dizer que Rui Palmeira não tenha interesse no pleito e não coordene um grupo que faz oposição ao governador Renan Filho. Coordena sim! E faz isso desde já! 

O foco do prefeito tem sido a gestão, mas conversas com aliados ocorrem e Rui tem os acalmado dizendo que terá palanque de oposição. A afirmação se faz diante da indagação da possibilidade de composição - ainda que “aliança branca”- entre tucanos (leia-se: o ex-governador Teotonio Vilela Filho) e o senador Renan Calheiros (PMDB). 

Estão a espera de Rui Palmeira os seguintes partidos: PDT, PR, PROS, Democratas e PP. Todos acreditam ter nomes a ofertar em uma majoritária a depender de como se desenhe o xadrez político até 2018. E é preciso acompanhar cada movimento do lado no qual se encontra, como também do lado oposto. E o prefeito - pela posição que ocupa - é peça fundamental nesse jogo. 

Tanto é que a administração de Maceió não deixa o governo estadual sem resposta diante de algumas críticas. Não é o próprio prefeito que responde, mas quem o faz tem seu aval, como ocorreu quando um assessor rebateu veementemente o deputado federal Cícero Almeida (PMDB), ou nas críticas que o secretário de Limpeza Urbana, Davi Maia, fez a Companhia de Abastecimento de Alagoas (Casal). É preciso ser muito cego para não enxergar. 

Rui Palmeira também faz política. Também analisa cenários. Avalia possibilidades e vai amadurecendo uma decisão difícil, já que tem que deixar o cargo para concorrer. Será sempre “trocar o certo pelo duvidoso”, ainda mais diante de uma gestão estadual que é bem avaliada, como mostram as pesquisas. São números que também pesam para o tucano. 

Então, o próprio “resguarda-se” também é uma estratégica. Ao meu ver, eficiente. Até porque se administração conseguir emplacar uma agenda positiva até 2018, por si só isto é um palanque que impulsiona Rui Palmeira. Não sejamos inocentes. O prefeito sabe que tem três opções: ficar onde estar, disputar o Senado Federal ou o governo do Estado. E as demais peças do seu grupo político sempre orbitarão em torno de sua decisão. 

Cito um exemplo: se Rui Palmeira ficar, o PP pode lançar Marcelo Palmeira - que é seu vice - no processo político. O vice-prefeito sonha com o Legislativo. Teve uma passagem pela Câmara de Maceió e pode mirar na Assembleia Legislativa. Agora, se o prefeito for candidato, Marcelo Palmeira ganha a Prefeitura de Maceió de graça, contemplando o bloco político do senador Benedito de Lira (PP). São os efeitos cascatas...

Se tudo isso não passa pela cabeça de Rui Palmeira, que um raio caia sobre a minha cabeça...

Então, vamos com calma nessa história de que o prefeito está focado na administração e só vai pensar em 2018 no ano de 2018. Adaptando um dito bíblico, é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha que um político não pensar em eleição...

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Postado em 23/06/2017 às 11:36 0

O poder público reconhece sua ineficiência no combate à criminalidade nas pequenas coisas. É o caso dos ônibus...


Por Lula Vilar

Cortesia Secom Maceió

Ônibus

Leio - aqui no CadaMinuto - que a Prefeitura de Maceió, visando coibir o número de assaltos e, de fato!, preocupada com a segurança pública resolveu que vai extinguir o pagamento da tarifa de ônibus em dinheiro. Tudo será feito pelo “cartão legal”. De acordo com o prefeito Rui Palmeira (PSDB), 60% da população já possui o cartão e a estimativa é que até o final o ano a cobertura chegue a 100%. 

Não se trata aqui de uma crítica ao prefeito. Reconheço a boa intenção. Entendo a preocupação dele com a segurança e a tentativa de reduzir o número de assaltos. Creio que, neste aspecto, até terá resposta positiva.

Todavia, faço a crítica a forma como o Estado - em todas as suas esferas - trata a questão do combate à criminalidade. Nunca a discussão da causa é posta em cena, mas sempre o ataque aos efeitos e às consequências. O resultado disso é a limitação da liberdade do cidadão de bem nos pequenos atos. Mas, há quem ache que o conceito “cidadão de bem” é subjetivo, quando estamos falando daqueles que cumprem as leis, vivem honestamente e trabalham para ter o que possuem. 

É o “efeito salame”, onde a liberdade vai sendo tirada em pequenas fatias. O cidadão perdeu a escolha de não ter o cartão e pagar a passagem em dinheiro. Ora, “mas é em nome da segurança”, dirão os apressadinhos. É, eu sei que é. Mas quantas “pequenas coisas” foram tiradas de você “em nome da sua segurança”. Pense na fachada da sua casa cheia de grades, pense nos comércios de bairros onde, a partir de um determinado horário, o comerciante atende o cliente por trás de barras de ferro temendo que qualquer pessoa seja um assaltante, pense naquele passeio público onde você tem que esconder o seu celular, na corrida matinal na orla onde você teme pelo seu fone de ouvido...e por aí vai...

É assim que se chega a conclusão de que quando você é vítima de um assalto, você foi um “vacilão”. “É sempre o: mas, também você andando por aí com esse celular a mostra”, ou “mas também, foi reagir”, ou o “será que você não sabe que turista não pode andar por aí ostentando a máquina fotográfica, que burro é você!”. Ora, a culpa nunca é da vítima!!!!

Em uma canção, Renato Russo dizia que “os assassinos estão livres, nós não estamos”. E este raciocínio se faz presente no discurso enfático do “não reaja!”. Não estou aqui pregando a reação a qualquer custo, mas mostrando que o Estado diz: não podemos lhe proteger, então vamos lhe limitar. Limitaremos sua capacidade de defesa ao máximo e depois vamos impor os cuidados que você deve ter, já que o bandido está aí livre, leve e solto...”e o coitadinho é só uma vítima da sociedade”, completarão alguns!

Assim, como o Estado - repito: em todas as suas esferas! - não consegue combater a bandidagem e a enxerga de maneira crescente, eis a solução: restringir suas opções para lhe proteger! É desta forma que o usuário de ônibus em Maceió terá que ter o cartão de forma obrigatória até o fim do ano, para que se elimine a possibilidade do pagamento em dinheiro. 

Mas você estará protegido?

É claro que se elimina a possibilidade de roubar o ônibus e se reduz o estímulo ao bandido, mas o criminoso - cada vez mais ousado - não poderá entrar no coletivo para assaltar os passageiros? Você pagou o ônibus com o cartão, mas não terá em seu bolso o seu dinheiro, o seu celular e os seus pertences? 

Cada vez mais as políticas públicas - ao invés de focarem na causa - vão administrando as consequências e limitando as liberdades por temerem o bandido. É como você ter que encher sua casa de grandes e ao sair na rua, ter que esconder todos os seus pertences como "dicas de segurança". Isso vai do celular até o cidadão que resolveu correr na praia, como exercício matinal, com o seu fone de ouvido, como já citei no texto.

Ou seja: são os bandidos que ditam as regras e o Estado que se adequa a elas por conta das consequências. Compreenderam o raciocínio que está por trás dessas pequenas coisas? Talvez passe até batido! É a admissão da falência estatal... Como diria Adouls Huxley, bem-vindo ao “admirável mundo novo”, onde seu comportamento e suas escolhas não é ditado por você, mas pelo medo e pela sensação de insegurança. Enquanto isso, o Estado diz: “eu vou lhe proteger. Pode confiar, amiguinho!”.

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Postado em 22/06/2017 às 16:40 0

Chico Tenório quer aumentar salário de Renan Filho pelo “efeito cascata” para delegados


Por Lula Vilar

Foto: Ascom/ALE

Deputado Francisco Tenório

O deputado estadual Francisco Tenório (PMN) pediu ajuda aos pares para, na próxima semana, aprovar um reajuste no salário do governador Renan Filho (PMDB). Tenório quer reajustar o salário do peemedebista nos mesmos moldes em que foi o aumento concedido aos servidores estaduais, aprovado no dia de hoje, 22, na Casa de Tavares Bastos.

Tenório lembrou que Renan Filho tem o direito de ter o salário equiparado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas está há três anos sem reajustes. O pedido do parlamentar tem um motivo: como representante da classe dos delegados da Polícia Civil de Alagoas, Francisco Tenório sabe que mexer no salário do chefe do Executivo estadual produz um efeito cascata na categoria por conta do teto do funcionalismo público.

O próprio deputado estadual do PMN deixou isto claro ao pedir ajuda do presidente Luiz Dantas (PMDB), que deu sinais de concordância em acelerar a matéria. De acordo com Tenório, há uma defasagem no salário dos delegados e isto “quebra a hierarquia na Polícia Civil”. 

“Eu faço este apelo, como membro da Mesa Diretora. Já tenho a minuta do projeto pronto e peço o apoio. Alagoas passa por um bom momento, pagando as contas em dia, houve aumento de arrecadação de ICMS e o governo tem superado a crise, o que mostra condições de dar o aumento ao governador. Poucos governadores merecem aumento salarial no país e Renan Filho é um dos que merecem”, salientou. 

Segundo informações de bastidores, o assunto foi levado a Renan Filho. O governador se preocupou em como esta informação pode repercutir já que não teria ter o próprio salário reajustado nesse momento. Ao menos não é a proposta inicial de igualar o salário do chefe do Executivo aos ministros do STF, que seria mais de R$ 33 mil. O salário do governador se aproxima dos R$ 20 mil.

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Postado em 21/06/2017 às 11:49 0

Em artigo, Quintella defende fim de restrições a investimentos estrangeiros em empresas aéreas


Por Lula Vilar

Agência Brasil

Maurício Quintella

Li, com bastante atenção o artigo do atual ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, que foi publicado no jornal O Globo. Nele, o ministro traça um panorama da situação da aviação civil no Brasil e defende o fim das restrições ao investimento estrangeiro em empresas aéreas brasileiras. Ouso dizer que concordo com o ministro. Temos um potencial mercado - não só em virtude do Turismo, mas também das viagens de negócios - que poderia ser melhor explorado elevando o índice de 0,5 por habitantes para 3 viagens, gerando mais emprego e renda. 

É abandonar as cartilhas ideológicas e ir para a lógica básica de mercado. É fato que a aviação cresceu muito nos últimos anos, e isto inclui o período do governo do Partido dos Trabalhadores (do qual sou ferrenho crítico), mas ainda assim cresceu pouco por conta de amarras que há muito deveriam ter sido repensadas. Não sei se o governo de Michel Temer (PMDB) abraçará as ideias de Quintella. Vejo no governo federal atual um estamento semelhante ao passado e uma mentalidade estatista ainda dominante, como na bobagem do Ministério da Saúde de querer até regular refil de refrigerante. Haja paciência! 

Porém, é bom saber que em alguns setores há uma visão arejada, como esta apresentada por Quintella. Não endosso tudo o que Quintella pensa e já fiz críticas a ele em meu blog, mas o que é boa ideia precisa ser estimulado independente de quem seja o ministro. Quintella reconhece, por exemplo, a necessidade de redução de carga tributária no setor e a ratificação do Acordo de Céus Abertos com os Estados Unidos da América. Por sinal, a busca por acordos bilaterais nos mais diversos setores pode ser bastante produtivo para a nação. 

Concordo com o ministro sobre o envelhecimento da nossa legislação, que limita em 20% os investimentos estrangeiros nas companhias aéreas. Isto não retira as obrigações que estão protegidas pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. Sem contar que investimentos significam mais empregos e, aquilo que o país deixa de arrecadar ao reduzir carga tributária, ganhará ao passar a ampliar o mercado, pois receberá mais dinheiro por aumentar o bolo. 

“Mais investimento significa mais oferta, mais concorrência, melhores preços e variedade de opções aos passageiros. É um contrassenso desejarmos isso e, ao mesmo tempo, levantarmos barreiras impedindo investimentos. A permanência dessas limitações só é positiva para quem teme a livre concorrência. Para fortalecer o setor, também precisamos reduzir para 12% o teto da alíquota do ICMS do querosene de aviação (QAV), por meio do projeto de resolução que está no Senado”, destaca Quintella, em seu artigo.

Estamos diante de um mercado competitivo e que sofre com um dos combustíveis mais caros do mundo, por exemplo. Sem contar na diferenciação de regras entre os voos domésticos e internacionais. Tornar os aeroportos mais acessíveis ainda traz um ganho social importantíssimo em um país de dimensões continentais e com muito a ser explorado pelos próprios brasileiros. 

Só um ponto tenho discordância com Quintella: acho que o acordo deveria também repensar a reserva de mercado para voos domésticos, permitindo ainda um maior aumento de voos e quedas significativa nos preços das passagens. Outro ponto de discordância é o otimismo em relação ao Congresso Nacional na necessidade de rever tais pontos. Que o ministro esteja certo e eu errado. É que acho que por lá impera uma outra visão que não a lógica. 

Eis aqui a íntegra do artigo do ministro:

A aviação civil cresceu significativamente no Brasil nos últimos 15 anos. Fora os últimos dois anos, tivemos um crescimento médio acima de 10% ao ano no período — principalmente da liberdade tarifária. Mesmo com o salto de 33 milhões para 106 milhões de passageiros ao ano, nosso potencial de crescimento é imenso: o número de viagens aéreas por habitante no Brasil é de 0,5; nos mercados mais maduros, são três viagens por habitante, seis vezes mais.

O Brasil pode chegar lá, mas não sem antes tomarmos três medidas a serem apreciadas pelo Congresso: o fim das restrições ao investimento estrangeiro em empresas aéreas brasileiras, a redução do ICMS para o querosene de aviação e a ratificação do Acordo de Céus Abertos com os EUA. Temos uma legislação envelhecida, que limita em 20% os investimentos estrangeiros nas nossas companhias aéreas. Essa discussão deve ser tratada com clareza quanto ao seu significado. A permissão de investimentos estrangeiros em nada se confunde com direitos de cabotagem.

O direito de empresas estrangeiras operarem voos domésticos no Brasil é e continuará sendo protegido pelo Código Brasileiro de Aeronáutica. A proposta, na verdade, permite que pessoas nascidas em outros países invistam ou abram companhias aéreas no Brasil. As empresas continuarão sendo brasileiras, gerarão empregos e pagarão impostos no país e estarão sujeitas à regulação da Anac — como as companhias de telecom, energia, bancos, aeroportos, portos e rodovias.

Mais investimento significa mais oferta, mais concorrência, melhores preços e variedade de opções aos passageiros. É um contrassenso desejarmos isso e, ao mesmo tempo, levantarmos barreiras impedindo investimentos. A permanência dessas limitações só é positiva para quem teme a livre concorrência. Para fortalecer o setor, também precisamos reduzir para 12% o teto da alíquota do ICMS do querosene de aviação (QAV), por meio do projeto de resolução que está no Senado.

Em uma indústria onde a competição é global, ter um dos combustíveis mais caros do mundo tira a nossa competitividade nesse segmento. O combustível hoje representa 40% dos custos das empresas aéreas no Brasil. Vale notar: o ICMS submete o turismo interno a uma concorrência desleal, porque é aplicado somente sobre os voos domésticos. Por fim, está pendente de ratificação pelo Congresso o Acordo sobre Serviços Aéreos do Brasil com os EUA, o mercado mais relevante do mundo.

O Acordo mantém resguardados os voos domésticos exclusivamente para empresas brasileiras, mas retira qualquer limitação artificial da quantidade de viagens entre os dois países, o que permitirá o aumento do número de voos. Vivemos um momento de muita relevância para o futuro da nossa aviação, que há anos deixou de ser transporte de elite e hoje já transporta mais pessoas que o modal rodoviário. Estou otimista com a perspectiva de que o Congresso vai permitir que a aviação brasileira alavanque o seu crescimento, gerando cada vez mais empregos e renda.

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Postado em 21/06/2017 às 11:27 0

“Lessa não vai sair da base de apoio do prefeito Rui”, diz secretário indicado pelo PDT


Por Lula Vilar

Ronaldo Lessa

Conversei - na manhã de hoje, dia 21, com o secretário municipal de Esporte e Lazer, Daniel Mello (que é um dos dirigentes do PDT e ocupa a pasta por indicação do partido). Em pauta: a possível saída, conforme se especula nos bastidores, do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) da base do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Mello nega veementemente as informações e diz que “não passa de especulação”.

Ele confirma que Lessa conversou com o governador Renan Filho (PMDB) várias vezes e que houve o convite. “Mas, o Ronaldo explicou ao governador que era inviável sair do grupo político onde se encontra agora. E não se trata de uma questão de espaço, pois não houve discussão para se ter mais espaço na Prefeitura. O Ronaldo - em 2014 - tinha um compromisso de ajudar a eleger o governador e assim fez. Porém, não concordou com o candidato que o governo apresentou para disputar a Prefeitura de Maceió, na época”, frisou o titular da pasta.

Segundo Mello, Lessa mantém um diálogo institucional com Renan Filho. “Isto se faz na busca por ajudar o Estado naquilo que ele pode fazer na Câmara de Deputados. Como é com a Prefeitura de Maceió. Mas, a aliança política se dá com o prefeito Rui Palmeira e assim permanecerá”, complementou.

Sobre as possibilidades de Ronaldo Lessa no ano de 2018, o secretário diz que o PDT não “bateu martelo” e todas as nuanças são cogitadas. “Portanto, podemos ter sim o Ronaldo candidato ao Senado Federal, pois ele aparece bem no cenário. É uma discussão que não foi fechada ainda porque depende de uma série de elementos” que vão se desenhando com o tempo. 

O detalhe é que a possibilidade de Lessa sair do governo não é discutida por pessoas que estão no Palácio República dos Palmares. Mas por fontes que se encontram na Prefeitura de Maceió. Seria fogo amigo?

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Postado em 20/06/2017 às 17:23 0

Quem não votou no novo conselheiro do TCE e por qual razão?


Por Lula Vilar

Foto: Ascom ALE

Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas

Não tenho nada contra o deputado estadual que votou contra a ida do procurador do Ministério Público de Contas, Rodrigo Siqueira Cavalcante para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Afinal, o parlamentar tem todo o direito de não se sentir satisfeito com o resultado da sabatina ou a indicação. 

Mas, eis que a votação foi secreta e não saberemos quem votou contra e por qual razão. Ora, diante de um processo de nomeação que foi polêmico, se arrastou por batalhas judiciais, até que o governador Renan Filho (PMDB) se visse convencido de que a vaga era do procurador, o voto solitário chama atenção. 

Foram 20 votos secretos pela aprovação do nome de Rodrigo Siqueira Cavalcante e apenas um contrário. O “voto solitário” também chamou atenção do plenário. Tanto que os deputados estaduais fizeram questão de - após a votação - assumirem seus votos a favor. Soou como um “não fui eu” quase que coletivo. 

Assim, Dudu Holanda (PSD), Francisco Tenório (PMN), Inácio Loiola (PSB), Bruno Toledo (PROS), Sérgio Toledo (PSC) e Rodrigo Cunha (PSDB) assumiram seus votos favoráveis a nomeação de Rodrigo Siqueira que agora, oficialmente, é novo conselheiro dando ao Tribunal uma composição constitucional histórica. 

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Postado em 20/06/2017 às 17:07 0

Deputados decidem que não querem ouvir secretária sobre denúncias envolvendo Seprev


Por Lula Vilar

Foto: Ascom/ALE

Plenário da ALE

As denúncias feitas pela Arquidiocese de Maceió - desde o final do ano passado - são graves. Elas versam sobre o uso das comunidades terapêuticas e, por consequência, da Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), para fins político-eleitoreiros. Tratei do assunto aqui no blog. De acordo com o arcebispo Dom Antônio Muniz, as comunidades foram utilizadas para garantir votos. 

Diante disto, o deputado estadual Bruno Toledo (PROS) levou às denúncias à Casa de Tavares Bastos e apresentou um requerimento para que a a titular da pasta Esvalda Bittencourt fosse ouvida pelos deputados estaduais. 

Toledo apresentou o requerimento há algum tempo, mas só hoje entrou em votação. A maioria dos deputados estaduais rejeitou a convocação por 14 a 5. Ou seja: os parlamentares disseram que não querem ouvir Bittencourt. Simples assim. Parece que o mérito da questão não sensibiliza. E outra: ninguém acusou a titular da pasta de nada, mas simplesmente se colocou que há uma denúncia de uma instituição séria e que isto chama atenção. Logo, são necessários os esclarecimentos. 

Para a Casa de Tavares Bastos talvez o assunto não tenha relevância. É a impressão que fica. Bem, como a orientação do líder do governo Ronaldo Medeiros (PMDB) foi para que se rejeitasse, então se presume que também não era do interesse do governador Renan Filho (PMDB) ver tal agenda na Casa. 

Votaram pela convocação da secretária apenas o titular do requerimento, Bruno Toledo, e os deputados estaduais Gilvan Barros Filho (PSDB), Jó Pereira (PMDB), Rodrigo Cunha (PSDB) e Francisco Tenório (PMN). Os demais votaram contra. Ronaldo Medeiros - ao argumentar que se deveria rejeitar a convocação - destacou que não há razão para o requerimento, uma vez que Esvalda Bittencourt se colocou à disposição. “Deveria ter sido feito um convite”. 

Medeiros foi rebatido por Toledo: “Quando eu apresentei o requerimento eu fui procurado e disse que poderia ser mudado para um convite. Não tem óbice. Mas, isso não foi feito porque já havia uma manobra para rejeitar. Não me importa se é convocação ou convite. O que queria era que a secretária esclarecesse as denúncias que não são minhas, mas da Arquidiocese de Maceió. Ora, esta Casa tem que se manifestar como fiscalizadora dos recursos públicos. A bancada do governo não fez essa alteração de convocação para convite porque não quis. Poderia ter feito. Foi manobra para rejeitar”. 

“Quem acha que é bom que o assunto permaneça na surdina que se manifeste contra a convocação”, complementou ainda Bruno Toledo.  

Ronaldo Medeiros, mesmo orientando a bancada, ainda se comprometeu a convidar a secretária para estar na próxima terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Aguardemos. 

Francisco Tenório ainda solicitou que os deputados aprovassem a convocação. “Não vejo porque ter dificuldades em um processo desses. É até melhor que se faça isso formalmente. A secretária será apenas ouvida diante das denúncias que existem”, salientou, mas foi vencido pela maioria. O parlamento perde - no final das contas - uma chance de cumprir o seu papel constitucional. Que Medeiros - como líder do governo - consiga, de fato, levar Esvalda Bittencourt à Casa de Tavares Bastos. Que não seja da boca para fora...

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Postado em 20/06/2017 às 14:58 0

PRTB de Adeílson Bezerra aposta em jogador do Flamengo para eleger um federal


Por Lula Vilar

Em todo processo eleitoral, o dirigente partidário Adeílson Bezerra se preocupa em montar uma chapa proporcional com o PRTB para garantir espaços nos parlamentos. Em 2014, foi assim. A sigla conseguiu eleger - por exemplo - o deputado federal Cícero Almeida, que hoje se encontra no PMDB. 

Ocupou também espaços na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, com Antônio Albuquerque, que depois migrou para o PTB, e com João Beltrão. Este último ainda permanece no partido. Este tem sido o “dom” de Adeílson Bezerra, buscar filiados para fazer uma escadinha de votos que garantam acesso a uma cadeira. 

Para disputa por vagas na Casa de Tavares Bastos, ele já abriu as portas do partido para o secretário municipal de Limpeza Urbana de Maceió, Davi Maia, que é do Democratas. O convite já foi feito. 

Mas eis que Adeílson Bezerra quer conquistar também uma cadeira na Câmara de Deputados e começa a se movimentar. O primeiro passo é o convite ao ex-jogador do Flamengo, Marcos Adriano, que reside em Palmeira dos Índios. 

Bezerra comemorou a filiação enaltecendo os títulos de Marcos Adriano no mundo futebolístico. Foi campeão mundial duas vezes pelo São Paulo, campeão da Taça Guanabara pelo Flamengo e eleito o melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro no ano de 1995. A questão é: tudo isso serve do quê na Câmara de Deputados? Claro, o currículo pode servir para ir em busca de votos...

Adeílson Bezerra segue sua peregrinação em busca de outros nomes...

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Postado em 20/06/2017 às 14:34 0

Ronaldo Lessa: de lá pra cá...de cá pra lá. É a busca pelo melhor espaço...


Por Lula Vilar

Foto: Agência Câmara/Arquivo

Deputado federal Ronaldo Lessa

De acordo com a Coluna Labafero - e de fato o assunto já circula pelos bastidores - o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) deve mais uma vez mudar de barco e deixará o prefeito Rui Palmeira (PSDB), findando a aliança. 

Em 2014, quando se elegeu deputado federal, Lessa estava ao lado do governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB). 

Tinha posição de destaque na chapa, sendo um dos estrategistas das campanhas proporcionais. Assim, conseguiu o mandato de deputado federal. Antes disso, Lessa esteve ao lado do PMDB na disputa pelo governo do Estado em 2010, quando foi derrotado pelo ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Esteve com o PMDB também em 2012, no confronto com Rui Palmeira. 

Lessa chegou a ocupar espaços na administração estadual de Renan Filho, mas no processo eleitoral de 2016 ficou ao lado do prefeito Rui Palmeira. Ganhou duas pastas no município de Maceió. 

Ronaldo Lessa já era tido como nome certo no palanque tucano nas eleições de 2018. Mas, a política são como as nuvens no céu. Agora, Ronaldo Lessa - segundo bastidores - arruma as malas para retornar ao Palácio República dos Palmares. Ocupará espaço de destaque na gestão estadual, caso bata mesmo o martelo.

Agora, uma vez no Palácio República dos Palmares, Lessa será candidato à Câmara de Deputados. Morre o sonho de disputar o Senado Federal. É que neste terreno quem manda é o senador Renan Calheiros (PMDB), que tentará a reeleição e não vai querer ameaças pela frente. 

O grupo do PMDB ganha com Lessa por tirar um possível adversário de Renan Calheiros do tabuleiro de xadrez. Resta saber como Rui Palmeira pretende reagrupar os espaços que ficarão em aberto. Se Lessa sai, Rui Palmeira reagrupa com os partidos da base ou vai em busca de novos parceiros?

Quanto a Lessa, se ele mudar de casa que discurso terá para tantas malas feitas e desfeitas?

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Postado em 20/06/2017 às 13:50 0

Gilvan Barros Filho: “Bandido não respeita policial. O que ele respeita é a força da ação policial”


Por Lula Vilar

Foto: Ascom/ALE

Deputado Gilvan Barros Filho

Durante a audiência que discutiu a situação da criminalidade na Casa de Tavares Bastos, o deputado estadual Gilvan Barros Filho (PSDB) deu um “chute” no politicamente correto para defender as ações das instituições policiais no Estado. Ele ainda reclamou dos exageros dos discursos midiáticos e ideológicos que criminalizam a corporação em virtude de um erro cometido por um policial. 

Segundo ele, policial que erra deve ser devidamente punido, mas não se pode generalizar e criminalizar uma instituição que tem um trabalho árduo no combate direto à criminalidade. “Não se pode combater criminalidade com flores”, destacou o deputado tucano. “É muito difícil fazer segurança pública em qualquer estado brasileiro. É uma missão árdua. E eu tenho certeza que os que representam essas instituições buscam fazer essa missão em Alagoas”. 

“Não é fácil ir às ruas para cumprir o juramento e em um momento complexo, de uma abordagem policial, o agente da segurança pública está ali com medo de atingir o bandido e futuramente responder a uma prisão”, complementou. De acordo com Gilvan Barros Filho, para se ter segurança pública tem que haver o apoio às forças policiais. “Não adianta dobrar a quantidade de efetivo e esses mesmos policiais não terem o apoio para cumprir a sua função. Todos sabem que bandido não respeita a polícia. O que bandido respeita é a força policial”, explicou. 

Segundo o parlamentar, muitos policiais deixam de agir por incutirem um discurso de uma parcela da população que criminaliza a ação dos agentes da segurança pública relativizando e colocando-o em “pé de igualdade” com o criminosos. “Quando o policial sai para defender a população, e muitas vezes a própria vida, ele está ali para fazer um julgamento rápido e tomar uma decisão em fração de segundos. E se ele, caso venha a tomar a decisão errada, pode sim ser punido”. Porém, o parlamentar defende que é preciso analisar os casos levando em conta a ação que o policial teve que tomar para conter o crime. 

“Muitas vezes ele está defendendo a vida dos outros e a própria vida. E independente da situação, alguns querem incriminar o policial esperando que ele sempre trate o bandido com flores. Bandido tem que ser tratado como bandido. Não pode em hipótese alguma ser tratado como alguém que não comete crimes. Até porque o bandido para tirar a vida de um policial não pensa duas vezes”, frisou.

Barros ainda destacou que não se pode confundir o que ele diz como uma autorização para o policial agir como queira. “Claro que o policial não pode sair por aí matando. Isso não”, salientou, ao dizer que o policial que erra tem que responder pelo erro. “Porém, há momentos onde a força é necessária. Quando for preciso, o policial tem que agir sim. O criminoso tem que ser preso e levado para o presídio. É o lugar dele”. 

Ainda durante a audiência, o deputado estadual Bruno Toledo (PROS) voltou a defender a revogação do Estatuto do Desarmamento. Ele destacou que a “segurança pública é privativa da competência estatal”, mas não é onipresente e onisciente. “É preciso garantir o direito do cidadão à legítima defesa. Pois, está mais do que claro que o Estatuto foi um erro. Em Alagoas, tínhamos 17 homicídios por 100 mil habitantes. Hoje, são mais de 60. A taxa de elucidação de crimes no país é de 8% e isto estimula a impunidade e temos o cidadão de bem desarmado”. 

Toledo ainda ironizou com os discursos que relativizam o conceito de “cidadão de bem”. “Há quem relativiza, mas o cidadão de bem é aquele que cumpre a lei, que segue as regras e que se submete à ela para ter seu direito. O bandido não cumpre lei alguma. A diferença é clara”, destacou ainda.

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Postado em 20/06/2017 às 11:19 0

Delegado Robervaldo Davino: “Polícia Civil está destroçada”


Por Lula Vilar

Foto: PC/AL

Delegado Robervaldo Davino

Em uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Alagoas, que discute a situação da criminalidade do Estado, o delegado e vice-presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, Robervaldo Davino, foi enfático ao analisar a situação da instituição a qual faz parte: “A Polícia Civil está destroçada”.

Davino reconheceu que houve uma redução da criminalidade em Alagoas por diversos fatores, como - inclusive - a maior presença da Polícia Militar nas ruas. Mas, segundo ele, não se pode esquecer a situação da Polícia Civil. 

“A Polícia Civil, no dia de hoje, não tem 40% do seu efetivo. Em 2003, o efetivo era de 2000 homens. Hoje, são 1.600. Nós temos hoje 123 delegados na Polícia Civil, mas são 121, pois um é presidente da Câmara de Maceió e o outro está afastado por problema de Saúde. O Estado precisa de 193 delegados. O cidadão quando chega à delegacia quer encontrar o delegado, mas tem bandido que tem mais entrada em delegacia que o delegado. E delegado não recebe hora extra”, frisou. 

Segundo Davino, a equipe também está destroçada por falta de efetivo. “Sei que não é uma realidade só de Alagoas, mas há a necessidade de se contratar mais gente. Os problemas da violência aumentaram e precisamos admitir delegados, agentes para que possamos fazer um trabalho de melhor qualidade para atender o cidadão”. 

Davino reconheceu que há um esforço por parte do governador Renan Filho (PMDB) e que este é visível nos resultados. “O nosso governador tem feito a parte dele. Conseguiu pagar os salários em dia, o que é obrigação, mas muitos não estão conseguindo”, finalizou. 

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Postado em 19/06/2017 às 10:21 0

Adriano Soares: acusações de Joesley “atendem como uma luva à lógica de Janot para tentar derrubar Temer”.


Por Lula Vilar

foto: Cortesia

advogado Adriano Soares

O especialista em Direito Eleitoral, Adriano Soares, trouxe - em suas redes sociais - uma análise da bombástica entrevista de Joesley Batista - um dos executivos da JBS - à Revista Época. Batista se tornou a “metralhadora ambulante” da República, após sua delação premiada. Falou que os esquemas de corrupção institucionalizada iniciaram no governo PT, atacou os ex-presidentes Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT), mas cravou que o atual presidente Michel Temer (PMDB) é o “chefe da quadrilha”. 

Temer disse que tomará as medidas cabíveis contra Joesley. O que fica claro, não apenas com a delação de Joesley Batista, é o que há muito venho chamando de “estamento da República”, que nada mais é que uma casta com seu modo de operar muito bem definido, onde os partidos políticos - em especial PT e PSDB - executam uma estratégia das tesouras. Pouco importando quem está no comando, a estrutura é mantida em prol dos que ocupam o poder. Por isso, a República em frangalho e todas as instituições em descrédito. E isto vai dos investigados aos julgadores, passando pelos investigadores, diante do jogo de poder. 

Que o diga o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)...

Tal “jogo de poder” também se faz presente na Procuradoria Geral da República, como mostrou a matéria de IstoÉ, com as gravações divulgadas em que revelam os interesses do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de permanecer no cargo, sendo conduzido a este pela terceira vez. O que a IstoÉ traz é grave, pois reside aí um perigo para o andamento da Operação Lava Jato, que deve ir às últimas consequências, mas não pode estar a serviço de interesses pessoais de quem quer que seja. 

É fato que não pode ser ignorado. 

Se Temer tem culpa no cartório que pague! Assim como Lula, Dilma e os demais. O que não pode é o Estado Democrático de Direito ser atropelado por este ou aquele interesse pessoal. Aí, reside o perigo. 

Soares chamou atenção para o assunto, ainda que tenhamos - e o advogado sabe disso - pequenas divergências na forma de encarar o assunto. Todavia, nos mais recentes posicionamentos tendo a concordar com Adriano Soares. Ele analisa a matéria da Revista Época em que coloca que muitas afirmações feitas por Joesley Batista soam absurdas e merecem ser confrontadas com os fatos públicos. 

Diz Soares: “Temer seria o líder da mais perigosa organização criminosa. Quem a formaria? Diz ele: Eduardo Cunha. A mentira é evidente. Cunha tinha o seu grupo e o seu projeto pessoal. Nunca se submeteu a Temer. Impôs a sua candidatura à Câmara dos Deputados e atropelou Dilma e Temer. A rigor, Temer era um vice fraco, sem influência no governo, sendo notório o fato através da famosa carta em que fez reclamações sobre isso e foi alvo de chacotas”. 

Soares ainda segue: “Aécio seria o número dois do grupo inexistente. O PSDB apoiou Temer após o impeachment com interesse nas eleições de 2018. Não existe relação de proximidade pessoal entre ambos nem de trajetória política”. 

E o ponto mais óbvio: “Todo o enriquecimento da JBS foi multiplicado nos governos Lula e Dilma. O BNDES foi o maior investidor. Joesley diz que nunca deu um centavo de propina naquele sacrossanto local de investimentos bilionários, fonte de esquemas vistosos e investimentos internacionais feitos por interesse lulopetista e de construtoras, como a Odebrecht. Venezuela, Cuba, países da África. Além das famosas empresas campeãs nacionais, em que a JBS e a Oi foram exemplos notórios”

“São tantas mentiras evidentes, escondendo os reais parceiros da JBS, que indignam. Mas atendem como uma luva à lógica de Janot para tentar derrubar Temer. É nojento tudo isso”, finaliza o advogado. A “nojeira” é o que sempre foi: se apropriar de denúncias, que possuem as suas verdades, para a construção de narrativas conforme os interesses. 

Para mim, é evidente que Temer cometeu, no mínimo, crime de responsabilidade ao se envolver da forma como se envolveu com Joesley e a JBS. Tem que pagar por isso. Os indícios são suficientes para se investigar o presidente da República. Mas daí a construir a narrativa de que o mordomo era o dono da mansão assombrada, é um pouco demais.

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