Blog do Marques
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José Marques, é santanense, professor e advogado.

Postado em 04/02/2017 às 21:29 0

Campus Party Brasil: uma experiência que precisa ser vivida!


Por José Marques

Chegou ao fim o maior evento sobre tecnologia e inovação do país, foram dias intensos com muitas palestras, workshopping, campeonatos, hackathons, batalha de robôs, promoções, entre muitas outras atividades.

Para se ter noção do tamanho da programação da Campus Party Brasil 10 (CPBR10), foram 700 horas de conteúdo, 9 palcos temáticos (empreendedorismo, ciência, entretenimento e outros temas), the big hackathon com 100 horas de desenvolvimento e 40GB Internet cabeada de alta velocidade.

“Hackathon é nada mais que uma maratona de programação. Vem do inglês “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). O evento reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona de programação, com o objetivo de desenvolver uma solução tecnológica com uma finalidade específica ou projetos livres inovadores.”

Bom, cheguei em São Paulo para participar da CPBR10 na segunda, dia 30 de janeiro, porém o evento em si só começaria no dia seguinte (31) e findando no dia 05 de fevereiro. Essa edição é especial, pois é a comemorativa de 10 anos de existência.

Desde quando ouvi pela primeira vez falar sobre a CPBR, fiquei muito interessado em participar como campuseiro. Porém, através do meu querido amigo palmarino Cláudio Caique, que me convidou e incentivou a submeter minha palestra sobre violações dos Direitos Humanos nas redes sociais para fazer parte da programação oficial da CPBR10. Foi aprovada.

A minha primeira vez na CPBR, foi como palestrante e campuseiro.

Tive a oportunidade e alegria de conhecer pessoas de diversos Estados brasileiros, como Brasília, Pernambuco, Minas Gerais, Ceará, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro...

Além do conteúdo oferecido pela CPBR, penso que a maior atração é a possibilidade de conhecer pessoas diferentes, porém com o “mesmo objetivo”, fazendo assim, novas amizades, contatos profissionais (várias reuniões ocorreram!) e até encontrando o amor de suas vidas (já houve casamento em edições anteriores, esse ano houve um pedido de casamento).

Vi no semblante de vários jovens uma alegria contagiante por estarem aqui na CPBR10, alegria rara de se encontrar por aí. Muitos esperam o ano todo só para poderem compartilhar dessa semana mágica. Não consigo encontrar palavras para explicar essa alegria que encontrei nos olhos de muitos aqui.

Vi muitos deles durante a madrugada com suas brincadeiras, como por exemplo: correrem com cadeiras sobre a cabeça e literalmente perturbando o sono daqueles que dormiam pelos sofás e puffs espalhados pelo Centro de Exposições: “Não vai dormir!”.

Não tem como não esquecer seus “gritos de guerra”, oriundos de memes, como o “OooooOOooooOOoooooOOOOo” (uma das versões de sua origem é referência ao episódio do Pica-Pau das quedas d’águas) e “Próximoooooo” (meme original da CPBR, onde determinada funcionária de algum restaurante, com uma cara não muito amigável ficava dizendo “próximo” de forma peculiar e que caiu nas graças dos campuseiros). Ouvi todos dos dias e todas as horas e minutos... Isso fica na sua cabeça!

Para muitos que não estão conectados a essa experiência podem achar que é a maior tolice do mundo, para eles, e eu concordo, não é. São momentos que ficarão marcados no coração, ou melhor, na alma de cada um deles para sempre. Fazendo com que muitos não resistam e derramem litros de lágrimas toda vez que lembrem da CPBR.

O evento é para todos, não importa a idade ou qualquer outro atributo que muitos insistem em criar para separar e dividir, vi meninas (que farei um post específico sobre as garotas gamers e o preconceito que elas passam!), meninos de todas as idades e características possíveis e imagináveis.

A CPBR é para todas as tribos e o melhor de tudo aqui todos convivem uma semana em plena harmonia, sem preconceitos, onde todos podem ser quem são ou quem querem ser.

Esse espírito da CPBR levarei comigo para todo o sempre.

Outra ideia fantástica são as comunidades de campuseiros (fui muito bem recebido pela família Távola Quadrada) que são grupos fomentadores e agregadores do evento. São verdadeiras famílias que se ajudam no evento com todo suporte possível. Eu tenho a certeza que fiquei na melhor de todas e de todos os tempos. Aqui deixo meu carinho a todos que são (eu sou!) da Távola Quadrada.

Bom, para o texto não ficar muito grande, vou terminando por aqui, dizendo que se você gosta de tecnologia, empreendedorismo, ciência, redes sociais, internet, cultura Nerd (ou cultura POP, como bem me lembrou pelo twitter o amigo @OEdGama), você PRECISA conhecer a Campus Party. PRECISA SER CAMPUSEIRO!

SEJA CAMPUSEIRO!

Outros textos virão frutos da CPBR10!


Postado em 04/01/2017 às 13:35 0

A problemática da intolerância religiosa


Por José Marques

No mês de setembro de 2016 a mãe de santo Cristiane de Ogum, foi baleada durante uma festa religiosa em Maceió. Após uma discussão, uma pessoa que se apresentava com evangélico, efetuou um disparo de espingarda calibre 12 contra o portão da casa do pai de santo Jamerson Alves e acabou atingindo a mãe de santo, que estava sentada dentro da residência e de costas para o portão.

Quando menos esperamos nos deparamos com uma história como o da mãe de santo Cristiane de Ogum, vítima da ignorância e da intolerância religiosa tão presente em nosso país, conhecido por ser de todos e para todos, quando na prática, sabemos que não é bem assim.

O assunto é tão gritante que foi até tema da redação do Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Milhares do jovens em todo país foram convidados a discorrerem sobre este espinhoso assunto, que muitos, infelizmente, insistem em (pasmem!) negar.

Como bem sabemos o inciso VI do art. 5º da Constituição Federal diz que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, nos mostrando que o nosso país está sedimentado entre tantas liberdades, na de crença.

Liberdade aqui exposta que passa pela possibilidade em escolher, aderir, mudar ou permanecer e a liberdade de não ter religião, crer ou não crer, acreditar ou não acreditar. Cada um guiado conforme seu íntimo e (a não) fé.

Ao falar de intolerância religiosa transitamos por caminhos difíceis, onde o fanatismo e radicalidade caminham lado a lado do transcendental, porém inúmeras vezes o fanatismo religioso, na crença da posse absoluta real e concreta da verdade, faz com que persigam, apedrejem e até matem aqueles que não crêem em sua verdade.

Helio Gallardo, no seu livro Teoria Crítica – Matriz e Possibilidades de Direitos Humanos, ao falar de tolerância, afirma que “tolerar é compatível com julgar”, sugerindo que o melhor caminho é o reconhecimento e acompanhamento, pois “tolerar põe frente a frente indivíduos diversos. Reconhecer e acompanhar supõem a produção conjunta das diversidades.”

Lembra ainda o professor da Universidade da Costa Rica, “a tolerância implica que um se sente já sujeito diante do outro. Por isso, a tolerância pode incutir medo do outro (...), e esse medo pode convocar a violência”. Finaliza com grandiosidade, “por sua raiz latina, ‘tolerar’ significa sofrer com paciência. Como se sabe, a paciência também tem limites. O reconhecimento, ao contrário, supõe que eu me assumo vulnerável com o outro, não diante dele. Por isso, eu o acompanho, para podermos produzir juntos com nossas diferenças”.

A tolerância já não é mais o suficiente para convivermos com as diferenças, sejam elas religiosas ou de qualquer outra natureza. O passo que precisamos dar é o da transmutação da tolerância para o reconhecimento e acompanhamento.

Enquanto não alcançamos esse degrau, precisamos no mínimo conviver com respeito e bom senso à pluralidade que nos cerca, sem o intuito de impor ao outro a minha verdade.

Intolerância religiosa é um crime de ódio que atinge o íntimo transcendental do ser humano, ferindo a sua dignidade e claro, a sua liberdade.

Em Alagoas tem mais um caso de intolerância religiosa que precisamos recordar sempre, para que não se repita jamais. Em 1º de fevereiro de 1912, terreiros de culto de matriz africana da capital alagoana, foram covardemente atacados por pessoas armadas, que se denominavam Liga dos Republicanos Combatentes, objetos sagrados e paramentos foram queimados em praça pública, tal episódio ficou conhecido como a “Quebra de Xangô”. Em 2012, o então Governador Teotônio Vilela, pediu perdão oficial pelo ocorrido há 100, na época.

Exemplos, infelizmente, são muitos, basta lembrar que no ano de 1995, um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus ficou conhecido depois de ter chutado a imagem de Nossa Senhora Aparecida em rede nacional, atribuindo diversas características ofensiva a fé de milhares de brasileiros. Outro caso, protagonizado pelo apresentador da Band, Luiz Datena, que atribuiu à “falta de Deus” em determinado caso que apresentava no seu programa, onde afirmou que ateu não teria limites e por isso “a gente vê esses crimes por aí”. Em 2015, no Rio de Janeiro, uma menina de apenas 11 anos, do Candomblé, foi apedrejada na cabeça e insultada por homens que seguravam Bíblias na mão, supostamente pertencentes a religião cristã evangélica neopentecostais.

Os exemplos citados são os mais conhecidos, porém, ao fazer uma simples pesquisa sobre intolerância religiosa na internet, você encontrará fácil notícias sobre o tema em todo o mundo.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos, divulgou recentemente que o número de denúncias de intolerância religiosa aumentou 3.706% nos últimos cinco anos. Em 2011 foram recebidos, pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, através do Disque 100, 15 denúncias, já em 2015, foram registrados 556 casos de intolerância.

No Dia Internacional da Tolerância, 16 de novembro, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, lembrou que “em um mundo marcado pela diversidade, a tolerância é um pré-requisito para a paz”. O que nos cabe muito bem, pois a busca pela paz e a convivência harmoniosa é a meta para uma sociedade saudável e justa.

Completa Irina Bokova, “devemos dizer outra vez que a tolerância não é a aceitação ingênua ou passiva da diferença: é uma luta pelo respeito aos direitos fundamentais. A tolerância não significa relativismo ou indiferença. É um compromisso renovado todos os dias, para buscar na nossa diversidade os laços que unem a humanidade”.

O nosso desafio, enquanto amantes do Direito, é saber aperfeiçoar os mecanismos de prevenção contra a intolerância religiosa e outras violações aos Direitos Humanos. Para que situações tão primitivas e deploráveis não aconteçam mais com tanta frequência como vemos em pleno século XXI.

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Postado em 12/07/2016 às 01:46 0

54ª Festa da Juventude. Ou, Quase houve a Festa da Juventude em 2016


Por José Marques

Fonte: Internet

A Festa da Juventude de Santana do Ipanema – Alagoas, já é tradicional e consolidada na região, sendo uma das festas populares mais esperadas do sertão alagoano todos os anos. A festa movimenta financeiramente toda a cidade santanense e as cidades próximas, que com a superlotação já conhecida acabavam absorvendo todos aqueles que buscavam curtir a “maior festa jovem de Alagoas”.

O comércio local ficava agitado, todos ganhavam, do supermercado ao mercadinho de bairro, das lojas de roupas até os muitos salões de beleza. A festa somava-se ao início do novenário da padroeira da cidade, Sant’Ana, o que deixa Santana do Ipanema em plena efervescência econômica.

Em 2016 a festa aconteceu (será?!) não nesse clima, mas numa situação de crise, está reflexo da nacional, mas não somente, a crise administrativa municipal ficou nítida no tamanho e organização da tradicional festa.

Quem era de fora e estava na cidade pela primeira vez, ouviu diversas vezes e de inúmeras pessoas a seguinte frase: “não foi a melhor época, isso aí não é a festa da juventude!”

O prefeito Mário Silva, que não deixará uma boa e orgulhosa marca na história municipal, ao anunciar numa rádio da cidade a programação justificou a “forma simples” da festa devido às dificuldades que os municípios do Brasil enfrentam no momento. Eu acredito no prefeito, inclusive, tenho plena certeza que o fornecimento de energia elétrica que foi cortada recentemente de algumas repartições públicas, inclusive da Prefeitura, não foi culpa da sua administração “iluminada”, mas sim, da Dilma, do Lula, do PT e do Obama e seu imperialismo maldito.

É claro que sabemos qual a real situação que o país vive e as dificuldades econômicas dos municípios, não negamos isso, como também defendemos que seria imoral realizar um mega festa da juventude gastando milhões de reais enquanto servidores públicos, por exemplo, estão sem ter o reajuste acordado cumprido e algumas verbas devidas não depositadas, entre outras reivindicações justas e ignoradas. Não duvido que se existisse uma administração transparente e objetiva, a população entenderia uma festa menor.

Mário Silva virou prato cheio para seus adversários nesse ano eleitoral, tornando-se o melhor cabo eleitoral daqueles que almejam a principal cadeira da cidade de Santana do Ipanema. Sua gestão é conhecida e comentada em todo Estado e a crença da reeleição não passa de um sonho, e como disse certa feita um pensador: os sonhos são inimputáveis.

Espero que Santana do Ipanema, minha terra, possa viver novamente dias melhores e com boas ideias para superar as dificuldades que estamos vivendo com a crise dos municípios e a nacional. Em 2017, seja lá quem for o novo gestor, torcemos por competência e paixão pela cidade, que não transforme a prefeitura em puxadinho da sua residência, mas sim, tenha em mente o respeito incondicional pelos princípios da administração pública.

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Postado em 19/04/2016 às 02:07 0

Quanto vale uma amizade?


Por José Marques

Vivi algo interessante no dia de ontem. Como todos sabem, ontem foi mais um dia histórico para o país, onde os deputados federais votaram pelo impeachment da presidente Dilma. Até aí tudo bem, estava tudo seguindo os conformes, os deputados com seus discursos preparados para o programa eleitoral de 2016 e 2018, outros com uma leve problemática de convivência com o plural e outros com discurso exaltados enaltecendo torturadores e assassinos, velhos conhecidos da história do Brasil.

Eu sabia que esse processo todo pelo qual o país vem vivendo é fértil para a divisão entre azul e vermelho, honesto e desoneste, decente e indecente, conivente com a corrupção e não conivente, homens de bem e homens que querem o fim da família tradicional brasileira... Traduzindo, o cenário perfeito para rotular e segregar aqueles que não pensam da mesma forma que eu.

Nesta vibe agradável da intolerância, um amigo ficou extremamente incomodado ao ter interpretado, na sua radicalidade recém adquirida, uma defesa exagerada da minha pessoa pelo Partido dos Trabalhadores, que não interessa se voto ou não, dizendo que eu era conivente com tudo pelo que o país estava passando entre outras alegações.

Ao manifestar minha posição sobre o impeachment através do Congresso Nacional, percebi o seu desgosto total. Senti que um dos meus amigos mais aberto ao diferente, ao contraditório, que tinha orgulho em buscar conhecimento em vários lugares, culturas, religiões e pessoas, estava caminhando para um lugar antes nunca imaginado que seria percorrido.

Uma amizade foi desfeita, não por minha parte, ainda tenho imenso carinho e amizade por ele, estarei sempre aqui que precisar, mas por posicionamento político interpretado de forma equivocada, nada como a embriaguez dos extremos para embaraçar nossa visão da realidade.

Perdemos a oportunidade de vivenciar cada vez mais pessoas que amamos devido ao afastamento natural da nossa vida, trabalho, família, estudos e tantos outros motivos, porém quando o reencontro acontecia, a intensidade da escolha pela amizade se fazia real e tudo ficava claro, de como o mistério divino de se manifesta no outro.

Por menos intolerância, por mais amor, por mais verdades, por mais bandeiras, por mais cores, por mais abraços, por mais crenças, por mais lentes, por mais possibilidades, por mais amizades, por mais, mais, mais, mais... Onde todos possam conviver em paz e harmonia, respeitando todas as diferenças, mesmo não concordando com elas.

Esse não pode ser mais um texto que caia na ideia do mundo que nunca virá...

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Postado em 12/01/2016 às 23:40 0

Almoço global


Por José Marques

Numa terça à tarde, o sol queimava como de costume em Maceió, tudo estava dentro da normalidade. Quando o relógio acusou 12h00, uma das horas mais sagradas do dia, saí do escritório, deixei salvo a petição que estava fazendo e fui almoçar no restaurante Zeppelin, que fica exatamente por trás da loja Americanas, na praia da Avenida.

Com um clima agradável e ambiente pop, ornado com quadros de artistas da MPB, a comida servida não surpreenderia ninguém de tão boa que é. Andando pela tradicional Rua da Praia a fome juntamente com o calor já me convidavam para um rápido desmaio. Graças a Deus, cheguei!

- Boa tarde, moça. Qual o prato de hoje?

- Temos massunim, galinhada, sarapatel...

- Massunim, sem dúvida alguma e uma Coca-Cola bem gelada, por favor.

Estava tudo dentro dos conformes, comida boa e bem temperada, exagerei no azeite com pimenta e com o vinagre na salada. Um artista local dava um show com seu violino tocando as clássicas até as populares. Agradou quem estava lá.

Quando menos esperava entrou um grupo para almoçar, um rapaz sentou no canto da parede perto do freezer tinha um rosto familiar. Já vi este cabra em algum lugar. Olhando para todos que lá estavam, percebi que não estava sozinho com esse questionamento. Uma senhora que estava na mesa ao lado da minha, comentou discretamente com o marido.

- Vixe, olha aquele ator da Globo.

- Esse povo da Globo só anda com muita gente do lado.

- Será que é ele mesmo?

Estava no meu cantinho, quieto com minha segunda Coca-Cola e o pudim de sobremesa. Pensei comigo mesmo, só pode ser aquele ator da Globo. Aquele que aparecia direto no Vídeo Show, não nessa versão com a Monica Iozzi, mas a anterior. Qual era o nome dele mesmo?

Cada um que entrava olhava indiscretamente para mesa onde estava o ator global. Ainda pensei em perguntar a dona do estabelecimento se aquele era mesmo quem eu estava pensando. Não perguntei.

Pedi a terceira Coca-Cola e já estava com a certeza que o ator era o ator que estava pensando, mas que não lembrava o nome. Por aí já havia enviado um milhão de mensagens para os grupos de WhatsApp que faço parte perguntando se haveria alguma apresentação de teatro ou algo parecido hoje em Maceió. Ninguém respondeu.

Quando começaram a pagar a conta, fiquei atento. Vou tirar uma foto. Quando terminaram o pagamento e já estavam direcionados para porta de saída que é a mesma de entrada...

- Meu querido, posso tirar uma foto com você?

- Comigo?

Percebi na hora que tinha tomado a Terceira Coca-Cola em vão!

- Sim, sim. Você é a cara de um ator da Globo...

- Sidney Sampaio!

- Esse mesmo. Cara é um bom ator.

Já tinha certeza absoluta que ele não era quem eu imaginei ser e que não sabia nem o nome, muito menos imaginava. Mas como a vergonha já estava latente...

- Bicho, você é a cara do cara. Vou tirar uma foto com você e mandar no grupo aqui.

- Tranquilo.

Click.

- Obrigado e sucesso.

- Até mais.

Quando foi embora, sentei, terminei a minha Coca-Cola, paguei a conta e voltei para o escritório rindo da vergonha que passei.

Deixa eu trabalhar que ganho mais.

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Postado em 27/12/2015 às 01:18 0

É Natal!


Por José Marques

Chegamos no período onde buscamos diminuir o ritmo e refletir tudo que fizemos durante todo o ano, o que construímos e o que destruímos, o que cativamos e o que afastamos, se fomos felizes ou infelizes, se vivemos ou simplesmente empurramos com a barriga mais um ano da nossa existência.

Não é piegas olhar para trás e identificarmos cada ponto elencado e outros tantos que dizem unicamente a cada um que por ventura decidiu ler esse texto com título comum para o momento.

Vivemos tempos em que os extremos cada vez mais se distanciam e cegam com suas fortes luzes tantos quantos buscam a luz no fim do túnel. Esquecemos, quase sempre, que essa luz brota do nosso coração a cada amanhecer nos convidando para iluminar onde estivermos. “Floresça até mesmo sobre a rocha!”

O fantástico é que essa luz é tão verdadeira que diferentemente das luzes artificiais, não buscam ofuscar as luzes que brotaram de outros tantos corações espalhados por aí.

A meta é não impor a sua luminosidade sobre as demais, imaginando que é a única luz capaz de iluminar e guiar nos caminhos mais escuros da vida, mas sim, mostrar todo o esplendor presente em cada ser humano e suas incontáveis possibilidades de transformar o mundo a partir de suas particularidades e peculiaridades.

Que neste Natal a nossa luz brilhe mais forte e ilumine os nossos passos na longa e apaixonante trilha da vida, nos possibilitando enxergar no outro a sua verdadeira luz.

Iluminemos o mundo!

Feliz Natal,

Dezembro de 2015

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Postado em 30/11/2015 às 15:53 0

Bienal do Livro em Alagoas e a busca pela leitura!


Por José Marques

Terminou ontem a 7ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que ocorreu no Centro de Convenções Ruth Cardoso, nos dias 20 a 29 de novembro e não tenho dúvida alguma que foi mais uma vez um sucesso de público.

Sempre ouvi reclamações de amigos que em Alagoas a vida cultural e intelectual não é muito intensa, diziam: não temos uma livraria, não temos boas peças teatrais constantes, não temos bons shows, etc.. Hoje temos boas livrarias (e chegando mais!), boas peças teatrais e bons shows.

A Bienal do Livro é um excelente exemplo do interesse do alagoano pela leitura e pelo enriquecimento cultural. Vi pessoas de todas as idades andando pelos corredores e atentamente olhando os estandes de cada editora expositora. Essas mesmas pessoas, muitas vezes encontraram velhos amigos ou fizeram novas amizades só com o simples comentário sobre algum livro específico.

Os autores alagoanos fizeram a festa, vários lançamentos promovidos pelas editoras e aqui quero destacar duas delas, a EDUFAL e SWA Instituto.

A EDUFAL, editora da Universidade Federal de Alagoas, apresentou no estande diversos livros dos nossos autores e promoveu outros tantos lançamentos como dos livros dos professores e amigos Ronaldo Ferreira de Araújo, Sávio de Almeida, França Jr., Sérgio Coutinho, Bruno Leitão e das professoras Elaine Pimentel e Ruth Vasconcelos.

A SWA Instituto, editora de Santana do Ipanema e capitaneada pelo visionário José Malta Neto, preencheu toda sua programação com lançamento de livros de autores sananenses, entre eles Lúcia Nobre, João do Mato, Silvano Gabriel, Pe. José Neto, Tobias Medeiros, Bartolomeu Barros e do jovem Éverton Lacerda.

O Instituto SWA promove, além da edição de livros, eventos no sertão com o intuito de promover a leitura com as crianças do ensino público sertanejo. Além de divulgar o amor pela leitura, divulga também, os autores santanenses e suas diversificadas produções.

Tudo isso e muito mais na Bienal à disposição de todos que por ali passassem e tivessem a curiosidade em conhecer novas possibilidades de produção literária.

A VII Bienal Internacional do Livro de Alagoas terminou com saldo positivo, deixando nos corações de todos que participaram o gostinho de quero mais.

Já esperando a próxima edição.

Que venha 2017!

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Postado em 22/10/2015 às 22:49 0

Circuito de Design - Despertando a criatividade


Por José Marques

Meus caros leitores do Blog do Marques, quero compartilhar com vocês um evento que ocorrerá agora no início de novembro na Faculdade Maurício de Nassau, voltado para a turma de Design, com o intuito de fomentar cada vez mais a criatividade, que é matéria prima da atividade.

Então, fica a dica e segue o texto convocatório para o evento:

Atiçar a curiosidade, “levantar a lebre”, fomentar a criatividade, despertar a paixão. Estas são algumas expressões que definiram o Projeto Circuito de Design, em sua fase de concepção. Por que falar de Design é algo sem fronteiras, por que o Design está em tudo, e tudo tem Design.

Nos dias 04, 05 e 06 de novembro, Maceió vai “respirar” Design. Tecnologia, inovação, web, mercado, futuro, tendências, esses e muitos outros temas estão na pauta das palestras e oficinas que serão ministradas por Designers e Publicitários de renome nacional e internacional, no grande encontro de estudantes e profissionais deste universo tão fascinante.

A cultura do Design enquanto ferramenta de difusão do conhecimento estratégico vem como um celeiro criativo de novos temas e abordagens, ambiente propício para a troca de idéias e implantação de novos conteúdos e teorias.

Um dos palestrantes principais do evento é o capixaba, Pedro Panetto, que atua como designer e palestrante sobre os temas ligados a área. Ele virá diretamente de Vitória, Espirito Santo, pela primeira vez em Maceió, compartilhar experiências e ministrar além das palestras, oficinas com os participantes do evento.

A ideia é promover um aumento na comunicação e troca de informações entre todos os alunos e profissionais participantes através de conteúdo na medida certa e a divulgação de atividades e estratégias e inovadoras, relatando trajetórias de sucesso e vetores de mercado.

O evento terá distribuição de brindes e sorteio de cursos complementares de parceiros e apoiadores do circuito.
Será um prazer recebe-­lo no nesse circuito.

Queremos junto com você desenvolver e difundir ainda mais o Design!

#VemProCircuito

Serviço:
Circuito de Design
Dias 4,5 e 6 de Novembro às 15h
Local: Faculdade Maurício de Nassau, Unidade Ponta Verde
R. Prof. Sandoval Arroxelas, 239 ­ Ponta Verde, Maceió ­ AL
Telefones para contato (82) 3036­2299 / 99677­1333 / 99967­9373 / 99921­6447

Informações:
Site: www.eventick.com.br/circuito-de-design
Redes Sociais: www.fb.com/circuitodedesign


Postado em 11/09/2015 às 00:14 0

Lançamento do livro Notas de História Da Igreja nas Alagoas


Por José Marques

Participei hoje a noite do lançamento do livro Notas de História da Igreja nas Alagoas, do professor filósofo, teólogo, historiador e escritor Álvaro Queiroz que ocorreu no Shopping Maceió, no estande montado pela Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) juntamente com a Imprensa Oficial Graciliano Ramos.

A exposição de livros começou no dia 08 e vai até o dia 13 deste mês, na praça de eventos da expansão. Com uma programação intensa com diversos lançamentos de livros e contação de histórias, o estande é um convite irrecusável para conhecer a riqueza literária acadêmica produzida em terras alagoanas.

O livro do professor Álvaro, que é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, vem contar a história da Igreja Católica em lagoas, com base em pesquisas profundas em diversos acervos e arquivos.

O livro foi prefaciado pelo professor da UFAL, Anderson de Alencar Menezes, que com um cuidado rico apresenta o livro com a seguinte frase: “Tratar da História Eclesiástica é mover-se também por concepções eclesiológicas e antropológicas. Os recortes epistemológicos realizados pelo autor e os cuidados metodológicos tomados pelo mesmo com grande acuidade revelam uma obra de grande relevo para a posteridade”.

Não tem como não esperar menos que a excelência do professor Álvaro que já vem contribuindo com a construção contínua do rico acervo bibliográfico alagoano há muito tempo. Não vejo a hora de começar a leitura dessa obra, que passará por antes da fundação da Diocese das Alagoas até depois da fundação desta, e ainda nos apresentando em seu último capítulo notas sobre outras Igrejas cristãs em nosso Estado.

Fica a dica para todos que querem adquirir novas obras para as suas leituras constantes. Não deixem de passarem no estande e curtir um pouco os nossos escritores.

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Postado em 11/08/2015 às 14:53 0

Um texo sobre o Dia do Advogado


Por José Marques

O ano de 2012 foi muito importante, vivi grandes e marcantes emoções, entre elas a conclusão do curso de Direito pelo Centro Universitário CESMAC. Comecei um pouco perdido e ao mesmo tempo encantado com a novidade dos estudos na capital. Lembro o momento que minha mãe, Dona Regia, perguntou o motivo de eu não ir estudar em Arapiraca, já que era mais perto de casa (morava em Santana do Ipanema) e mais fácil de arrumar algum emprego, respondi com toda convicção de alguém que não tem nenhum parente e muito menos onde morar em Maceió, que lá seria a porta do mundo para mim.

Já tinha em meu coração a semente da advocacia, mas não a compreendia, não tinha a certeza dos meus passos e das trilhas que precisariam ser percorridas para chegar ao objetivo final de meus sonhos.

Como todo bom estudante de direito, passei pelo desejo irreal de todas as profissões possíveis ofertadas pelo curso. Primeiro quis ser juiz, depois promotor, passei um tempo sem saber o que seria ou faria, quando raciocinei com a maturidade advinda dos anos de faculdade, estágios em escritórios, em especial o Motta & Soares, e bons exemplos de professores e amigos, conclui o óbvio: minha vida era a advocacia.

O amor pela advocacia somado ao amor pela docência e acrescentados alguns detalhes, tem como resultado a existência plena e feliz deste que digita emocionado essas palavras.

No início de 2013 aguardei ansioso pela colação de grau, momento de coroação de todos os sacrifícios e ousadias vividos nos últimos cinco anos. Estava feliz, minha mulher estava feliz, minha família estava feliz, meus amigos estavam felizes. Foi o dia perfeito, foi toda uma semana perfeita.

Comecei, logo depois da anestesia da formatura, um estudo intensivo para o Exame da Ordem, último obstáculo para alcançar meu objetivo. Leituras, esquemas no caderno das minhas matérias preferidas e aulas, muitas aulas. A primeira fase chegou, não era um domingo qualquer…

Achei que tinha perdido, estava me conformando e preparando o meu psicológico para a próxima prova da OAB. Não seria naquele dia. Fui ao cinema depois da prova, queria relaxar. Homem de Ferro 3 e sua trilha sonora com AC/DC não me acalmaram, estava ansioso pelo gabarito oficial, queria ter a certeza da minha não aprovação ou da aprovação, pois a esperança é última que morre, num é verdade?

Chegando em casa, corri para o computador, entrei no site do Conselho Federal e baixei o PDF com o gabarito oficial do X Exame da Ordem Unificado. Com a prova em mão fui marcando uma por uma, cada resposta correta fazia meu coração bater mais rápido. 35, 36, 37, 38, 39, 40! Passei!!! Parei de contar na hora. Não queria mais saber o total, o objetivo já tinha sido alcançado.

Opa, opa, opa! Falta ainda a segunda fase! Eu tinha escolhido Civil.

Não esperei muito para recomeçar a rotina de estudos, agora estava na fase final do Exame, precisava focar ainda mais. Sumi dos grupos de WhatsApp, sumi do Twitter e Facebook, meu blog ficou desatualizado. Estava de corpo e alma dedicado ao universo do Direito e Processo Civil. Não podia surtar.

Meu Vade Mecum estava todo marcado, com marca texto, post-it, clipes de todas as cores, tudo como havia estudado com tanta dedicação e paixão. Aquele domingo estava ensolarado, muita gente na rua, salvo engano houve um concurso público na mesma hora da segunda fase da prova da OAB.

Começou… Olhei a prova com todo cuidado. Li questão por questão. Defini qual era a ação cabível do caso apresentado e comecei a escrever. O tempo passa rápido, o frio na barriga aumenta. Ainda faltam as questões… Passa folha do Vade Mecum para um lado e para outro, dá uma olhada nas súmulas, meu Deus quase decorei todas elas, o relógio parece que estava com raiva de mim, meu nervosismo aumentou, meu coração acelerou. Moço, posso ir no banheiro?! Lavo o rosto, respiro calmamente, lavo o rosto de novo e retorno a prova. O tempo está passando... Passou.

Voltei a minha casa com a certeza de que não foi dessa vez. Não tem problema, muitos colegas também perderam e passaram noutras oportunidades. Só não posso desistir. Os dias foram passando, continuei normalmente os meus estudos da pós em Direito Constitucional. Já estava conformado.

No dia da divulgação do resultado da segunda fase, meu coração bateu mais forte e a ansiedade não me deixou concentrar em nada. Fiquei o dia todo em casa, assistindo filmes só pro tempo passar mais rápido, doce ilusão, nunca assisti filmes tão demorados como nesse dia, parecia que estava assistindo E o Vento Levou, versão estendida do diretor.

O F5 do meu computador quase ficou inútil, depois de tantas apertadas que dei, e ainda eram 16h30, o resultado estava programado para 17h. Nada de resultado. Quando menos esperei a página abriu e estava lá o resultado, nervoso e ansioso, procurei meu nome. Onde está a letra J mesmo… Aprovado!

Chorei muito, parecia aquela criança lá de Santana do Ipanema, ao fundo tocava We are the champions, sim, teve fundo musical, liguei pra Gislaine, para mainha e para meus amigos Juádley e Ricardinho. Depois a notícia se espalhou pelos grupos de WhatsApp e demais redes sociais. Estava extremamente feliz.

Fiquei dias anestesiado com o resultado, enquanto isso, providenciei toda documentação necessária para realizar minha inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. A Gi e a minha querida amiga Candice assinaram a minha declaração de idoneidade. Que responsabilidade!

Quando menos esperei, estava eu com o cabelo cortado, barba feita, meu terno preto e gravata vermelha (nossa cor no direito) acompanhado da minha Gi, na sede antiga da OAB no Centro de Maceió, fazendo meu juramento, recebendo a minha certidão e o meu broche. Transformei-me ADVOGADO!

No dia de hoje, quero desejar a todos os advogados, que lutam constantemente pela construção de uma sociedade mais justa e digna, toda sabedoria para que seus caminhos e decisões sejam iluminados. Que a justiça se faça a cada petição feita e suas conquistas sejam a materialização de um novo mundo, de um novo tempo!

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Postado em 28/07/2015 às 16:00 0

O “Book Rosa” e suas consequências


Por José Marques

Com as minhas várias pesquisas no ramo do Direito Digital vejo como ainda é latente o desejo de muitos (infelizmente) de destruir a vida do outro, alegando uma moralidade (geralmente em falta na vida desses sujeitos), por algum “erro”, “falha” ou até mesmo por não gostar da outra pessoa e incluí-la num rol que ele julga dos indignos.

Quantas meninas que por seus diversos motivos, entre eles a confiança em seus namorados ou parceiros, não tem expostas suas imagens mais íntimas, por uma doença chamada canalhice que está presente no seu expositor, nas mais diversas redes sociais?! Essas meninas são massacradas por pessoas que se julgam sobre o bem e o mal e atiram a primeira pedra que estiver ao alcance.

Áudios, vídeos e montagens surgem como erva daninha num terreno perfeito para um plantio de boas sementes, simplesmente para reduzir ainda mais essa capacidade e tentar fazer daquele espaço, o seu lugar! A internet está infestada de conteúdos que vilipendiam a dignidade e direitos essencialmente humanos.

Hoje me chegou a informação de um “book rosa” onde mulheres de uma cidade do interior estão expostas como mercadorias para saciar os mais lascivos desejos daqueles puros, moralistas e sem pecado.

Não importa a classe social que estejam localizadas, não importa a motivação, não importa nada… O que importa é as vidas que são destruídas todos os dias em todos os lugares por falsas informações ou por exposição de intimidades que não lhes pertencem.

Que os bons ventos venham e tragam as sementes de um novo tempo, com mais respeito, com mais solidariedade, com mais humanidade, com mais tolerância e mais amor. Como diria Lulu Santos em sua música Tempos Modernos:

Eu vejo a vida melhor no futuro

Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia

Que insiste em nos rodear

(…)

Eu vejo um novo começo de era

De gente fina, elegante e sincera

Com habilidade

Pra dizer mais sim do que não, não não.

Que o sim fruto da nossa habilidade seja o retrato desse novo tempo, onde possamos conviver bem e semear mais serenidade e harmonia.

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Postado em 21/07/2015 às 00:27 0

Jovens quitundenses lançam livro ‘Os segredos da infância’


Por José Marques

Luiz Cleysson e Anobelino Martins

Abidias Martins - reportagem

Numa noite marcada por muitas emoções, os Jovens quitundenses Anobelino Martins e Luiz Cleysson lançaram o livro “Os segredos da infância”, neste sábado (11), no Restaurante “Lá em Casa”, em São Luís do Quitunde. A festa contou com a presença de familiares e de amigos.

O livro escrito em forma de cartas retrata episódios marcantes da infância dos autores e que podem facilmente ser reconhecidos por aqueles que viveram a infância com a simplicidade de quem mora no interior.

“Os enredos são descritos em São Luís do Quitunde e revelam histórias reais com doses de bom humor e ao mesmo tempo cheias de significados e reflexões para a vida”, disse Anobelino Martins, que também é autor dos livros Só amor em versos e Corações ao Alto.

A ideia de escrever Os segredos da infância surgiu em 2013, mas os primeiros textos só começaram a surgir em 2014. Depois de oito meses de ajustes e revisões o livro ficou pronto.

“Nosso objetivo foi o de resgatar as lembranças da infância e descrever o quanto esta fase da vida é importante para a formação humana”, ressaltou Luiz Cleysson.

Amigos dos escritores presentes no evento discursaram destacando a importância do incentivo à produção intelectual da cidade.

“Os autores se mostram ousados ao nos apresentar esta obra. Precisamos apoiá-los para que o talento, o incentivo à leitura e a criatividade de outros quitundenses sejam estimuladas”, destacou o professor Cícero Correia.

Com música, arte e momentos de descontração, Anobelino Martins e Luiz Cleysson marcaram seus nomes no cenário literário de São Luís do Quitunde.

“Hoje, mais um sonho foi alcançado, e com ele a alegria de celebrar amizades, celebrar os segredos das nossas infâncias”, concluiu Anobelino Martins.

“O lançamento deste meu primeiro livro foi marcado por momentos intensos de partilha, reciprocidade e gratidão”, finalizou emocionado, Luiz Cleysson.

Obs.: Infelizmente não consegui participar do lançamento do livro “Os segredos da infância” dos amigos Anobelino e Cleysson, por viagem já agendada. Assim que estiver com o livro em mãos e depois da leitura finalizada, espero compartilhar com os leitores do Blog do Marques minhas impressões.

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