Vilela vai ao guia como candidato e tenta resgatar feitos de sua gestão

foto: arquivo/Cada Minuto 599152ea 1c85 4bc6 ab15 3bc449092104 Teotônio Vilela Filho (PSDB)

O ex-governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), já trabalha como candidato ao Senado Federal e - sem mandato eletivo - usa as armas que tem.  O guia eleitoral do partido é um bom exemplo disso. E para bom entendedor, meia palavra basta.

O PSDB de Alagoas poderia ter focado no prefeito de Maceió, Rui Palmeira, por dois motivos: 1) é a gestão atual de um virtual candidato ao governo do Estado de Alagoas; 2) daria visibilidade a um nome que declaradamente é oposição ao governo do Estado de Alagoas e capitaneia um grupo que quer ver a sua candidatura ao governo. Não o fez. 

O cacique Vilela preferiu - e óbvio que a decisão deve partir dele ou dos mais próximos a ele - investir em si mesmo, resgatando os feitos do governo estadual anterior ao de Renan Filho. É a segunda vez que a estratégia é utilizada. 

Na primeira, logo no início de setembro, Vilela foi ao guia para ressaltar a atração de indústrias, geração de empregos e investimentos em infraestrutura. Teotonio Vilela ainda apareceu no guia buscando novas filiações. 

Agora, em outubro, o foco foi Saúde. Também é estratégico. Afinal, recentemente, o governo de Renan Filho se viu alvo de críticas na pasta da Saúde, inclusive com uma Operação da Polícia Federal que atingiu em cheio o Executivo. Vilela fez o contraponto das gestões, ainda que sem citar o adversário. Na política não há ponto sem nó. 

Isso exclui a possibilidade de uma “aliança branca” entre Teotonio Vilela Filho e o senador Renan Calheiros (PMDB)? Claro que não! Mas isso busca mostrar um Teotonio Vilela vivo, seja nos bastidores ou diante dos holofotes. A estratégia política de Vilela - que é uma esfinge silenciosa que sabe mergulhar e reaparecer na política alagoana - está correta. Se, no mérito, as propagandas dizem a verdade ou não, aí é outra história. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Renan Filho alfineta Vilela: aquele ex-governador da “aliança branca” com Calheiros

Foto: Cortesia B1a26c3d 86ce 4da0 9762 29968d3c1bd5 Governador Renan Filho

Em um evento no dia de ontem, 09, como posto pelo CadaMinuto, o governador Renan Filho aproveitou para alfinetar o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e elogiar o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT). O assunto era a Educação. 

O governador lamentou que - segundo ele - Teotonio Vilela Filho não tenha feito manutenção nas escolas públicas estaduais. As falas foram durante o lançamento do programa “Escola da Hora”. 

O interessante é o momento em que essas declarações surgem. Justamente quando, nos bastidores, se fala de uma aproximação entre o ex-governador Teotonio Vilela Filho e o senador Renan Calheiros, em uma “aliança branca” para disputar o Senado Federal. 

Calheiros e Vilela sempre foram amigos pessoais, apesar da recente rivalidade política entre os grupos do qual fazem parte e, de certa forma, lideram. Mas, na história da política alagoana foram os senadores siameses, que se elegeram juntos para o Senado Federal em pleitos anteriores. 

Todos no mesmo estamento! 

A citação de Renan Filho, como registrado em matéria do CadaMinuto, é a seguinte: “De tempos em tempos o Estado tem sim que fazer a recuperação. O ex-governador Ronaldo Lessa, por exemplo, fez muitas recuperações, construções e reconstruções de escolas, mas depois dele ficou muito tempo sem recuperar as escolas em Alagoas e isso fez falta”.

O elogio a Lessa também não é de graça. O governador Renan Filho comemora ter conseguido trazer o ex-governador e atual deputado federal às bases do Palácio República dos Palmares. O PDT de Lessa deixará a Prefeitura Municipal de Maceió e deve ocupar uma das pastas do governo estadual. Renan Filho o avalia como um aliado importante para o cenário e 2018. 

Foi uma jogada que desfalcou a oposição. Do outro lado, está o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que pode ser candidato ao governo do Estado e confrontar Renan Filho nas urnas. Todavia, isso ainda é incerto, mesmo com os demais partidos da oposição - PROS, PP, PR e Democratas - pressionando Rui para uma decisão antecipada sobre seu futuro político. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

PT está próximo de retornar à base de Renan Filho em Alagoas

CM/Arquivo 1300459839ricardo barbosa Ricardo Barbosa

De acordo com uma matéria do jornal Tribuna Independente, assinada pelo jornalista Carlos Victor Costa, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Alagoas está muito próximo de retornar à base do governo estadual. 

PT e PMDB estiveram juntos em 2014, na eleição que levou Renan Filho (PMDB) ao governo do Estado. Porém, diante do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o Partido dos Trabalhadores rompeu com os peemedebistas locais em função da narrativa do “golpe”.

Mas, como o senador Renan Calheiros (PMDB) se posicionou -  depois do impeachment - como a principal oposição do presidente Michel Temer (PMDB) e foi o cicerone do ex-presidente condenado pela Justiça, Luis Inácio Lula da Silva (PT), em Alagoas, durante a caravana pelo Nordeste, as portas estão abertas para o retorno. O PT já tem o discurso! 

Vale lembrar que Renan Calheiros também saiu em defesa de Lula quando este foi condenado, em sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro. Lula aguarda o julgamento na instância superior. 

A reaproximação já não é novidade. Agora, se articula a volta ao governo do Estado. Em entrevista à Tribuna Independente, Ricardo Barbosa - que comanda a legenda em Alagoas - deve se reunir com Lula em breve para discutir o retorno à base de Renan Filho. 

Barbosa, entretanto, nega ter pedido secretarias. Quanto a Renan Filho, confirmando esse retorno, deve abrigar mais uma legenda no Palácio República dos Palmares. Afinal, o PDT já está de malas prontas para sair da administração do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), e ingressar no ninho peemedebista. 

Quem defende o retorno do PT à base do governo é o mesmo que defendeu seu rompimento na época do impeachment: o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT). Em 2016, Paulão foi candidato à Prefeitura de Maceió contra o PMDB, mas amargou uma derrota acachapante. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Dia 10: uma data na agenda de Renan Calheiros!

5a5aa234 1004 4507 af82 b25d9d123596 Renan Calheiros

Está marcado para hoje, dia 10, a análise de uma denúncia oferecida contra o senador Renan Calheiros (PMDB), no Supremo Tribunal Federal (STF). É um dos inquéritos que investiga o peemedebista-mor de Alagoas. 

Renan Calheiros é um dos alvos da Operação Lava Jato e alega inocência em todas as acusações que surgiram até agora.  

Neste caso, se a denúncia for aceita pela Segunda Turma da Corte, Calheiros se tornará réu em um processo penal. Vale lembrar que a Turma é formada pelos ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski. 

Na denúncia, o peemedebista é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Já comentei em detalhes aqui nesse blog. Além dele, também é alvo desse processo o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB). 

Ambos são suspeitos de receberem propina na forma de doação eleitoral. O montante é de R$ 800 mil. Renan Calheiros está confiante de que vai se livrar dessa, como mostrou as falas de seu advogado de defesa. No arquivo desse blog, está o que o advogado de Renan Calheiros disse. É aguardar!  

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Os bons pontos do texto de Célio Gomes: uma reflexão necessária!

860de523 286d 40a3 bc7a afdeaa7b5e17

Surpreendeu-me positivamente um texto publicado aqui no CadaMinuto pelo jornalista Célio Gomes. A sobriedade com que ele defende seu pensamento e ponto de vista abre espaço para um profundo diálogo sobre temas importantes que passam batido nas mais recentes matérias jornalísticas. 

Gomes o faz sem impor e, em regra geral, concordo com muito do que ele diz ali, sobretudo ao expor a hipocrisia de alguns baluartes do meio-artístico quando evocam, ainda que em entrelinhas, a defesa de algo do alto de suas ideologias. É o que faz quando cita, por exemplo, que o senhor Caetano Veloso, que surgiu indignado com a intolerância e a defesa da liberdade, mas quis banir biografias não-autorizadas. 

Na turba caetana, está Paula Lavigne que também queria que biografias tivessem aprovação do biografado, o que consiste em censura prévia. Ora, se alguém mentiu sobre o biografado, caluniou o difamou, há leis para isso. 

Caetano e Lavigne - no entanto - usam do discurso insípido e ideológico para acusar os outros de censura ao falar das exposições de “arte” (sim, eu uso entre aspas) que foram criticadas pela exposição de nudez à crianças (inclusive envolvendo uma menina apalpar um homem nu), além das “obras” promovidas pelo Santander, onde se falou em boicote, o que é diferente de censura. 

Tem muito a ver com o tal “acuse-os daquilo que você é”. 

Os textos mais sóbrios não quis impor censura a ninguém, mas sim colocaram pontos óbvios no debate: 1) o desrespeito para com a fé alheia (o que é diferente da crítica às religiões, que sempre existiram e sempre existirão nas artes e na literatura tida como científica, como nos livros de Richard Dawkins). Há milhões de obras rebatendo Dawkins, mas ninguém a censurá-lo. Eis a diferença. E se o desrespeito é previsto pelo Código Penal, as pessoas podem sim acioná-lo se sentirem ofendidas e que a Justiça julgue. Ela está aí para isso. Ela dirá se essas pessoas possuem razão ou não com base nos elementos técnicos do Direito; 2) a nítida promoção da sexualidade precoce envolvendo crianças nessas exposições, como objeto das “artes” e como visitantes. Natural que isso afronte os sentimentos e a cultura de um povo, independente de seus posicionamentos ideológicos. Estas pessoas estão no pleno direito de reclamar.

Fica claro que o que se esconde por trás dessas “artes” é uma agenda revolucionária de confronto de valores. E se não houvesse isso, quem quer chocar e ser polêmico deve saber que há um preço diante daquilo que confronta. E essas reflexões são minhas, não do jornalista. 

Ele expôs os pontos factuais riquíssimos desse debate. Eu que tomo a liberdade, agradecendo as reflexões que o texto dele trouxe, de ir um pouco além, mesmo sem saber se ele concorda ou não comigo. 

O ponto mais cirúrgico do texto de Célio Gomes está quando ele - no item 4 - cobra dos “arautos da onda de liberdade” a coerência. Onde eles estavam quando tentaram banir dos cinemas o filme O Jardim das Aflições? Acompanhei isso de perto e sei que, em algumas cidades (Maceió foi uma delas), a película só estreou porque pessoas se mobilizaram e solicitaram aos cinemas, mostrando que havia público. 

Tanto que na capital alagoana foram - salvo engano - três sessões lotadas. E Gomes fez o óbvio: assistiu o filme para poder falar dele, pelo que percebi. Constatou algo que há muito eu já falava: O Jardim das Aflições não é um filme nem direita, nem de esquerda, mas sim sobre filosofia e a consciência do ser que busca as origens de suas ideias em contraponto aos mecanismos que atuam sobre ele. Entre esses mecanismos, o Estado (o Leviatã) que quer legislar sobre tudo.

Concordo inteiramente com Gomes quando diz que classificar o filme como “direita e esquerda” é uma estupidez que alimenta ainda mais a intolerância do mundo em que vivemos. É possível admirar uma boa obra mantendo algumas discordâncias com ela. Por exemplo, um dos historiadores que mais admiro - Timothy Snyder (autor do belíssimo Terras de Sangue) - tem colocações e afirmações sobre política, na obra Sobre a Tirania - com as quais discordo, pois acaba comparando o atual governo americano a um proto-fascismo. Eu acho a comparação absurda. 

E aí, Célio Gomes traz exemplos geniais, como a tentativa de se amputar Monteiro Lobato ou as restrições feitas a Nelson Rodrigues por conta do “politicamente correto”; ou então por ser um “reacionário”. 

Tenho discordâncias com o que Gomes diz? Sim! Ele atribui uma história bonita nos movimentos de esquerda ao longo da História. Bem, tem pensadores da esquerda que leio até hoje e enxergo neles coisas muito válidas e críticas ao capitalismo que eu também faço, como a própria degradação dos valores por parte de uma “burguesia” (no sentido histórico) que foi relativizando valores em função do “fetichismo mercadológico ou científico”. Adorno fala isso. No mais, é um dos poucos pontos com os quais concordo com Adorno.

Mas, vejo uma história que é contrária à liberdade e que resultou no comunismo: a maior desgraça do século XX, como mostra Robert Gellately em A Era da Catástrofe Social. 

Discordo também quando ele diz que pastores, padres, crentes e coroinhas não podem ser levados a sério. O que determina se uma pessoa é séria ou não, não é a fé que ela professa nem a posição que ocupa dentro dessa fé, mas sim seu pensamento. Há padres que tem um trabalho filosófico impressionante, como Padre Paulo Ricardo, Dom Henrique Soares, religiosos como Scott Hahn e o professor Felipe Aquino. Não levá-los a sério, numa afirmação genérica, é cometer o mesmo erro de ignorar pessoas que possuem o que dizer ao explicar a relação entre moralidade (e não moralismo!) e uma sociedade sadia. 

É claro que há religiosos moralistas bufões que são verdadeiros sepulcros caiados, mas há os que sempre dedicaram suas vidas a defender um pensamento filosófico e teológico rico. Uma herança que vem desde a Idade Média, com Santo Tomás de Aquino, Santo Anselmo, Hugo de São Vitor e Santo Agostinho. É preciso separar as coisas e, obviamente, os fanatismos (como acerta Célio Gomes ao dizer isso). 

Não confundamos o falso moralismo com a filosofia moral ou a moralidade, que sempre estiveram presentes na filosofia até mesmo no Iluminismo, como em Kant e Leibinz. Não há aí uma filosofia resumida na “fé cega e na faca amolada”. Há um debate - muito bem posto por Viktor Frankl - que fala do “hiato ontológico” do homem, onde mostra que temos uma dimensão psicológica, biológica e transcendente (por isso ele chama de trinitária), de onde deriva toda as nossas reflexões sobre valores e a mudança desses com o passar do tempo. 

Claro que tudo isso pode ser questionado em um debate sadio, onde os lados se confrontam. Nada tenho contra o bom debate. Nada tenho contra quem diverge de mim. 

Por isso, concordo com Célio Gomes quando diz que “De longe, a exposição de Porto Alegre e o homem nu em São Paulo estão mais para oba-oba exibicionista do que para grande arte. Baboseiras como essas, planejadas exclusivamente para chocar, são tão comuns quanto entediantes”. E concordo com ele quando diz que “arte ruim” não pode ser tida como crime. Em essência é isso. 

Só que há fatos ali - independe de qualquer coisa - que podem sim ser questionados do ponto de vista jurídico. E aí, é com a Justiça. E isto não é censura. Se a exposição do “homem nu” fosse só para adultos, que esses adultos ficassem o apalpado, veria apenas como algo que não faz sentido e acabou. Nada além disso. É a forma como vi Macaquinhos e a mais recente exposição em que pessoas enfiam velas no ânus. Não vejo polêmica nem choque naquilo. Vejo apenas baboseiras do mundo pós-moderno onde qualquer coisa é arte. Ignoro e pronto. Não me choca. Lembro aqui de uma frase de Humberto Gessinger em uma de suas canções: “De tudo que é humano, nada me é estranho”. 

Mas, como afirmou a Dona Regina no Programa Encontro: o foco da discussão é a presença da criança. 

Por fim, quando é apenas arte ruim e artista medíocre, o jornalista está correto: não cabe censura ou agressão. Cabe, obviamente o direito à crítica e ao boicote por quem não quer ver aquilo. E isso é liberdade. 

O texto de Célio Gomes - independente dos pontos nos quais discordo (são muito poucos) - é corajoso. Aplaudo o jornalista por fazê-lo. Em tempos atuais, expor certas coisas é ter o estômago preparado para certas polêmicas vazias depois de se dizer o óbvio. E aguardar que os leitores mais revoltados passem a tentar classificar o que você diz como “direita” ou “esquerda” para só então descobrir se concordam ou discordam. Haja paciência! 

Justamente pela coragem de Gomes, sei que as discordâncias que aqui apresento serão vistas por ele como respeitosas e uma forma de entrar no debate. Para ser sincero, esse seria um café que adoraria tomar com o jornalista: conversar sobre o assunto, pois vi que posso ter muito a aprender com o que ele diz, já que estruturou seu texto em pontos numerados, de forma objetiva, onde caberiam muito mais reflexões. 

No mais, Célio Gomes me fez começar a semana com fé - não cega! - no jornalismo. Um jornalismo que não se esconde do debate e que busca outros ângulos para analisar os fatos e em primeira pessoa. Ou seja: com o autor assumindo a responsabilidade pelo que diz. Sem exageros em função de cores ideológicas (estejam elas onde estiverem), mas com o foco preciso no que realmente acontece, nos seus desdobramentos e no que inspira os acontecimentos. 

Obrigado, Célio Gomes. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Kátia Born: ao retomar aliança com Lessa pretende dar um “baque” no PSB de JHC

Tribuna do Sertão Beb63cb5 698a 4ba3 b104 84b8ede6e905 Secretária de Saúde de Palmeira, Kátia Born

A ex-prefeita de Maceió, Katia Born, e o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) voltarão a se encontrar na “esquina da História”. Após brigas com o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), pelo comando do partido, Born decidiu deixar a legenda. Sua nova casa será o PDT de Ronaldo Lessa. 

No passado político de Alagoas, Born chegou a ser apontada como sucessora de Lessa e era uma das figuras políticas importantes do grupo do ex-governador. Born foi prefeita de Maceió com o apoio de Lessa e esteve ao seu lado quando o deputado federal comandou o Executivo estadual. 

Apenas em 2006, quando Lessa rompeu com o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), o PSB de Katia Born optou por seguir naquele governo tucano, rompendo os laços com o pedetista. 

De lá pra cá, Born teve uma carreira distante dos cargos eletivos, mas sempre ocupando funções públicas em secretarias estaduais e municipais, como ocorre hoje em Palmeira dos Índios, na gestão do prefeito Júlio Cézar (PSB). 

Se Born fará ou não diferença no PDT em relação ao pleito eleitoral de 2018, aí é com a História. Há muito que a ex-prefeita não é testada nas urnas, ficando sempre nos bastidores. 

Nas eleições municipais passadas, apoiou uma terceira via em que se opôs ao deputado federal Cícero Almeida (Podemos) e o atual prefeito Rui Palmeira (PSDB). Ela apoiou a candidatura de JHC. Depois, o parlamentar do PSB virou um desafeto político. 

O reencontro político entre Katia Born e Ronaldo Lessa tem data para acontecer. A filiação terá “pompa e circunstância” na Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, no próximo dia 08, às 10 horas.  

A ex-prefeita pretende esvaziar o PSB, levando com ela mais de 200 ex-membros da legenda. 

Born até comemora o fato de 45 nomes do diretório do PSB deixarem o partido. Entre eles, o deputado estadual Inácio Loiola, que também irá para o PDT. JHC agora fica com o partido. 
 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A excrescência do Fundão contou com o apoio de deputados alagoanos

Foto: TSE F1b169a5 0279 4002 9ad5 ce656a6a5216 Urna Eletrônica

Reforma política no Brasil nunca é de fato uma reforma política, mas simplesmente um “arrumado” com o foco eleitoral e não na busca pela resolutividade da crise de representatividade que o país vive há tempos. 

A prova disso é que, mais uma vez, os políticos deram um jeito de passar os custos de campanha para as costas do contribuinte, que já paga por todo o establishment da República sem ter sequer serviços - que deveria ser a função primordial do Estado - de qualidade. 

Estado gigante, cidadão sufocado, mais corrupção e mais benesses aos políticos. É uma fórmula que tem sempre essa sequência. 

E lá vamos nós, rumo a pagar a conta no que depender dos políticos cheios de benesses. Desta vez, a Câmara aprovou a criação de um fundo eleitoral no valor de cerca de R$ 1,7 bilhão. Esta excrescência contou com o apoio de deputados federais alagoanos. 

Como se já não existissem rombos imensos pelo país que acabam pesando no bolso do pagador de impostos, diante da carga tributária absurda que temos. Mais uma vez, a reforma política não passa de um engodo. 

Oito parlamentares participaram da votação. Arthur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PRP), Paulão (PT) e Ronaldo Lessa (PDT) votaram favoráveis ao fundo eleitoral. Estes são os que querem que o Estado meta a mão no seu bolso para custear campanhas, com a desculpa de combater a corrupção. 

Votaram contra os deputados federais Cícero Almeida (Podemos), Givaldo Carimbão (PHS), Pedro Vilela (PSDB) e Rosinha da Adefal (Avante). Apenas João Henrique Caldas, o JHC (PSB), não participou da votação. 

Agora, o texto segue para o Senado, que deve apreciar a matéria amanhã devido o prazo eleitoral.  Se os senadores derem o “ok”, o que teremos é um fundo bilionário para financiar campanhas. Dinheiro dos brasileiros que vai pelo ralo por meio dos partidos políticos. 

Este é um voto que deveria envergonhar quem foi a favor dessa excrescência, repito! 

Estou no twitter: @lulavilar
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Podemos oficializa Omar Coêlho no comando da legenda em Alagoas

Assessoria 14073346879543 Omar Coelho em campanha para o Senado

O Podemos oficializou o seu diretório em Alagoas. O comando da legenda fica com o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coêlho de Mello - que era um dos quadros do Democratas. 

Coêlho disputou o Senado Federal nas eleições passadas pelo Democratas e pretende se candidatar ao mesmo cargo no próximo pleito de 2018. Mas, não é o único nome da legenda com essa pretensão. Também busca esse espaço o vice-presidente do Podemos, Rafael Tenório. 

A legenda já contará com um deputado federal: Cícero Almeida, que deixa o PMDB do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho. 

No cenário eleitoral, o partido ainda não tem grupo definido. O objetivo principal é garantir um palanque à candidatura do senador Álvaro Dias à presidência da República. 

Além de Coêlho e Tenório, passam a fazer parte da direção do Podemos Tutmés Toledo Gomes, Roberto Cordeiro, Gilberto Irineu, Richard Manso, João Carlos da Rocha Basto, Augusto de Oliveira Galvão, Janaína Galeno, Daniel Pimentel e Ana Luzia Cavalcante Manso. 

O nome de Rafael Tenório já tem aparecido em algumas pesquisas eleitorais, ainda que em “situação tímida” quando comparada aos líderes de intenções de votos. Tenório - inclusive - aposta na boa fase do CSA como um “cabo-eleitoral” importante no processo do ano que vem. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

PDT de Lessa pode indicar secretaria de Turismo de Renan Filho

Foto: Arquivo / Cada Minuto Dd08f1cd f18d 457a ac09 82566cbab75b Israel Lessa

O PDT deve assumir - nos próximos dias - o comando da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) no governo de Renan Filho (PMDB).  

É o “preço” da “virada de casaca” do deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), que deixará os espaços na Prefeitura de Maceió para fazer parte da base do Executivo estadual.

O martelo está praticamente batido. Inclusive, segundo bastidores, Ronaldo Lessa gostaria de emplacar na gestão de Renan Filho o nome do ex-superintendente regional do Trabalho, Israel Lessa. A mudança desagrada alguns pedetistas que perderão seus cargos, muito provavelmente, na gestão de Rui Palmeira (PSDB) e não serão contemplados no governo estadual. 

Na gestão de Maceió, o PDT tinha duas secretarias: Esporte e Trabalho. Rui Palmeira já tem dito que não dá para o partido de Lessa “jogar” nos dois governos, ainda mais diante de como se desenha o quadro para as eleições de 2018, onde é grande a possibilidade de Palmeira enfrentar Renan Filho nas urnas. 

Renan Filho já conta com o PDT em seu governo. Em sua mais recente entrevista à imprensa (como mostrei no blog) comemorou a chegada do deputado federal, que considerou uma liderança política importante, além de um aliado “chave”, já que Lessa coordena a bancada federal em Brasília. 

Resta saber como Rui Palmeira pretende recompor seu governo. O prefeito de Maceió pretende atrair novos aliados ou compor com os que já fazem parte de sua base. Há ainda a possibilidade de quadros mais técnicos e menos políticos. 

Se de um lado o nome de Israel Lessa é cotado, do outro se fala na possibilidade de um pedetista que já se encontra no governo Renan Filho assumir a pasta. Trata-se de Rafael Brito. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Estadão: Marx Beltrão de malas prontas…

ABN/Arquivo E49f2c66 efee 4081 94ef 97fc3eecf1e9 Ministro Marx Beltrão

De acordo com reportagem do Estadão, o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB) já está de malas prontas para se filiar ao PSD e assim adotar uma estratégia diferente para sua candidatura ao Senado Federal. 

Vale lembrar que, em passado recente, o PMDB do senador Renan Calheiros - que é candidato à reeleição - emitiu nota oficial dizendo que Marx Beltrão teria a legenda para a candidatura, em uma dobradinha. 

Na prática, Marx Beltrão seria no máximo um “segundo nome” do partido, já que toda a estrutura do PMDB em Alagoas tem duas prioridades claras: a reeleição do governador Renan Filho e o retorno de Renan Calheiros ao Senado Federal. 

Beltrão é - no papel! - um aliado dos Calheiros, mas vem mantendo diálogos com o grupo opositor. Tem uma aproximação com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella (PR) e com o grupo do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que é tido com o principal rival político de Renan Filho. 

Segundo o Estadão, a mudança de partido de Beltrão já tem o aval do ministro Gilberto Kassab. Em Alagoas, Beltrão comanda os destinos do PSD desde a eleição passada, quando o partido fez parte da coligação que elegeu Renan Filho ao governo do Estado. Logo, não há surpresa. 

Agora, é só aguardar a janela para mudanças partidárias. Com um partido em mãos - caso ocorra mesmo a troca - Beltrão terá maior liberdade para discutir seu destino político e formar até seu próprio grupo. 

Do lado opositor, Rui Palmeira (PSDB) também pode deixar o “ninho tucano” e ir para o Democratas, em função de uma possível aliança entre o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB). 

O grupo político de Rui quer que ele dispute o governo do Estado, mas o prefeito ainda mantém silêncio quanto ao seu futuro. Do lado dele estão Maurício Quintella, o senador Benedito de Lira (PP) e outros partidos, como o PROS e o  Democratas. O PDT deve deixar a base de Rui Palmeira e ingressar de vez no bloco de Renan Filho, como já dito nesse blog. 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com