Collor solta o verbo na Veja. Um show de sofismas com direito a defender Lula

Foto: Reprodução / Internet E6953a7e 2118 4e8c 88af 8948b2b51ba8 Senador Fernando Collor (PTC)

Após o pequeno PTC desistir de lançá-lo na disputa pela presidência do país, o senador Fernando Collor de Mello - que antes se "vendia” como uma solução fora dos extremos - concedeu uma longa entrevista à Revista Veja. Basicamente, Collor se defendeu das denúncias de corrupção que pesam contra ele, atacou a Lava Jato e defendeu o ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). 

A entrevista não trouxe novidades em relação aos passos de Collor no cenário político de 2018. Como não há mais uma candidatura à Presidência da República (talvez nunca houvesse!), o nome do senador é sondado para uma disputa paroquial pelo Executivo alagoano. No entanto, a Revista Veja ainda o coloca como candidato ao Palácio do Planalto, mesmo depois da nota divulgada pelo PTC. Logo, não se interessou pelo cenário alagoano, onde Collor ainda de conversas com o senador Renan Calheiros (MDB) e o governador Renan Filho (MDB).

A primeira pergunta da entrevista é: “O senhor é corrupto?”. Ora, independente de Collor ter culpa ou não no cartório (que será definido pela Justiça), qual senador da República, de forma geral mesmo, responderia “sim” a esta pergunta? É claro que Collor destacou: “Não sou corrupto”. Pronto. Essa é a manchete de Veja. 

Mas Veja vai além e questiona Collor sobre as transferências de dinheiro do doleiro Alberto Yousseff para ele. O senador do PTC responde: “Não tenho a menor ideia do que essas transferências significam. Quando o dinheiro surgiu questionei a origem dele. Não conhecia a pessoa. Não sabia de quem se tratava. Pedi ao banco que o deixasse de fora da minha conta até que a política visse o motivo da daquele depósito. O dinheiro continua na conta. Está a disposição. Se o Youssef quiser mandar pegar e a Justiça autorizar, pode pegar. Está lá”. 

Difícil acreditar na versão de Collor, que aponta para o aparecimento de recurso em sua conta absolutamente do nada. Mas numa coisa Collor pode estar certo: “A Lava Jato não demoliu a classe política” que aí se encontra. E por classe política entendamos: o estamento burocrático que toma conta do poder em Brasília (DF). 

Os caciques se farão presentes na próxima legislatura. O senador alagoano crava nisso: “Se alguém achar que o Congresso vai mudar, estará errado. O Congress vai continuar da maneira que está”, diz Collor. 

É, é possível apostar que ele está coberto de razão nesse sentido, bastando olhar para as pesquisas de intenção de votos nos estados da federação. Alagoas é um exemplo disso. As velhas figurinhas carimbadas da política alagoana, com seus processos e suspeitas, lideram a corrida pelos votos. 

O problema é Collor acreditar (se é que acredita) que a função da Lava Jato foi demolir a classe política. É vitimismo ou parlapatice? A Lava Jato, na realidade, escancarou o estamento burocrático ao mostrar as entranhas dos governos mais corruptos da história desse país, que foram liderados pelo ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Além disso, mostrou que PSDB faz parte dessa estratégia das tesouras e que outros partidos são meros satélites na órbita da corrupção, dentro de um metacapitalismo a favorecer os “campeões nacionais”, com seus cartéis e clubinhos. O MDB é parte do problema. Jamais a solução.

Há erros cometidos pela Lava Jato? Sim. Quem for podre, que se quebre. Agora, não dá para negar o que foi exposto pela operação desde que ela iniciou. Os responsáveis são os criminosos - entre políticos e outros agentes - que quebraram esse país, aprofundando uma corrupção não só material como moral. 

Se para Collor houve gângsters na Procuradoria Geral da República, o que dizer das raposas do Congresso? Por acaso é um mosteiro perseguido injustamente? É preciso muita paciência para ler a entrevista de Collor.

O senador alagoano diz que provará sua inocência. Como destaquei anteriormente: aí é com a Justiça. Se for realmente inocente, que tenha a inocência reconhecida. Motivo pelo qual Collor tem que ter o direito à ampla defesa. 

Mas para o vitimismo da classe política ficar completo na entrevista de Collor, tinha que ter a defesa de Lula. Ao ser indagado sobre o ex-presidente condenado a 12 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, Collor pontua: “Ao que parece, vem sendo cometida uma série de injustiças. O rito com que os processos dele vêm sendo tratado é turbinado. Além disso, avalio a pena como exagerada. O mesmo TRF-4 que nos proporcionou esse espetáculo absolutamente surrealista no domingo recebe uma sentença de nove anos dada ao Lula e aumenta em mais três anos sem apresentar fato novo”.

Collor se faz de bobo nessa declaração. Só pode. Primeiro: quem proporcionou o “espetáculo absolutamente surrealista no domingo” não foi o TRF-4, mas sim um desembargador (Rogério Favreto) que foi filiado ao PT por anos e trabalhou em governos petistas. Ele que decidiu por um habeas corpus sem que houvesse fato novo e recebeu a ação em um plantão, de forma estrategicamente calculada por deputados federais petistas. Collor não desconhece esses fatos. O que o TRF-4 fez foi arrumar a casa diante da confusão jurídica causada pelo PT. 

Segundo: quando o TRF-4 amplia a pena de Lula não tem absolutamente nada a ver com fatos novos, mas sim analisando os mesmos fatos do processo e recalculando a dosimetria de pena, o que pode ocorrer em tribunais tanto para mais ou para menos. A declaração do senador alagoano não faz sentido algum, a não ser a pela estratégia de usar de sofismas para, na mesma entrevista, afirmar que Lula não é corrupto. 

Collor parece ter pelo PT um amor que o PT dispensa a Collor. Afinal, em campanhas presidenciais o Partido os Trabalhadores já usou da imagem de Collor para atacar Marina Silva. E olhe que o senador alagoano já era um aliado de Lula e Dilma. Mas, Fernando Collor de Mello é crescidinho e muito bem informado para, em sua atual fase de vida, sofrer da síndrome de Estocolmo.
 

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Paulão ataca o judiciário por “ter lado”. Mas e o desembargador?

Foto: TV Câmara/Arquivo 32d42c18 527c 4a6d b390 8bfef890ad52 Deputado federal Paulão (PT)

O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), fez duras críticas ao Judiciário brasileiro, conforme publicado no blog da jornalista Vanessa Alencar. De acordo com a matéria, um dos petistas mais importantes de Alagoas destacou que “a máscara” deste poder “caiu” e o “cidadão compreendeu que o Judiciário tem lado”. 

Paulão se refere à manifestação do juiz Sérgio Moro após o desembargador Rogério Favreto ter concedido um habeas corpus para o ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), que se encontra preso por corrupção e lavagem de dinheiro. A crítica também é direcionada ao presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Thompson Flores, por ter mantido a prisão de Lula. 

O PT ensaia a narrativa de colocar todo mundo sob suspeita para defender a tese de que Lula é um “preso político” ao invés de um político preso por conta do processo envolvendo o caso do Triplex. 

Assim, essa narrativa sustenta que Lula é um pré-candidato à presidência da República. Para Paulão, bastou a manifestação contrária a decisão de Favreto para que se tenha o “lado” do Judiciário. 

Mas para o petista, o fato do deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS) ter dito - na Folha de São Paulo - que já sabia que Favreto era o plantonista daquele fim de semana e que isso pesou para que se impetrasse o pedido de habeas corpus não é suspeito. 

Assim como não é suspeito - para Paulão - o fato novo do pedido, a pré-candidatura de Lula, ser algo tão antigo que já constava na narrativa petista antes mesmo de Lula ter sido condenado em segunda instância. 

E o que dizer de Favreto ter sido filiado ao PT e ter trabalhado em gestões “vermelhas” tanto no âmbito estadual (governo de Tarso Genro) quanto em gestões federais, ao lado de José Dirceu? Bem, para Paulão nada disso é suspeito. Afinal, só parece mesmo ser suspeito para o petista aquilo que é contra o PT. Pouco importando a lógica dos fatos. 

Não discuto aqui se Moro errou ou não ao se pronunciar. Não sou jurista e reconheço que há uma verdadeira discussão nesse sentido, incluindo especialistas que não são de esquerda sustentando que Sérgio Moro teria errado. 

Mas, há uma discussão sobre o “erro” de Favreto, que também é mais que questionável, incluindo aí seis representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Afinal, o tal “fato novo” do pedido de habeas corpus é uma invencionice. Não há nada de novo no front. 

O PT causou a confusão jurídica e agora se aproveita da turbulência para emplacar a narrativa. Paulão embarca nela. 

Chamar o Judiciário de “lambe-botas” do sistema financeiro é um exagero inominável. É subverter os fatos. 

O relator do processo de Lula no TRF-4 exerceu o seu direito de chamar a responsabilidade para si diante de uma decisão de Favreto que não se apoiava em nenhum elemento novo e tentava passar por cima do Tribunal. 

Agora, o PT quer um inimigo. A sigla já mirou até no ministro Raul Jungmann por conta de estar na pasta a qual a Polícia Federal está ligada no organograma do Executivo federal. O deputado petista esperneia. E só! 

Com todo respeito que tenho a Paulão, pois mesmo divergindo de suas ideias reconheço que teve uma boa passagem pela Assembleia Legislativa nas pautas que promoveu, não dá para concordar com Paulão neste momento. 

Os governos petistas de Lula e Dilma foram os mais corruptos de nossa recente história. O que não quer dizer que inventaram a corrupção ou que o atual governo não tenha seus problemas e seus casos que precisam ser investigados à exaustão. Mas, como diz o dito popular: uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Luiz Inácio Lula da Silva tem culpa no cartório e precisa pagar por ela. 

Diferente das ideologias vermelhas, Lula teve direito à ampla defesa e a julgamentos em primeira e segunda instância, inclusive nessa última tendo sua pena ampliada. Ainda tem direito a recursos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. 

Que se sigam os ritos dentro de um processo democrático, que é algo bem diferente dos tribunais revolucionários dos regimes de inspiração marxistas defendidos pelos comunistas, onde o mesmo poder é promotor, juiz e algoz. 

Mais uma vez o PT evoca a narrativa de que a Constituição foi rasgada. Paulão esquece que rasgaram de fato a Constituição no impeachment de Dilma Rousseff, quando foram mantido os direitos políticos da ex-presidente com a ajuda do senador Renan Calheiros (MDB), que é um dos aliados ferrenhos de Lula. 

Para Paulão, as ilações que o PT faz coloca os outros em suspeita. Mas os fatos do passado de um desembargador que sempre foi tão alinhado ao Partido dos Trabalhadores é algo sobre o qual não há suspeita alguma. 

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Eduardo Mufarej do RenovaBR: “Os discursos ideológicos tem feito com que a gente se afaste. Queremos a convergência”

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Conversei com o empresário Eduardo Mufarej, que um dos fundadores do RenovaBR: um movimento nacional que visa ser uma ponte entre novos políticos e a sociedade. 

O Renova BR surge de forma apartidária, agregando as mais diferentes correntes ideológicas dentro do movimento. 

Segundo Mufarej, isso é possível pela busca de um ponto de convergência, mesmo diante de valores distintos e muitas vezes visões de Estado completamente opostas, como ocorre entre liberais e esquerdistas. 

Todavia, o RenovaBR aposta em uma possível aglutinação de forças para tratar de temas como a pauta fiscal do país e os serviços prestados à população pelo Estado.

O foco do RenovaBR são as candidaturas aos legislativos. Aqui em Alagoas, três candidatos estão participando desta mobilização: Maria Tavares (Novo), Davi Maia (Democratas) e Hemerson Casado (MDB). 

Mufarej esteve no Estado recentemente para apresentar o RenovaBR a empresários e profissionais liberais. Durante sua passagem, conversamos sobre diversos pontos. 

Segue o diálogo na íntegra. 


Como é que nasceu o Renova e como esse movimento se define?

Desde 2013 o que vínhamos percebendo era um incremento da sociedade na participação na política, pelo menos na vontade de participar. Por outro lado, os meios da participação são não-óbvios. Víamos o interesse da população, mas essa não via o caminho. De um tempo para cá, essa nova geração queria participar, mas não encontrava onde ter essa formação para participar desse anseio de renovação. Então, buscamos construir uma ponte entre uma base de pré-candidatos e a sociedade que quer novos quadros, novas práticas. Foi daí que surgiu essa ideia, pois dentro do ecossistema da renovação política brasileira estava faltando alguém que fizesse esta ponte. Foi aqui que surgiu o Renova, para treinar e capacitar lideranças. 

Vocês acabaram atraindo os chamados “outsiders”, que são pessoas que não estão dentro da política, mas buscam se candidatar nesse momento. Mas isso tem gerado muitas candidaturas aos legislativos. E no caso do Executivo, em específico o cargo de presidente. O Renova olha para esse quadro e entende existir algum candidato que merece esse apoio, que vocês olhem e vejam o perfil de vocês?

Não. No Renova a gente tenta criar um consenso, uma convergência de diferentes grupos, até com diferentes ideologias, sempre na perspectiva de fomentar o diálogo. Mas muito da nossa perspectiva é olhar para a parte da política que a gente vê com maior carência que é o Legislativo. Nós temos uma cultura de suplência muito grande, que é o deputado que é eleito e sai candidato para outro cargo ou assume um novo cargo, e acaba abrindo vaga para outro, criando uma distância maior ainda entre representante e representado. É uma cultura que queremos combater. Queremos um novo modelo de representação. Uma nova forma de fazer política para construir um jeito diferente da população se relacionar. Optamos por não ter uma orientação ideológico-partidária. Cada candidato apoia quem quiser, cada líder do Renova apoia quem quiser. Isso vai ser livre para cada um. O que não abrimos mãos é de transparência, ética e espírito de servir, bem como os compromissos que colocamos para os candidatos, que inclui o cumprimento de mandato, transparência na relação com eleitor, diminuição das verbas de gabinetes e privilégios e proponentes de reforma política. Queremos sair da discussão ideológica e encontrar onde a gente converge. O discurso ideológico só faz com que a gente se afaste.

Mas ao mesmo tempo é nessas linhas ideológicas, e/ou de convicções políticas, das quais vocês tentam se afastar que estão discussões como a redução e a função do Estado, por exemplo, além da pauta moral que é algo forte na sociedade. E aí, o convergir - por mais bem intencionado que seja - pode acabar juntando crenças totalmente opostas.  Como vocês veem o Estado hoje e a questão da liberdade econômica no país, por exemplo? Como unir liberais e esquerdistas nesse ponto?

No nosso site estão os nossos princípios que seguem uma linha de desenvolvimento sustentável da própria ONU. Primeiro, temos que privilegiar o cidadão dentre a própria máquina. O cidadão hoje não tem educação básica de qualidade, uma saúde mínima e está sem segurança. Ou enfrentamos nessas questões, pois nossa formação é baseada em fatos ou perdemos tempo. Não vamos discutir Estado grande ou Estado pequeno. Queremos discutir a realidade fiscal do Brasil. O Estado não cabe mais na conta e a população paga e não recebe nada em troca. Travestir essa discussão de ideologia é um erro. Temos que ir na vida do cidadão e nos preocuparmos como podemos melhorar a vida do cidadão. Precisamos equalizar gastos e arrecadação. Muito da nossa formação é trazer orientação de fatos sobre essa realidade. A questão fiscal no Brasil é muito relevante. 

O senhor cita a ONU. E há países que rejeitam a ONU por enxergarem nela um mecanismo internacional interferindo em soberanias. Uma das críticas se dá a Agenda 2030, que inclui promoção até do aborto, por exemplo. Que olhar o Renova tem para essa Agenda e para essas políticas?

A gente, em relação a participação de países ou não na ONU, não tem uma visão específica. Nosso programa é centrado nas necessidades do Brasil para esse ciclo que vivemos. No momento em que o Brasil está diante de todas as questões de ineficiência, falta de prestação de serviços, não segurança, esse tem que ser o nosso foco. Isso é que falta na política. Temos que sair dessas questões mais sofisticadas, pois o problema é mais básico, como os jovens que optam até mesmo por sair do nosso país por falta de perspectiva. Temos que trabalhar para que as pessoas voltem a ter esperança no Brasil.

Como é o Renova em relação a pautas como aborto, armamento civil, ideologia de gênero, que são pautas ligadas às liberdades individuais e moral?

Estamos muito mais orientado à buscar estabilidade econômico-financeira do país, pois sem isso o resto fica muito difícil. Precisamos dar um passo para trás e dois para frente. Claro que é importante ter foco nas liberdades individuais e temos que olhar para isso. São discussões importantes e o Renova não refuta. Dentro do movimento temos pessoas que são contrárias ao aborto e pró-aborto e está tudo certo. A sociedade terá que amadurecer para enfrentar essas questões no tempo, como a Argentina acabou de enfrentar. Essa pauta vai bater por aqui. O Renova não tem uma posição específica, mas temos que aprender a conviver em harmonia. 

O crescimento do movimento está dentro do esperado?

Tivemos regiões, quando abrimos a inscrição, em que tivemos muito sucesso. Em Aracajú (SE), tivemos inscrições logo cedo no programa. Optamos por selecionar um grupo menor e aí nas regiões onde tivemos poucas pessoas, como foi o caso de Alagoas, onde tínhamos apenas uma pessoa, que é a Maria Tavares (Novo), fomos em busca de outras lideranças e aí conhecemos o Davi Maia (Democratas) e o doutor Hemerson Casado. Então, esse processo é de disseminação que vai acelerar no tempo e vamos dimensionar melhor o programa. Nossa ambição é nacional para mostrar que há local de convergência, espaço para diálogo para construirmos pontes. Espero que no futuro possamos ampliar nossa presença regional. Quem sabe até uma descentralização no futuro. A gente pensa sim em crescer. 

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Novo de Alagoas nega possibilidade de coligação com outros partidos

684c4370 4e38 42c2 8120 625519098e99 Tibério Rocha Júnior e João Amoêdo

Em Alagoas, surgiu nos bastidores a informação de que o Novo - que tem três postulantes aos cargos de deputado federal - poderia fechar uma coligação com um bloco liderado pelo então parlamentar federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). 

No dia de ontem, como mostra a jornalista Vanessa Alencar em seu blog, JHC apresentou a frente formada por diversos partidos, mas sem a presença do Novo. Após as especulações, a agremiação se pronunciou oficialmente nas suas redes sociais. 

“Após notícias divulgada em alguns blocos sobre coligação do Novo com outros partidos em Alagoas, afirmamos que não será feta nenhuma coligação em 2018”. Esta é a posição oficial da legenda, que parte para uma cruzada solitária. 

A impossibilidade de coligação já havia sido destacada pelo pré-candidato a deputado federal Tibério Rocha Júnior. Ele explica que em função das práticas adotadas pela legenda - como a forma de processo seletivo para os candidatos e a não aceitação dos fundos eleitoral e partidário - faz com que o Novo tenha posições que se diferenciam das demais siglas. 

É aí que nasce o grande desafio do Novo: atingir o coeficiente eleitoral para a Câmara e Deputados com três nomes de pessoas que nunca estiveram na política eleitoral: Maria Tavares, Adelmo de Assis e Tibério Rocha Júnior. 

A princípio, Tibério Rocha disputaria o Senado Federal. Mas, a agremiação entendeu que - em Alagoas - o Novo deve apenas ter candidatos às cadeiras da Câmara de Deputados. Desta forma, a legenda não terá candidatos majoritários e nem apoiará qualquer candidatura neste sentido, ao menos oficialmente. 

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Pré-candidato do PSOL mira no FECOEP da gestão Renan Filho

Foto: Assessoria Cc50dad4 86c0 4ff1 a725 3a09c59edce9 Basile Christopoulos

Por meio da assessoria de imprensa, o pré-candidato do PSOL,  Basile Christipoulos, soltou críticas à gestão do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP). 

Basile ataca o gasto de mais de R$ 90 milhões no primeiro semestre de 2018. O PSOL comparou com os gastos de anos anteriores como 2015, 2016 e 2017, quando a média era de R$ 21 milhões. 

O PSOL passou a questionar os gastos do governador Renan Filho, portanto. 

A questão envolvendo os gastos do Fecoep não é novidade. Mesmo tendo divergências enormes com o PSOL (que é uma legenda de esquerda), aqui eles tocam em um ponto que de fato merece ser questionado. Como já entrei nessa questão antes, entro nela novamente a partir da lembrança feita por esta agremiação em relação ao fato…

Não apenas pelo volume do recurso, mas também por, como já apontou o deputado estadual Bruno Toledo (PROS), conta da função que o Fundo deveria ter. Afinal, Toledo já havia chamado atenção para o uso de recursos para construção de obras físicas, como os hospitais. 

Ao fazer críticas ao uso dos recursos, o parlamentar acabou sendo excluído do Fecoep, pois era ele o parlamentar que representava a Assembleia Legislativa nas decisões a serem tomadas. Em seu lugar, ficou o deputado estadual Galba Novaes (MDB). 

Uma pena que, lá atrás, mais vozes não estiveram juntas para fazer esse questionamento, independente de cores ideológicas, pois aqui temos Basile que é de esquerda com uma crítica que já foi feita por um parlamentar que é de direita: Bruno Toledo. 

Essa era uma questão para o parlamento estadual. Mas não houve ressonância por lá. Toledo foi quase voz única.

Todavia, Basile recoloca em pauta uma crítica que não pode ser desprezada. Muitos de meus leitores podem indagar o fato de eu destacar a voz a uma sigla que é o completo antagonismo do que penso (quem acompanha meu blog sabe disso). Porém, quando algo é relevante e importante, pouco importa isso. 

É que para mim, repito!, não importa muito - neste caso! - o viés ideológico, mas sim o ponto principal do que é dito. Tal assunto para este blog não é eleitoreiro, mas de urgente e necessária transparência não apenas com o recurso, mas com a finalidade do Fundo, que foi criado em 2004.

Sem contar que, no pacote de aumento de impostos, o Fecoep passou a arrecadar mais. Os empresários alagoanos sabe bem disso. É que a origem dos recursos são da alíquota do ICMS, que foi elevada pelo governador e acabou contribuindo ainda mais para o aumento dos combustíveis em Alagoas. 

O que se questiona aqui não é a existência do FECOEP, mas sim a utilização deste. Foi isso que se fez presente, no ano passado (2017), nos questionamentos feitos por Bruno Toledo e que agora estão na fala de Basile. Que a questão não seja apenas tratada em períodos de eleição, mas que tenha um acompanhamento muito mais constante…

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Omar Coêlho chegou a ser cogitado para candidato ao governo da oposição, mas PP não quis

Arquivo: Cada Minuto 05abd5fd 3ed9 43ad b1ac 7f333a0a4147 Omar lança será candidato ao governo de AL

De acordo com informações de bastidores, o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Omar Coêlho (Podemos) chegou a ser cogitado como um nome que poderia reunir os partidos da oposição “liderada” pelo PSDB do prefeito Rui Palmeira.

Mas, Omar Coêlho não seria consenso.  

As informações passadas ao blog dão conta de que o próprio Coêlho aceitaria a missão e poderia disputar o Executivo estadual tendo como base de sustentação da candidatura o PSDB, o PROS, o Democratas e o PP. 

Mas, o PP do senador Benedito de Lira e do deputado federal Arthur Lira não quiseram o nome. E esta tem sido a situação da oposição “sem cabeça”. Não há nomes no grupo e quando algum é buscado como alternativa, encontra resistência aqui ou acolá. 

Ao que tudo indica, a questão envolvendo Omar Coêlho e o PP do senador Benedito de Lira ainda é resquício da eleição de 2014, quando o ex-presidente da OAB/AL foi candidato ao Senado Federal na chapa em que Benedito de Lira era candidato ao governo do Estado. 

Atualmente, o Podemos se encontra fora deste bloco e Omar Coêlho tem como missão a construção de um palanque para o senador Álvaro Dias (Podemos), que é candidato à presidência da República. Coêlho - ao menos por enquanto - é uma os postulantes ao Senado Federal. 

PROS

Ainda na tentativa de encontrar um nome para o governo, o deputado estadual Bruno Toledo (PROS) disse - em recente entrevista à Tribuna Independente - que a legenda tem nomes a oferecer para a disputa. Toledo não quis adiantar, pois sabe que tudo depende de uma discussão de grupo. 

Porém, o jovem deputado estadual destaca que o PROS possui quadros que já participaram de eleição, exerceram o perfil executivo - como é o caso do ex-deputado federal e ex-secretário estadual, Alexandre Toledo - e podem encarar a tarefa de disputar a eleição contra o governador Renan Filho (MDB). 

Esta semana, Rui Palmeira já disse que o PSDB terá candidato, mas negou a possibilidade de Tereza Nelma, que é vereadora, entrar no pleito majoritário. Segundo Palmeira, ela disputará uma das cadeiras da Câmara de Deputados. O ninho tucano continua dependente de uma decisão do vereador Kelmann Vieira (PSDB). 

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Rui Palmeira diz: “Vamos lançar um nome para o governo sim”. Mas a entrelinha é: “Não temos nome!”

Foto: Secom C7c9acef 86f9 4dbd 8163 e2b6b5f922a5 Rui Palmeira

“Vamos lançar um nome para o governo sim”. Essa frase é do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Já é o caso de classificar o presidente do ninho tucano como alguém completamente fora do tempo das eleições e um tanto quanto distante da realidade do xadrez político. Levando em consideração a situação dos tucanos, é uma frase digna de stand-up! 

Rui Palmeira não consegue mais articular a oposição em torno do PSDB. Isto é um fato! 

Quando - na manhã de hoje - o prefeito reafirma que nomes tucanos foram levantados como os dos vereadores Kelmann Vieira (PSDB), Tereza Nelma (PSDB) e Eduardo Canuto (PSDB) para disputarem o Executivo estadual, mas que estes não estão mais sendo cogitados, o que Palmeira não diz, mas que é a realidade, é o seguinte: não temos nome e estamos “enrolando” até conseguir achar uma saída honrosa!

O prefeito ao desistir de disputar o governo contra Renan Filho desmontou a oposição não por ter desistido, mas pela forma como agiu. Não houve um diálogo com o grupo em busca de uma alternativa, se perdeu aliados políticos como o ex-ministro dos Transportes e deputado federal, Maurício Quintella Lessa (PR), que deixou o grupo sem deixar a base de apoio palaciana. 

Os demais partidos da oposição começaram a compreender que neste cenário é cada um por si. O PP tenta viabilizar as candidaturas do deputado federal Arthur Lira e do senador Benedito de Lira. O Democratas aposta no ex-secretário municipal José Thomaz Nonô e no ex-superintendente de Limpeza Urbana, Davi Maia. O PROS articula a reeleição de Bruno Toledo e a disputa por uma das cadeiras da Câmara de Deputados. 

E os planos desses partidos já são feitos sem depender dos tucanos. Se o ninho tucano apresentar alguém para o sacrifício, tudo bem. Caso não apresente, tudo bem também. Afinal, as alternativas já estão sendo construídas não mais pensando em majoritárias, já que o único nome tucano a uma majoritária é uma candidatura isolada que só depende dela mesma: o nome o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) para o Senado Federal. 

Então, acreditar que Teresa Nelma poderia ser candidata ao governo era apostar em uma possibilidade remota diante dos planos que esta vereadora já possuía desde sempre: lutar por uma das cadeiras de deputado federal em Brasília (DF). 

Dos vereadores citados, apenas Kelmann Vieira não teria nada a perder e até teria o que ganhar, em um possível compromisso para 2020, quando se dão as disputas pelas prefeituras municipais. 

É que Vieira não está envolvido diretamente no pleito de agora, uma vez que ele aposta apenas na candidatura da esposa a uma das vagas da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Flávia Cavalcante tenta retornar à Casa de Tavares Bastos, onde já teve um mandato. 

Quando Rui Palmeira fala que o PSDB ainda tem possibilidades de lançar um nome, apenas posterga o fato público e notório: os tucanos precisam de alguém que cumpra a árdua missão de colocar a cara no guia eleitoral, como fez o atual prefeito de Palmeira dos Índios, Júlio Cézar (PSB), quando este era um edil tucano naquela cidade. Se este alguém reunir a oposição, melhor, já que os opositores também não possuem nomes. 

Naquela eleição passada, Júlio Cézar sabia que ia para o sacrifício. Sabia que suas chances eram remotas no pleito eleitoral de 2014, mas ao defender o legado do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) fez mais por si mesmo do que por Vilela. Afinal, capitalizou uma futura candidatura à Prefeitura de Palmeira dos Índios. O plano pessoal de Júlio Cézar que - naquele momento casou com as necessidades tucanas - deu certo. O cenário agora não apresenta nomes para o casamento de interesses. Simples assim! 

Todas as fichas tucanas foram apostas em Rui Palmeira que desistiu. Ele assumiu a presidência do PSDB para se transformar no “coveiro” momentâneo do partido. Se acredita no que ele mesmo diz, ou está completamente fora da realidade ou seu relógio é um tanto quanto atrasado em relação aos ponteiros velozes da eleição. Se sabe muito bem que diz o que diz como forma de ganhar tempo para ao menos ter um nome de defesa de legado, sabe que se apoia em uma mentira. 

A maior prova disso é que os vereadores de Maceió - que possuem interesses nessa eleição vindoura - já se articulam em blocos para viabilizar suas candidaturas ou apoios. 

Em resumo: o que Rui Palmeira diz sobre eleições não mais se escreve… As pretensões do PSDB se resumem a eleger deputados estaduais - entre eles Cibele Moura, que é filha do aliado político de Rui Palmeira, Abraão Moura - Pedro Vilela para a Câmara de Deputados e Rodrigo Cunha para o Senado. É isso e nada mais que isso. 

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Marx Beltrão aposta na ligação de sua imagem com Renan Filho em redes sociais

Foto: Facebook Fb2fbc65 1d20 4f86 a27f 8f8e47678406 "Vamos à luta e vamos à vitória", desabafa Marx Beltrão sobre pré-candidatura

O deputado federal Marx Beltrão (PSD) - que pretende disputar o Senado Federal de forma avulsa e sem apresentar demais candidatos às majoritárias - tem apostado, em suas redes sociais, na imagem do governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), tecendo elogios ao próprio Beltrão.

O parlamentar do PSD, em recente entrevista, já destacou o interesse por uma parceria no formato de “aliança branca” com os palacianos. 

No Palácio República dos Palmares, há dois candidatos ao Senado federal: o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR). 

Antes de mudar de partido, saindo do MDB para o PSD, Marx Beltrão tentou costurar uma candidatura ao Senado pelo MDB. 

O partido de Renan Calheiros chegou a se comprometer com uma vaga aberta para Marx Beltrão, mas diante da aliança com Quintella, acabou faltando espaços. 

É bem verdade que Beltrão também chegou a ensaiar entendimentos com a oposição, quando ainda havia dúvidas sobre o futuro político do prefeito Rui Palmeira (PSDB), que só depois desistiu de sua candidatura. 

Mais recentemente, Marx Beltrão colocou - no Instagram - um vídeo em que Renan Filho faz elogios ao trabalho do deputado federal emedebista quando no Ministério do Turismo. Além do vídeo, Beltrão também apostou na divulgacão da inauguração da duplicação do trecho da AL-220. Novamente, ao lado de Renan Filho. 

Neste evento, Maurício Quintella também esteve presente. 

Detalhe: as imagens associadas surgem depois dos bastidores terem apontado possíveis desentendimentos entre Renan Filho e Marx Beltrão por conta dos cargos do ex-ministro dentro do governo estadual. 

Em resumo, Marx Beltrão tenta construir sua candidatura sem arestas com quem quer que seja. Por esta razão, também busca apoio de alguns adversários de Renan Filho, como ocorreu recentemente nos diálogos estabelecidos com o deputado estadual Bruno Toledo (PROS). 

Enquanto nos bastidores surge a conversa de que Beltrão pode sair do jogo, o ex-ministro, pelo visto, trabalha forte para ser o nome avulso a disputar o Senado Federal e ao mesmo tempo transitar por todos os grupos sem muitos problemas…
 

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Qual o sentido do Legislativo negar o aumento retroativo ao servidor? Lamentável!

Foto: Arquivo/Cada Minuto 02f20e26 932f 4748 ab4f 097329e363bb Assembleia Legislativa de Alagoas

Era para ter tocado nesse assunto aqui antes. Mas, nunca é tarde. 

O parlamento estadual votou, na terça-feira passada, 26, o reajuste de 2.95% para os servidores públicos ativos, inativos e comissionados de Alagoas. Um percentual menor que perdas inflacionárias se levarmos em conta a situação do país. Todavia, o possível, conforme o Executivo estadual.

O que chama atenção é o seguinte: o projeto foi encaminhado em maio para a Casa de Tavares Bastos, mas devido a trâmites processuais só foi votado em junho. Isto por si só trouxe prejuízos aos servidores, pois tiveram que aguardar dois meses sem o reajuste. 

Para tentar reverter isso, os deputados estaduais Bruno Toledo (PROS) e Francisco Tenório (PMN) apresentaram uma emenda simples e sem razões para maiores polêmicas, afinal era o óbvio: como o parlamento estadual não votou o projeto ainda no mês encaminhado, que o reajuste fosse retroativo a maio e junho, para que o servidor tivesse direito aos 2.95% em cada um desses meses, e não pagasse pela burocracia legislativa. 

A reflexão levantada por Toledo e Tenório é o justo. Mas, a maioria do parlamento estadual resolveu rejeitar a emenda, negando ao servidor o pagamento retroativo do reajuste a 1º de maio, que é data-base do funcionalismo. Bruno Toledo lamentou a decisão da Casa e culpou a bancada governista por uma “inércia”, quando sequer se mobilizou na busca pelo entendimento com o governo. 

O prejuízo ficou para o servidor. Como foi rejeitada a emenda para o reajuste do servidor, Toledo passou a votar contra a emenda concedendo efeito retroativo no aumento ao salário do governador e vice-governador. Afinal, não faz sentido conceder direito a uma categoria e a outra não. No caso do reajuste do salário do governador, é pela ampliação do teto, para que outros funcionários também tenham direito ao reajuste. 

É que neste caso, é gerado um efeito cascata em outras categorias do funcionalismo público, como delegados da Polícia Civil, fiscais de renda etc. É justo. 

Agora, fica uma pergunta que a bancada governista da Casa tem que responder: por qual razão negar o reajuste retroativo aos servidores? Não faz qualquer sentido. É como se a Casa provocasse a demora pela apreciação de uma matéria e depois não tivesse o menor interesse de buscar minimizar ou corrigir os impactos desse trâmite processual na vida das pessoas. Lamentável. 
 
Passada a etapa do Legislativo, o projeto segue para as mãos do governador. 

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PTC de Collor cai na real e senador deve voltar seu foco a Alagoas. E agora, Collor?

Foto: Isto È 913ab64f a071 4d97 8c61 e7283ecad322 Fernando Collor e Renan Calheiros

O pequeno PTC do senador Fernando Collor de Mello caiu na real: o nome de Collor para disputar a presidência da República não emplaca. Nem de longe, Collor é o “liberal” dos seus próprios discursos, em função de suas mais recentes posturas na política. 

Não é sequer o “outsider” do momento, e muito menos consegue crescer nas pesquisas ou se livrar do alto índice de rejeição. Collor é um dos homens do estamento, que esteve ao lado do governo petista e até tentou ser governador de Alagoas - em passado não tão distante - com os apoios do ex-presidente condenado Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT) e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). 

Ou seja: uma candidatura do senador Fernando Collor de Mello à presidência da República tinha tudo para ser um fiasco. Agora, o que o PTC busca, do ponto de vista nacional, é sua sobrevivência diante da cláusula de barreira. E isso é dito com todas as letras na nota divulgada pelo presidente da legenda Daniel Tourinho. 

Tourinho destaca: “A Direção Nacional do PTC possui duas grandes responsabilidades junto ao partido. A primeira, com a sobrevivência do mesmo”. Sendo assim, coligar é bem mais proveitoso do que apostar em um candidato que figura entre os “lanternas” do processo eleitoral e ainda tem uma rejeição enorme, conforme as mais recentes pesquisas. Sem contar que isso impacta em coligações regionais que o PTC possa ter pelo país. 

Para atingir essa sobrevivência, o PTC tem uma segunda preocupação - segundo Tourinho - eleger deputados federais, estaduais e senadores filiados ao partido. Deputado federal é questão vital para as legendas. Quando qualquer partido fala em eleger deputados federais, que o eleitor leia: “recursos do Fundo Partidário”. Na realidade é isso. 

Na prática, portanto, não são duas preocupações as de Daniel Tourinho, mas uma só apenas: a sobrevivência. 

Collor não contribuiria muito como candidato a presidente. É claro que isso nunca será dito em uma nota da Direção Nacional, já que o senador alagoano é uma das principais estrelas da legenda. 

Por outro lado, o comunicado surgir de forma “democrática”, enquanto uma decisão colegiada, é uma saída honrosa para Fernando Collor de Mello, possibilitando assim discurso para outros caminhos políticos, como caso queira disputar o governo do Estado. 

Afinal, pode dizer que desistiu da candidatura da presidência após uma avaliação do partido. 

Eis que o PTC tem mesmo que adotar sacrifícios pessoais e profissionais para, além de eleger nomes, ultrapassar a cláusula de barreira, obtendo mais de 1,5% dos votos válidos nacionalmente. 

Um dos passos para isso é soltar as amarras dos núcleos estaduais para que possam firmar suas coligações respeitando as diferenças regionais. 

E Collor nesse processo? Bem, o senador alagoano tem a opção de se recolher e olhar a banda passar, já que tem mais quatro anos de Senado Federal garantido, ou então entrar - ainda que indiretamente - no jogo para justamente armar seu xadrez político para o futuro. Collor, como sempre, é uma esfinge. 

O fato é que afora Collor só olhará para Alagoas. 

Recentemente, o senador manteve diálogos com o também senador Renan Calheiros (MDB). É claro que Collor olha para o grupo emedebista com toda atenção do mundo. Afinal, se o governador Renan Filho (MDB) se reelege, como apontam as pesquisas, ele terá pela frente mais quatro anos no Executivo e ao final do próximo mandato pode se lançar na disputa pela única vaga do Senado Federal. Bate de frente com Collor. Tudo indica que Fernando Collor de Mello desejará mais uma reeleição. 

Com este cenário, o que fará Collor? Pessoas próximas ao senador apostam que ele pode cogitar - diante do novo cenário - uma candidatura ao governo do Estado ou, pelo menos, ensaiar esse processo para pressionar os Calheiros. 

Collor terá força política para tanto? Difícil avaliar. 

Mas, se surgir, por exemplo, uma candidatura do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) ao governo, a presença de Collor é um nome a bagunçar o coreto e atrapalhar a vida de Renan Filho, que já se via sozinho na avenida eleitoral. Cria a existência de um segundo turno. 

Logo, a decisão do PTC pode resultar em impactos locais a depender do que Fernando Collor de Mello pense. Afinal, em matéria de grupos políticos, o senador do PTC sempre foi do bloco do “eu sozinho”. 

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