PT encerra diálogos para ocupação e espaço no governo Renan Filho

Alana Berto 1315859577pt2pt Gino César (vice-presidente do PT), Joaquim Brito (presidente do PT) e vereador Ricardo Barbosa, que representaram o PT na coletiva


O PT encerrou o ciclo de negociações para ocupação de espaço no governo de Renan Filho (PMDB) e não deve retornar ao primeiro escalão do Executivo estadual. 

O Partido dos Trabalhadores esteve com o PMDB do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho em 2014, nas eleições estaduais, mas a parceria já era histórica em eleições passadas. 

Romperam em 2016, devido ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Nesse ano, Paulão - deputado federal - se lançou candidato à Prefeitura de Maceió e sofreu uma derrota acachapante. Pesou sobre o petista a insatisfação popular com o partido, devido aos escândalos nacionais. 

Passado o processo eleitoral e com a aproximação entre o senador Renan Calheiros e o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, incluindo até uma comitiva peemedebista que o recepcionou em Alagoas, os diálogos retomaram para uma composição envolvendo 2018. 

Mas, o PT se retirou da conversa. Em nota divulgada no dia de ontem, 14, o presidente estadual da legenda, Ricardo Barbosa, diz que apesar da discussões foi reconhecida a impossibilidade de aliança. 

O Partido dos Trabalhadores - conforme bastidores - mirava ocupar a Secretaria Estadual de Educação. Na nota, Barbosa diz que o PT “queria ocupar um espaço do tamanho e da musculatura que possui junto à sociedade”. Que espaço seria esse? Que musculatura o PT acredita que tem junto à população depois de tantos escândalos envolvendo a legenda e o seu principal ícone na iminência de ser preso? Perguntas que ficam para a História e o processo eleitoral de 2018. 

Para Barbosa, o PT não deve abrir mão de sua altivez (adjetivo usado por ele, que fique claro!) e da militância e legado petista. O legado petista é visível no Brasil que nos encontramos, após mensalões e petrolões da vida. Não que o PMDB também não tenha feito parte do estamento. Fez! E aqui também a oposição de fachada, o PSDB, também tem suas culpas em um processo histórico que só agigantou o Estado. 

O fim das conversas agora não exclui diálogos futuros para as composições eleitorais. É o que se pode perceber nas notas. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Prefeitos: sempre com o pires na mão e nunca acordam para o federalismo

0673bc2c 8967 4768 8dbc 8033e8578009

Mais uma vez vemos os prefeito com o pires nas mãos em busca da ajuda do governo federal para fechar suas contas. O problema é sempre o mesmo, como foi quando era com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quando até houve a ameaça de “greve das prefeituras” em Alagoas e outras localidades do país.  

São marchas e mais marchas dos prefeitos e daqueles que se intitulam municipalistas. Municipalistas uma ova! Se fossem, seriam federalistas também!

Digo isso porque jamais se ataca o “coração” do problema apresentando perspectivas - ainda graduais - de mudanças. E a perspectiva está em discutir federalismo e, consequentemente, pacto federativo nesse país. 

Temos um pacto nefasto de decisões centralizadas, onde a União concentra a maior parte dos recursos e engessa estados e municípios, que é de fato onde as pessoas vivem. Não há, com isso, independência financeira, administrativa ou política e os gestores municipais ficam condenados a serem administradores de programas, tendo que arcar com contrapartida cada vez maiores quando a União falha. 

Em tempos de crise, isso piora, sobretudo nos mais dependentes e menores municípios do país. É o caso de grande parcela das cidades alagoanas que basicamente funcionam em função do Fundo de Participação Municipal (FPM). Esta deveria ser uma discussão para o Congresso Nacional e não apenas para um “balcão de negócios” com o Executivo federal na busca por mais dinheiro. 

Os recursos anunciados, como agora, são mero paliativos e assim sempre serão enquanto esse for o modelo de um governo central que só se agiganta. Por essa razão, a reunião dos prefeitos - por meio da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e o presidente Michel Temer (PMDB) é mais do mesmo. O pior é ainda assistir os gestores confederados se orgulharem disso e posar para foto de maneira sorridente. Dizem ainda que são municipalistas. Estão em busca de mero paliativo. É preciso o imediatismo? É! Mas é preciso também ir além disso. Prefeitos desse país não vão. 

Falta uma compreensão de federalismo a eles. 

O que falta aos prefeitos? Coragem para pressionar por uma discussão de médio e longo prazo sobre pacto federativo no Brasil. É hora dos prefeitos serem federalistas e cobrarem maior autonomia de suas gestões e uma revisão na redistribuição dos recursos desse país, além de lutar por desinchar a máquina. 

Todavia, como no meio do caminho entram pautas impopulares, eles preferem ficar com pires na mão e em viagens à Brasília (DF), dependendo de emendas e de engenheiros-sociais de gabinete. Preocupam-se em resolver o que é questão amenas de seu mandato. Não pensam de forma estadista, mas sim estatista. 

“Dois bilhões em números pode parecer grandioso, mas depois de dividido com mais de 5 mil municípios não é uma receita que vá resolver todos os problemas, como pagamento de décimo terceiro, fornecedores que são muito maiores, mesmo assim, reconhecemos a ajuda do presidente Temer”, é o que afirma o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Hugo Wanderley. É fato. Mas qual discussão sua associação levanta para sair disso?

Pedir sempre mais dinheiro é pedir sempre que a União se agigante mais e, no longo prazo, aumente o nível de dependências por meio de ações sempre paliativas. O que parece remédio, de maneira imediata, é veneno com o passar do tempo. Afinal, para ter mais recursos a oferecer, a União - que não produz - aumenta a carga para cima do contribuinte. É vicioso e continuo. 

Não se trata apenas - como coloca o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski - de um “conflito que deve ser exteriorizado” ou da entidade procurar “dentro dos limites, defender os interesses dos municípios”. A saída é a discussão sobre o federalismo e ela já deveria ter iniciado ontem. Todavia, não se vê isso nas falas dos prefeitos (alguns sequer entendem dessa discussão), nas colocações das entidades que os representam e nem o interesse presente no Congresso ou na União. 

O Brasil é o país onde só se discute sobre a cereja do bolo. E aí, sem perceber a pauta que poderiam encampar, o senhor Ziulkoski simplesmente diz que “os municípios não estão se vendendo por R$ 2 bilhões” e que é humilhante ouvir determinadas insinuações na imprensa. Ora, durante décadas os prefeitos aceitaram tal humilhação sem compreenderem de fato os interesses que deveriam representar. Não falam grosso para discutir federalismo. 

O movimento municipalista - se é que existe de fato nesse país - se resume a pedir, pedir e pedir, com o diagnóstico em mãos não conseguem tratar a doença e ainda agradecem ao Congresso por comprarem pautas paliativas (necessárias, evidentemente), mas não ir além disso. 

Deputados federais viram office-boys de luxo com emendas e facilitadores de reuniões com ministérios. 

O tal movimento não esclarece à população o que ocorre de fato e o quanto estão limitados a este ciclo de uma república que já nasceu centralizada. 

Diante disso, é óbvio que o governo federal - em troca dos recursos - cobrará apoio. Eis mais uma humilhação para os prefeitos. Historicamente, possuem culpa nisso também. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Não creio em uma dobradinha de Rodrigo Cunha e Teotonio Vilela para o Senado!

Cada Minuto/Arquivo 198c9f69 d0af 4966 99df 75ac5d6920e0 Rodrigo Cunha, deputado estadual (PSDB)

Passeia pelos bastidores políticos, e o competente blogueiro Paulo Marcelo tratou sobre o assunto aqui no CadaMinuto, a informação de que o PSDB local, agora comandado pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB), pode apostar em uma dobradinha “puro-sangue” para o Senado Federal. Os candidatos seriam o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB). 

Bem, eu não acredito que essa dobradinha se sustente. Os motivos? Se Rui Palmeira for candidato ao governo estadual, como tudo indica, o PSDB já encabeça uma chapa que envolve outros partidos. Estes também possuem seus interesses. No PP, por exemplo, o senador Benedito de Lira já deixou claro que buscará a reeleição e são apenas duas vagas. 

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR), também não descarta disputar o Senado Federal. Como são apenas duas vagas, são interesses que os aliados da oposição ao governador Renan Filho (PMDB) precisarão conjugar. É difícil, portanto, aceitar que o PSDB ocupe todos os espaços majoritários. Se Vilela for candidato ao Senado Federal, a outra vaga ficará provavelmente com outro partido. 

Ciente de sua dificuldade de espaços para voos maiores, Rodrigo Cunha já possui um pé em outro partido: O Livres. Os diálogos por lá existem e podem levar Cunha a disputar o Senado Federal. É inegável que o parlamentar tem aceitação e densidade eleitoral para tentar voos maiores do que a cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. 

Além disso, há a questão da viabilidade financeira da chapa. A turma dos Vilelas - não necessariamente o PSDB todo! - tem preocupação também em eleger o deputado federal Pedro Vilela, que vai buscar a reeleição. A “fonte” de buscar recursos pode ser a mesma que financiaria a eleição de Teotonio Vilela Filho. Numa análise de concentrar esforços em um nome, pode acabar tendo como resultado a desistência do ex-governador. Comenta-se isso nos bastidores. 

A aliança entre Cunha e Vilela interessaria a Rodrigo Cunha? E aqui é apenas um questionamento. Afinal, o ex-governador chegará ao pleito com um processo na Lava Jato. Rodrigo Cunha fez questão de adotar um discurso de combate à corrupção. Não se trata de prejulgar Vilela, pois esse tem todo o direito à ampla defesa, mas trata-se de não negar o óbvio: o tema surgirá em um processo eleitoral e pode respingar no parlamentar em função da aliança. 

O enfraquecimento de Vilela favorece - naturalmente - a Maurício Quintella, que tem o apoio do Palácio do Planalto para ser candidato ao Senado Federal. Nos bastidores, comenta-se que Michel Temer quer um candidato ao Senado com chances em Alagoas. Ele tem o desejo de se “vingar” da oposição feita pelo senador Renan Calheiros (PMDB). Vilela tem chances eleitoralmente? Pelas pesquisas mais recentes, sim. Porém, Quintella é homem de confiança de Michel Temer.

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Renan Calheiros e suas “preocupações seletivas” quando não é governo...

Crédito: Agência Brasil 6683277c 2127 4d73 bd13 051876192cc7 Renan Calheiros

Se há algo que o senador Renan Calheiros (PMDB) soube ser em Brasília é ser governo. Calheiros desliza pelas correntes de poder sempre acumulando mais poder dentro do estamento burocrático brasileiro. 

Assim, já foi ministro do governo tucano, aliado forte dos governos petistas, deu uma de “isentão” no processo de impeachment e ajudou a assegurar os direitos políticos de Dilma Rousseff (PT);  agora - como oposição ao governo de Michel Temer (PMDB) - aposta em uma aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Tem sido opositor mais ferrenho. 

Ao mesmo tempo em que comemora os arquivamentos ocorridos de processos contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), Calheiros investe em um discurso agressivo para capitalizar diante da impopularidade de Temer. 

Que Temer é um presidente fraco, não tenho dúvidas. Que no mérito algumas reclamações de Calheiros procedem, também não duvido. Afinal, Temer é a “parte do pacote” do lulopetismo que assumiu o Brasil e ficou como herança, ao mesmo tempo em que deixou Temer com uma herança maldita que, simplesmente pelo fato de ter feito parte dos governos de Dilma Rousseff, ajudou a construir. 

Renan Calheiros também já esteve nesse pacote.

Todavia, o texto é sobre a seletividade de Renan Calheiros. Hoje, o senador de oposição é um ferrenho preocupado com as nomeações que Michel Temer faz e com o futuro do país. Mas, onde estava Calheiros quando investigados faziam parte do governo e Dilma Rousseff? Quando Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado por corrupção, sabemos onde Calheiros estava: ao lado de Lula. 

Quando o petismo desandava, Calheiros alternou entre o silêncio, críticas tímidas e apoios. O que é natural de seu enxadrismo político sempre focado na matemática eleitoreira. O olhar de Renan Calheiros é voltado a 2018. Precisa chegar lá com o que dizer. Afinal, não é um processo eleitoral fácil mesmo para o homem mais poderoso de Alagoas e com tantos aliados, incluindo o filho: o governador da Terra dos Marechais, Renan Filho (PMDB). 

Agora, Calheiros ataca a nomeação de Carlos Marun. No mérito, tem até alguma razão. Porém, não é exclusividade de Michel Temer tais nomeações. Por qual razão mesmo que Dilma queria Lula ministro? Será que não era a busca por um primeiro-ministro e ao mesmo tempo uma tentativa de salvar o pescoço do ex-presidente em um momento tão delicado. Onde estava o combativo senador alagoano?

Marun é da “tropa de choque” de Temer. Mais um do estamento burocrático de uma nação onde o poder emana do povo, mas contra ele é exercido. Se com isso, vem de “brinde” uma influência de Eduardo Cunha no governo do presidente, como afirma Renan Calheiros, é algo de fato deplorável. Então, o que Renan Calheiros diz - por entender como ninguém dos bastidores da política - merece ser observado e destrinchado. 

Marun tem uma missão clara na função: angariar votos para a reforma da previdência. Isso é óbvio. Afinal, mostrou competência ao ajudar a barrar as denúncias contra Temer. 

Todavia, não é interessante esquecer da biografia de quem fala. Falo aqui da biografia política mesmo e não necessariamente da biografia dos processos contra Renan Calheiros, que tem todo o direito de se defender e assim deve fazer. Se tiver a inocência reconhecida, que esta seja reconhecida. 

Mas é que Renan Calheiros anda tão preocupado com o país que não avaliou que o presidenciável que carrega em seu coração disse essa semana que se sentia triste com a prisão dos governadores do Rio de Janeiro por conta de terem roubado o povo, apesar de terem sido eleitos democraticamente. Uma declaração terrível e que pouco repercutiu e pouco preocupou esses atuais baluartes da ética na política. 

Calheiros indaga quem falará com o “chefe do governo” e diz que é uma preocupação mesmo e não duplo sentido. 

Estou no twitter: @lulavilar
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Governo nega ter perdido prazo de veto do projeto de lei envolvendo militares

Foto: Bruno Levy/CadaMinuto 1e4482fb c84e 4c46 8ba6 124feb943366 Palácio República dos Palmares, no Centro

Publiquei neste blog, na manhã de hoje, um texto falando do veto do governo do Estado de Alagoas ao projeto de lei que versa sobre o Estatuto da Polícia Militar. 

No texto anterior, há explicações sobre o mérito da matéria. Todavia, o que chamei atenção foi para o fato de ser um projeto polêmico, que envolveu embates com membros da corporação militar, por conta de idade de aposentadoria e progressões. 

O projeto sofreu uma emenda do deputado estadual Francisco Tenório (PMN). Esta foi vetada pelo governo do Estado. Só que, em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os deputados estaduais avaliaram que o governador Renan Filho (PMDB) teria perdido o prazo para vetar o projeto e com isso, a decisão deste não mais teria valor, cabendo aos parlamentares sancionarem a lei, como manda a Constituição. 

Perder o prazo veto em matéria tão polêmica seria um erro primário por parte do Executivo, o que suscitou questionamentos naturais durante a sessão legislativa. Todos, evidentemente, feitos nos bastidores. 

Após o texto aqui publicado, a assessoria de comunicação do Gabinete Civil entrou em contato com o blog. 

Eles rebatem a informação do parlamento estadual e afirmam que não houve perda de prazo. De acordo com o Gabinete Civil, ao contrário do que o deputado Francisco Tenório afirma, o veto foi encaminhado dentro do tempo correto e caberia a CCJ analisar e encaminhar para apreciação em plenário. 

Como o parlamento deve tornar a lei válida, a discussão - ao que tudo indica - vai longe. O Gabinete Civil não entrou em detalhes, mas afirma que tudo é uma questão de interpretação dos horários de recebimento em protocolo. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, assim que o processo retornar ao Gabinete Civil este deve se pronunciar em mais detalhes sobre as ações a serem tomadas. 

Aguardemos! 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Como o governo do Estado perde prazo de veto em um projeto polêmico?

Foto: Bruno Levy/CadaMinuto 1e4482fb c84e 4c46 8ba6 124feb943366 Palácio República dos Palmares, no Centro

De acordo com informações oficiais da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa de Tavares Bastos decidiu - por maioria dos votos - promulgar o projeto de lei que altera o Estatuto dos Policiais Militares quanto a idade limite para ingresso e aposentadoria da corporação. 

O projeto foi um dos mais polêmicos desse semestre naquela Casa, com várias discussões e até uma emenda do deputado estadual Francisco Tenório (PMN), que é da base governista. É justamente a emenda o ponto de discussão.

O Executivo estadual vetou modificações no projeto e reencaminhou - como tinha que ser - para que os deputados estaduais apreciassem o veto. 

Porém, um “erro” primário - em tese de contagem de prazo! - fez com que a matéria chegasse na Casa sem que o veto fosse válido. Essa é a interpretação da Comissão de Constituição e Justiça. Não era um projeto qualquer. Houve muita discussão em relação ao assunto e a posição do Executivo já era conhecida, bem como a da tropa da Polícia Militar de Alagoas. 

Os militares presentes na Casa de Tavares Bastos no dia de ontem até foram surpreendidos pela informação que parecia uma brincadeira de mau gosto: o governo perdeu o prazo do veto. O fato, por demonstrar uma desorganização do governo estadual, suscitou especulações sobre uma articulação proposital. Será?

De acordo com Francisco Tenório, autor das emendas, o governo não cumpriu o prazo de 15 dias para vetar o Projeto de Lei, com isso não cabe mais ao parlamento qualquer apreciação e - explica ainda Tenório - conforme a Constituição, a decisão já é lei. A questão agora é saber se a Procuradoria Geral do Estado (PGE) vai orientar o Executivo em algum sentido, uma vez que o governo estadual já havia se posicionado contrário a matéria. 

Como registra matéria oficial da assessoria de Comunicação do parlamento estadual,  “com as modificações, a idade de acesso ao cargo de soldado de polícia será de 35 anos, cinco a mais que a idade determinada pela lei anterior, que exigia 30 anos. Segundo o deputado, atualmente a aposentadoria de um policial militar obedece a uma tabela que vai dos 47 anos até os 62 anos de idade. A partir desta lei, a categoria poderá ficar em atividade até os 65 anos, para homens e 60 para mulheres”. 

O presidente da Casa, Luiz Dantas demonstrou o mesmo entendimento de Chico Tenório e o ofício informando sobre o prazo extrapolado será encaminhado ao Executivo estadual. No governo não tem ninguém que conte prazos para o governador Renan Filho (PMDB)? Fica tudo para última hora? O governo precisa explicar como conseguiu esse fenômeno registrado pelos deputados estaduais: a perda de prazo de um veto em matéria polêmica que envolvia diversos interesses, inclusive da corporação da Polícia Militar de Alagoas. 

Será que mais ninguém se assusta com isso? Com a palavra, o governador Renan Filho...


Agora, a Assembleia Legislativa deverá publicar a Lei no Diário Oficial do Estado.

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

O Jardim das Aflições: vi, gostei e recomendo. Recomendo até para os que querem desconstruí-lo...

84c74279 1ca7 4766 b90a 8bf3eee9106d

Não sou aluno do professor Olavo de Carvalho, mas tenho uma admiração profunda pelo pensador em função de muitas das obras por ele lançadas. Entre elas, O Jardim das Aflições, O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota, e a Nova Era e a Revolução Cultural. Carvalho é tido, na grande mídia, como um “guru de direita”, mas eu praticamente não tenho gurus e tenho alguns pontos em que ouso discordar dele, por justamente ter visto em O Jardim das Aflições uma passagem que muito me emocionou, que é quando Olavo de Carvalho afirma que temos que tratar nossas opiniões a chicotadas se tivermos mesmo preocupação em buscar a verdade. 

O professor coloca que há diversas camadas de poder (ou de busca pelo poder) que atuam sobre nós e tentam construir narrativas por meio das ideias que professamos muitas vezes sem saber a origem dessas. Nesse sentido, é fundamental que saibamos o porque pensamos o que pensamos, o que queremos com isso e busquemos o gênesis de determinadas ideias para refletir sobre essas camadas de poder. Isso inclui estar aberto a mudar de opinião caso se constate que se acreditou em uma falsidade, que se desmorona quando confrontada com o argumento contrário. Se este processo não é o livre exercício do pensar, não sei mais o que seja. 

Além disso, a análise que O Jardim das Aflições faz entre o materialismo e o epicurismo é primordial. A crítica presente, mostrando as analogias, denuncia justamente essas camadas de poder sobre algumas ideias e seus interesses meramente políticos sendo conduzidos por ideologias que amputam o homem do verdadeiro contato com a liberdade. Afastam o ser daquilo que o filósofo Ortega y Gasset já colocava: o insubordinável encontrado em nossa solidão extrema quando confrontamos o que acreditamos com a extrema honestidade intelectual e sem dever nada a ninguém. 

No próximo dia 7 de dezembro, o filme O Jardim das Aflições - que não trata da obra em específico, mas do pensamento de Olavo de Carvalho - será exibido na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Percebo, em alguns textos, que já existem reações contrárias ao filme, classificando este como “filme de direita” ou “filme fascista”. Assistir ao filme duas vezes e afirmo: são pouquíssimas as reflexões políticas que levem a classificar o filme como um ato de direitismo. A película traz filosofia ao nos apresentar Ortega y Gasset, Eric Voegelin e até mesmo alguns conceitos como o da anamnese e da investigação das próprias ideias, dentro de um processo de filosofia contemplativa. 

Carvalho, por exemplo, ainda recorre a um autor de esquerda - Raimundo Faoro - para falar da visão do estamento burocrático brasileiro: uma classe que chegou ao poder, de forma muito anterior ao PT, e passou a desenhar um conceito de pseudo-democracia, onde o poder emana do povo, mas contra ele é exercido, garantindo benesses, favores, privilégios aos poderosos, mecanismos de controle dos indivíduos por meio de uma inflação de direitos e imposições às liberdades individuais. 

Com isso, surge uma reflexão sobre o papel do Estado e ao que de fato ele esta vocacionado, observando o desenvolvimento desse na História, seja aqui no Brasil ou no mundo. É que nunca na História da Humanidade existiram tantos mecanismos de controle de pensamento, criações de grupos internacionais de objetivo comum com poder de imposição de pautas (até mesmo e valores) sobre comunidades. É o que conhecemos hoje como globalismo. 

De certa forma, portanto, há sim no filme uma reflexão sobre o globalismo, que é a tendência de imposição de um “governo mundial” que frauda democracias por meio de mecanismos internacionais a serviço de grandes capitalistas que querem um metacapitalismo. Ou seja, chegar no topo e não permitir que ninguém mais chegue. Esses - entre eles George Soros - “brincam” com as ideologias e instrumentalizam grupos por meio de ONGs, entidades etc. O que Olavo de Carvalho diz está posto em muitas fontes, como nos trabalhos de Pascal Bernardin, Roger Kimball, Heitor de Paolla e por aí vai...

Do ponto de vista filosófico, associo muito do que é posto no filme ao conceito de “hiato ontológico” de Viktor Frankl, que descreve a forma como um homem - diante de tanto secularismo e materialismo - foi amputado da sua capacidade de pensar e refletir sobre o transcendente, que sempre foi uma necessidade da filosofia desde que a filosofia foi filosofia. Mas é possível discordar de Carvalho? Claro! É só expor a tese contraditória e colocar esta em debate. São inúmeros os que buscam fazer isso e defendo que estes tenham espaço para fazê-lo e direito de fazer também. O confronto é base da produção do pensamento. No fim, creio que a verdade sempre permaneça de pé. 

Agora, o que mais me assusta é o xingamento vazio e muitas vezes completamente dissociado da realidade. Entre eles, chamar de fascista quem comunga da visão da existência de um estamento e do globalismo. Vejamos: denunciar o estamento é justamente denunciar um Estado que quer o controle de tudo, quer se fazer a consciência do indivíduo, moldando-a por dentro do Estado e para serviço do Estado, encarando este ente como uma “babá”. A essência do pensamento de Mussolini é defender justamente que tudo seja pelo Estado, com o Estado e para o Estado. Se posicionar contra o estamento é se posicionar justamente contra todas as práticas fascistas, ora bolas. É justamente se opor aos mecanismos de controle global. 

Quem duvida que veja o filme e depois o discuta. É o que faço ainda hoje com autores com os quais discordo: me dedico à leitura desses para que possa retirar os conceitos-chaves e assim analisar - de coração aberto - com aquilo que previamente discordo. Não raro, alguns me convenceram de que o errado era eu e pude ali me fazer aprendiz do que não sabia, como ocorreu quando me deparei com a obra de Voegelin, por exemplo. Não tinha sequer noção do que era cosmovisão na análise das ideias políticas. Ao me deparar com aquilo posto, refiz todo o conceito que eu tinha de ciência política e filosofia política. Em minha visão, humildade diante do saber é algo que devemos cultivar sempre. O que sabemos sempre será um ponto no oceano da ignorância. 

Estou no twitter: @lulavilar
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A lição do Fale, Educação: projeto tem que ser ampliado!

Ascom MP 14090826413531 Promotora Cecília Carnaúba

Logo que o Fale, Educação foi lançado - e ainda sequer tinha começado - conversei com a promotor Cecília Carnaúba sobre o assunto. Publiquei uma longa entrevista com ela no CadaMinutoPress. 

A ideia era formidável e visava levar para as escolas, por meio de palestras com profissionais de diversas áreas, várias formas de conhecimento de maneira interdisciplinar. Para além disso, buscou integrar a comunidade às escolas, sem esconder os problemas que a Educação estadual enfrenta, mas buscando soluções e o preenchimento de lacunas. 

Pelo que acompanhei, o projeto foi bem recebido por alunos, por professores, pela própria Secretaria Estadual de Educação (o que faz com que o governo de Renan Filho mereça sim esse elogio) e, nas escolas em que se fez presente, encontrou parceiros preocupados. Entre eles, o Legislativo alagoano. É fato que a Casa de Tavares Bastos merece inúmeras críticas, mas ao abrir portas para os estudantes fez um sinal positivo de “desencastelamento”. 

Não deixaria aqui de elogiar os parlamentares que compraram essa ideia, incluindo o presidente Luiz Dantas (PMDB), que já foi alvo de diversas críticas nesse blog. 

Que outros poderes também possa abrir as suas portas para as próximas edições do Fale, Educação. Aliás, que outros parceiros surjam para que o programa possa ser ampliado e assim envolver mais escolas, sobretudo no interior do Estado de Alagoas. 

O que o Fale, Educação apresentou de melhor em minha visão?

Bem, falo de algo que foi destacado pelo deputado estadual Bruno Toledo (PROS): “Eu acredito na Educação como apresentada nesse projeto: uma visão de respeito ao ser humano pelo simples fato de ser ser humano, sem a instrumentalização de pessoas em função de ideologia A ou B, com o foco naquilo que realmente é necessário aprender: de um lado o conhecimento técnico preciso que fará com que esses adolescentes tenham conquistas na vida pessoal e profissional. Do outro, o respeito às divergências, a tolerância, a noção de cidadania e a certeza de que as famílias precisam ser respeitadas e são responsáveis pela educação moral de seus filhos. Educação é um processo de parcerias e não um monopólio do Estado para jogar uns contra os outros”.

Compartilho da mesma visão e opinião. Foi possível discutir assuntos que envolviam o respeito ao próximo, às divergências, às liberdades individuais, sem a instrumentalização de coletivos por bandeiras políticas A ou B. Era riquíssima visão apresentada pelos alunos. A edição de 2017 chegou ao fim em dezembro. Por parte do Ministério Público, que foi o idealizador do projeto, vimos um órgão proativo que cumpriu uma missão por dedicação ao tema. Uma prova de que quando se quer, pode mais. 

É preciso registrar também o papel dos professores, coordenadores e diretores de escolas. Muitos deixaram claro que enxergam a profissão como um sacerdócio, superando as condições da estrutura ofertada pelo Estado (alguns até bancando coisas do próprio bolso) para tentar ofertar uma Educação de qualidade. Ocupar esses espaços (no bom sentido) e promover o resgate de uma alta cultura, ao mesmo tempo em que se trabalha a autoestima dos estudantes, é a verdadeira porta de saída para os tempos sombrios de miséria intelectual e moral em que vivemos. 

Não tenho dúvidas que o Fale, Educação fez diferença na vida de cada um desses estudantes. Não acompanhei o projeto de perto e pude estar presente em apenas uma das visitas que os alunos fizeram ao parlamento estadual, mas mesmo assim pude notar - naquele momento - o quanto ele era transformador em relação à verdadeira visão crítica que um estudante deve assimilar. Eram muitos aprendizes querendo mais do que o que era ofertado, interessados nas principais temáticas do Estado, questionando a própria base curricular e cobrando o “estudo sério”. Enche de esperança enxergar isso nas futuras gerações, sobretudo quando existem os que queiram tratá-los como massa de manobra. 

A promotora Cecília Carnaúba foi peça fundamental no desenvolvimento dessa ideia, bem como profissionais liberais como o advogado Arthur Toledo, Maria Ferro, Rita Lira, dentre tantos que fizeram da melhoria da Educação uma causa. Doaram-se de forma altruísta, pois nada havia em troca a não ser os resultados a serem colhidos em um futuro próximo. Que Deus abençoe vocês nas próximas jornadas. Que 2017 seja o ponto inicial de várias etapas, cada vez mais expandidas, do Fale, Educação. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Quintella não descarta disputar o Senado em grupo de oposição

Agência Brasil D16d6e03 fcf1 4744 8980 45038eae0c5b Quintella quer barrar reeleição dos Calheiros

O ministro Maurício Quintella Lessa (PR) - que se licenciou do cargo de deputado federal para assumir a “patente” no governo do presidente Michel Temer (PMDB) - não descarta a possibilidade de disputar o Senado Federal no grupo de oposição ao governador Renan Filho (PMDB) e o senador Renan Calheiros (PMDB). 

Sem antecipar os passos, Quintella trabalha com as duas possibilidades: a disputa pela reeleição à Câmara de Deputados ou a luta pelo Senado Federal. Há apostas, na oposição, de que o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), que recentemente foi um dos alvos da Operação Lava Jato, não sustenta a sua candidatura. 

As denúncias contra Vilela pesam? Pesam. Mas essa não é a única questão e nem a mais importante. 

Há quem faça uma reflexão sobre a viabilidade financeira da candidatura, já que os Vilelas possuiriam - nesse cenário - dois candidatos: além de Teotonio Vilela ao Senado Federal, a candidatura do deputado federal Pedro Vilela (PSDB) à reeleição. Isso implica em custos pesados num cenário difícil de conseguir financiamento. 

Outro ponto é que o PSDB - com uma candidatura do prefeito de Maceió Rui Palmeira ao governo do Estado de Alagoas - ocuparia a cabeça da chapa majoritária o que abriria espaço para os outros partidos negociaram as outras duas posições de vagas ao Senado Federal. Vale lembrar que o senador Benedito de Lira (PP) tem o interesse na disputa pela reeleição e o secretário municipal de Saúde, José Thomas Nonô (Democratas) também quer participar do processo eleitoral estando nas cabeças. 

Quintella não descarta a possibilidade de um cenário favorável a si mesmo. Além disso, o ministro teria o apoio do governo federal em Alagoas já que Michel Temer tem um desafeto por essas bandas: o senador Renan Calheiros. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Nunca peça desculpas por ter dito a verdade de forma cirúrgica (Sobre o projeto de Silvânio Barbosa)

O projeto do vereador Silvânio Barbosa que quer transferir o feriado do Dia dos Professores para uma sexta-feira todas as vezes em que ele cair no sábado ou domingo é: ridículo, esdrúxulo, bobagem, populista, jogar pra galera, abre brecha para ações semelhantes com outras datas, não calcula o impacto disso no calendário escolar ou na produtividade de uma empresa, não tem qualquer substância, não faz sentido, e eu poderia citar mais umas 300 coisas pelas quais discordo. Pronto, ele pode se incomodar com o meu texto também.

Mas, quanto ao assunto em específico: a matéria foi feita pelo CadaMinuto no blog da jornalista Vanessa Alencar, que ironiza o que merece ser ironizado, mas explica de forma claríssima o que é o projeto de lei. Mas, o vereador acha que nas redes sociais a coisa foi deturpada e ficou parecendo que ele quer que TODO FERIADO que caia no fim de semana seja repassado para a sexta.

Se ocorreu isso, aí não tem nada a ver com o texto da Vanessa, que é claro do início ao fim. A jornalista não tem culpa do que entendem de seu texto, quando ela foi clara no que escreveu. É simples assim!

Vanessa - muito bem intencionada - ainda fez um segundo post explicando a polêmica e dando espaço a uma nota do vereador. Está lá no blog dela. Só não entendi UMA COISA. E aí vai a minha crítica pública a ela: NÃO SE PEDE DESCULPAS POR TER FEITO O TRABALHO DE FORMA PRECISA, CIRÚRGICA E CORRETA. Ela fez jornalismo. Era o que deveria ter feito.

Minha querida Vanessa Alencar, pedir desculpas ao vereador por enganos de quem leu a sua matéria? Peça não! Você foi até condescendente e de espírito humanitário ao mostrar o projeto de lei para o público com uma única ironia, ao indagar se aquele absurdo de fato existia, "né produção?".

Se fosse eu a ter acesso a essa bobagem de projeto, teria colocado na manchete: QUANDO O POPULISMO PRODUZ PROJETOS SEM SENTIDO ALGUM...

Se você deu o FATO, explicou o FATO, detalhou o FATO e fez de forma cirúrgica, a sua "culpa" foi apenas a de ter exposto essa jabuticaba maceioense...

Em tempo: a Vanessa Alencar tem hoje um dos melhores blogs do Estado. Sei que sou suspeito pra falar, mas acho isso mesmo. Textos cirúrgicos e que incomodam...jornalismo não é perfumaria!

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com