O ditador venezuelano armará um milhão de milicianos pró-governo

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De acordo com o jornal El País, Nicolás Maduro pretende armar e ampliar as Milícia Bolivarianas criadas por Hugo Chávez. Hoje as forças paraestatais criadas para garantir a instalação e manutenção de uma ditadura socialista conta com 500 mil milicianos, mas Maduro quer mais e pretende treinar e armar um milhão de homens e mulheres para enfrentar a população que, desarmada, vai às ruas pelo fim de um governo tirânico que jogou todo o país na mais profunda miséria.

O desarmamento da população venezuelana começou a ser desenhado assim que Hugo Chávez assumiu o poder em 1998, com base em políticas semelhantes adotadas em outras ditaduras, como a Cubana de Fidel Castro. Contando com um frágil verniz democrático, uma legislação restritiva sobre armas e munições começou a ser implantada com o falso objetivo da redução de homicídios. Por outro lado, milicianos e outros grupos paramilitares fieis ao governo tiveram treinamento e armamento disponibilizado para o que era óbvio: a população se levantaria contra os tiranos.

A legislação paulatinamente modificada, cada vez mais restritiva, teve seu ápice na aprovação de uma lei que teve como base e inspiração o Estatuto do Desarmamento aprovado em 2003 no Brasil. Nestor Reverol, ministro do interior da Venezuela, que foi acusado de tráfico internacional de drogas pelo governo americano, afirmou, perversamente, durante o confisco e a destruição de milhares de armas: "Vamos trazer desarmamento e paz".... A trama de perpetuação no poder pela força teve apoio e sustentação da ONG brasileira Viva Rio, da International Action Network on Small Arms (IANSA) que congrega dezenas de outras ONGs, incluindo a Anistia Internacional e da United Nations Regional Centre for Peace, Disarmament and Development in Latin America and the Caribbean, escritório da ONU para a implantação do desarmamento na América Latina.

O que ocorrerá se Maduro levar a cabo sua intenção belicista? Inevitável não recordar de um dos mais marcantes diálogos do filme V de Vingança, onde um policial pergunta para o chefe de polícia o que aconteceria quando milhares de pessoas marchavam contra as tropas do governo e a resposta foi: aquilo que acontece quando pessoas desarmadas enfrentam pessoas armadas.

Negar que o desarmamento bolivariano sempre teve papel certo e claro no jogo de poder dos ditadores Chávez e Maduro é atestar ignorância ou mau-caratismo. Defender o desarmamento, ou melhor, o monopólio da força nas mãos do Estado é ser cúmplice do que Rudolph Joseph Rummel definiu como democídio, ou seja, a eliminação de pessoas pelo próprio governo e é exatamente isso que ocorre hoje na Venezuela sob o olhar complacente daqueles que almejam um mundo sem armas...

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João Dória, as armas de brinquedo e o medo de brincar.

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Dias atrás chegou a notícia, um tanto truncada, que o prefeito de São Paulo, João Dória Jr., havia se manifestado em favor do desarmamento durante uma entrevista para a apresentadora Luciana Gimenez. Assisti ao vídeo. E o que Dória falou, após a apresentadora lhe mostrar uma foto onde ele, garotinho ainda, empunhava uma pistola espacial, é que ele não gostava de armas e não recomendava armas “nem de brinquedo para criança”. Bom, vamos dividir as duas declarações.

Primeiramente, ninguém é obrigado a gostar de armas e nem de nada! Embora isso possa ser um indício de uma posição desarmamentista, ou seja, de uma pessoa que por questão ideológica quer desarmar outras pessoas, independentemente de suas escolhas, não é possível afirmar que esse é o caso; e se assim for, tratar-se-ia de grande hipocrisia uma vez que duvido que não haja pessoas armadas que protegem o grande empresário, sua família e seu patrimônio.

Teríamos também um choque de valores uma vez que alguém que se diz liberal não pode defender o monopólio da força nas mãos do Estado.  E assim, fugindo do radicalismo e do pré-julgamento, dou ao João Trabalhador, que vem demonstrando inegáveis méritos à frente da administração da cidade de São Paulo, o benefício da dúvida.

“Ah, professor mas ele é do PSDB! É esquerdista Fabiano!”, devem estar dizendo alguns... Isso também é bastante relativo nesse saco de gatos ideológicos que se tronaram os partidos brasileiros. Como exemplo, cito o amigo Paulo Eduardo Martins que embora faça parte desse partido, jamais apresentou qualquer posicionamento à esquerda, muito pelo contrário. E friso que tenho a mais profunda aversão ao PSDB, responsável pela política nacional de desarmamento iniciada no Brasil na década de 90 e continua na luta por impedir que o cidadão tenha o direito de defesa.

“Armas nem de brinquedo”, disse o prefeito. Bom, aí a porca torce realmente o rabo, se bem que, como as coisas são no Brasil, é mais fácil o rabo torcer a porca. A afirmação me soou muito mais como uma resposta automatizada pela contaminação politicamente correta do que uma posição ideológica. Ele pareceu envergonhado por ter uma foto daquelas e isso é absolutamente ridículo! Quem nunca brincou de polícia e ladrão, de bang-bang, quem nunca matou monstros e zumbis imaginários? Imaginar que uma brincadeira pode transformar uma criança em alguém violento ou criminoso não faz o menor sentido e não encontra qualquer respaldo em estudos sérios. A verdade é que mesmo que você prive seus filhos de tais brinquedos a incontrolável imaginação infantil, ele transformará qualquer objeto em um revolver ou em uma poderosa arma laser. Gravetos, pedaços de madeira ou simplesmente os dedos são o suficiente para se iniciar uma sangrenta batalha imaginária!

Já falei por diversas vezes sobre esse tema e já li muitos estudos e livros sobre o assunto e isso me levou à conclusão indelével de que os pais ou responsáveis – e somente eles! – devem se preocupar muito mais em como a criança brinca e não com o que ela brinca. As armas de brinquedo, ou mais precisamente os brinquedos em formato de armas, podem ser excelentes instrumentos de aprendizado, tal qual fábulas onde o certo e o errado são expostos aos pequenos. Abaixo deixo dois artigos que escrevi sobre o tema e ainda um excelente vídeo do Padre Paulo Ricardo. Ao prefeito Dória fica o convite para que conheça melhor o assunto e que não se deixe levar pelo politicamente correto, se o caso for realmente esse. Aguardemos...

P.S.: Acabo de ver que João Dória será recebido no Roda Viva e perguntas podem ser enviadas. Já mandei a minha: Qual sua posição sobre o Estatuto do Desarmamento e o monopólio da força nas mãos do Estado? Vejam no Twitter do programa: https://twitter.com/rodaviva/status/850149201405251584

Vídeo da entrevista, vejam a partir de 2’20 – é possível comentar. http://www.redetv.uol.com.br/lucianabynight/videos/todos-os-videos/joao-doria-evita-falar-de-romances-da-juventude-a-bia-me-mata

Artigo “Arma de brinquedo é coisa de gente grande?”: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/arma-de-brinquedo-e-coisa-de-gente-grande-bmygwfbktv5cztwmjcl9vn3km

Artigo “Dia do Desarmamento Infantil: Brincando com Coisa Séria”: http://www.mvb.org.br/campanhas/armas_brinquedo.php

Vídeo do Padre Paulo Ricardo: https://www.youtube.com/watch?v=xCDUHucC37E&feature=youtu.be

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Visita ao Ministro da Justiça e a moribunda política nacional de desarmamento

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Ontem, dia 05/04, estive em uma reunião com o Ministro da Justiça Osmar Serraglio, que substituiu Alexandre de Moraes no cargo. Participaram ainda os deputados Rogério Peninha e Laudivio Carvalho, autor e relator, respectivamente, do PL 3722/12. Bons ventos de mudança! É a segunda reunião no MJ que participo em pouco tempo, lembrando que em passado recente isso seria inimaginável. Todos os ministros anteriores, do governo Fernando Henrique, Lula e Dilma simplesmente batiam a porta em nossa cara mostrando toda “democracia” instalada naquela pasta.

Aos deputados coube buscar apoio, ou pelo menos, isenção necessária para a tramitação pacifica e posterior sanção presidencial onde esse Ministério será parte atuante na mesma. A mim coube mostrar ao ministro, como representante da sociedade civil organizada, o clamor popular, a insatisfação com a legislação atual e, principalmente, o fracasso da mesma no que diz respeito à redução dos homicídios e diminuição da insegurança o que, em um país com 60 mil assassinatos por ano, não foi uma tarefa nem um pouco árdua.

Pude ainda discorrer, mesmo que rapidamente, sobre três pontos fulcrais:

1)            A discricionariedade nas autorizações de compra e porte e como isso está sendo usado para impedir um direito do cidadão, não raramente se transformando em pura e simples arbitrariedade;

2)            A situação dos milhões de proprietários que não renovaram os seus registros e todas as consequências negativas disso. Hoje, mais de 7 milhões de proprietários legais estão com seus registros vencidos e não possuem forma de legalizar essa situação;

3)            A situação das pessoas do campo, pequenos produtores, sertanejos e ribeirinhos que não possuem forma de manterem legalmente suas armas e adquirirem legalmente munição para suas armas o que acaba por fomentar e fortalecer o comercio ilegal e o contrabando.

O Ministro foi absolutamente simpático com as reivindicações e quer mais informações e dados para trabalhar os mesmos em nível ministerial, verificando o que e como será possível atuar nesses pontos específicos. O Ministro ficou visivelmente preocupado ao saber que a política anterior daquela pasta era impedir o máximo possível que a própria lei fosse cumprida.

Sobre o PL 3722/12, que aguarda ida para votação em plenário, todos os presentes, incluído o Ministro e os membros do SENASP chegaram à conclusão que foi acertadíssima a estratégia de não se propor um projeto radical ou revolucionário (na pior acepção da palavra) o que inviabilizaria qualquer possibilidade real de aprovação. Ainda há no Congresso e no Governo Federal uma grande divisão de opiniões acerca do tema, muito mais por desconhecimento do que por ideologia, situação diversa do governo petista.

Qualquer um que promete o contrário simplesmente vende o que não pode entregar, sabedores disso ou não, enganam e enganam-se, apostam na estratégia revolucionária que até atrai alguns, mas que não se sustenta por muito tempo e no final das contas acaba muito mais atrapalhando e trazendo dissabores que qualquer benefício. Muito mais inteligente é aceitar que a política da prudência como define Kussel Kirk em livro homônimo é a única forma eficaz de mudar a nossa caótica situação. Neste estupendo livro, que obviamente não figura nas estantes de muitos que se intitulam de direita, “o autor espera persuadir a geração emergente a se firmar contra o fanatismo político e esquemas utópicos, pelos quais o mundo tem sido muito afligido desde 1914. “A política é a arte do possível”, diz o conservador: ele pensa nas políticas de Estado como as que intentam preservar a ordem, a justiça e a liberdade. O Ideólogo, ao contrário, pensa na política como um instrumento revolucionário para transformar a sociedade e até mesmo a natureza humana. Em sua marcha para a utopia, o ideólogo é impiedoso”.

É óbvio que o trecho acima diz respeito ao socialismo, ao progressismo sem rédeas e aos que querem um mundo à sua imagem e semelhança, mas a analogia com a nossa luta contra o desarmamento e a defesa da liberdade do cidadão, luta essa calcada solidamente em um trabalho sério desenvolvido por muitas pessoas que fogem das bravatas e das promessas politiqueiras. Apelar para soluções revolucionárias – se essa via fosse factível politicamente – é pedir para que tudo volte, ao final das contas, ao que era antes da “revolução”, ou seja, mais desarmamento!  Como explica João Camilo de Oliveira Torres, grande conservador brasileiro já falecido, em artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo de 09 de fevereiro de 1963 intitulado A etapa final das revoluções: “toda revolução termina num relativo retorno a certas posições antigas, uma certa volta ao antigo...acabam em uma reinstauração”.

O PL 3722/12 tem chances reais de aprovação? Sim! Disso não tenho dúvidas, mas ainda resta um grande trabalho de convencimento pela frente e isso pode ser verificado no Placar do PL 3722 criado pelo deputado Peninha e que pode – e deve! – ser acessado aqui: http://www.deputadopeninha.com.br/placar-pl-3722. Como poderão ver, exatamente metade dos deputados ainda se demonstram indecisos e aqueles que passam para o nosso lado, via de regra, o fazem quando mostramos que não há nenhuma radicalidade no projeto.

O caminho ainda é longo, árduo e cheio de percalços, mas não tenho mais a menor dúvida que antes até mesmo da modificação da lei, assistiremos a derrocada da já moribunda política nacional de desarmamento e, aí, uma legislação mais liberal não será mais questão de “se” e apenas de “quando”.

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Porte de arma liberado para atiradores esportivos? CUIDADO!

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Nos últimos dias fui procurado por muitas pessoas para comentar sobre a liberação do porte de arma para os Atiradores Desportivos pelo Exército, mais precisamente pela DFPC – Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados. A reação imediata foi de comemoração, mas acabei não comentando nada por considerar necessária uma análise contextual e é isso que farei aqui.

A tese acolhida pelo Exército foi defendida pelo pesquisador Fabrício Rebelo em 2010, aperfeiçoada em 2013(1), largamente divulgada pelo Movimento Viva Brasil e resumidamente consiste em que Atiradores Desportivos não estão legalmente impedidos de levarem uma arma carregada no trajeto de sua residência e o local do treino ou competição e que, sim, os atiradores desportivos estão elencados na lei 10.826/03 entre as categorias que possuem o direito ao porte de arma que deverá, neste caso, ser expedido pela Polícia Federal, coisa que chegou acontecer até o ano de 2007 quando o chefe do SINARM, Dr. Fernando Segóvia, tinha esse entendimento, que infelizmente não se perpetuou com a sua saída e a chegada de outros chefes... como eu diria... com pensamentos mais governamentais.

Não vou me ater aos detalhes técnicos, jurídicos ou nas minúcias de como e quando isso deverá acontecer. Minha real preocupação é o porquê disso ter acontecido exatamente nesse momento e após anos e mais anos de uma política cada vez mais restritiva por parte do próprio Exército que não se obstou de “repassar” todas as dificuldades do Estatuto do Desarmamento aos chamados CAC – Colecionadores, Atiradores e Caçadores -  e ainda criar algumas novas, tornando o Esporte e o Colecionismo quase um ato de heroísmo e abnegação.

Nos vídeos divulgados pelo General Theofilo Gaspar (2), Diretor Logístico e pelo também general Neiva(3), Diretor de Fiscalização de Produtos Controlados, alguns pontos me chamaram a atenção: um deles é que o Ministério da Defesa havia concordado com a liberação do porte para os Atiradores Esportivos. Nada demais se o Ministro atual não fosse Raul Jungmann, um dos mais empedernidos desarmamentistas que já tive o desprazer de cruzar e que, como ele mesmo gosta de dizer, “transformava nossa vida em um inferno quando era deputado federal”.

Não é só isso! O silêncio sepulcral da imprensa, que quase em sua totalidade é favorável à manutenção do Status Quo no que diz respeito às armas e que não poupa críticas à qualquer tentativa de menores restrições, é no mínimo “estranho”. Silêncio compartilhado por todas as ONGs e “especialistas” defensores da lei atual. Tudo isso, para mim, não faz o menor sentido e as coisas não se encaixam... A não ser que isso seja parte de uma estratégia maior: salvar o Estatuto do Desarmamento!

Nos últimos anos se acirraram as críticas à atual legislação com o apoio de vários deputados, senadores e o apoio de grandes formadores de opinião como a advogada Janaina Paschoal, o apresentador e comediante Danilo Gentili, o cantor e escritor Lobão ou ainda a jornalista Joice Hasselmann e até o Mr. Catra! Não bastasse isso, os grupos que convocaram e colocaram milhões de pessoas nas ruas contra o governo da ex-presidente Dilma, agora adotaram como uma de suas principais pautas a revogação do Estatuto do Desarmamento e a aprovação do PL 3722 do Deputado Rogério Peninha e convocaram manifestações por todo o país para o próximo dia 26. O site UOL deu grande destaque com a manchete: Após Dilma, movimentos agora querem derrubar Estatuto do Desarmamento(4). Não podemos deixar de lembrar que essa não será a primeira manifestação popular, pois no último dia 19 de fevereiro, ocorreram manifestações em mais de 15 cidades do Brasil e a imprensa simplesmente fez de conta que não ocorreram(5). Simplesmente impossível fazer isso com as próximas. Em resumo: a política de desarmamento está por um fio no Brasil e eles sabem disso, portanto, a melhor forma de salvar o todo é sacrificando alguma coisa.

Os CAC e suas respectivas associações, federações e confederações são tidas como fortes grupos de pressão, portanto, para eles, se tiverem algum benefício real haverá a chance de simplesmente se acomodarem. A análise não está totalmente errada, mas é bastante frágil, mas não serei logo eu que entregarei o ouro ao bandido. Seja como for, a esperança deles é simplesmente diminuir a pressão evitando que a panela exploda. Falharão! A coisa toda é muito maior que eles mesmos podem imaginar.

Há que se comemorar o porte para Atiradores Esportivos? Não tenho a menor dúvida que sim, porém também não tenho dúvidas que haverá um pesado ônus em contrapartida: as regras para possuir C.R. – Certificado de Registro no Exército – se tornarão ainda mais rígidas e criteriosas atrapalhando em muito aqueles que querem, mesmo de forma despretensiosa, praticar o esporte que foi responsável pela primeira medalha olímpica de ouro do Brasil nas olimpíadas de Antuérpia em 1920. Durante os próximos meses muitas pessoas procurarão clubes de tiro e despachantes em busca do porte como Atirador Esportivo, algo absolutamente moral para quem busca ainda formas legais para defender sua vida e sua família, isso não é bom para ninguém, portanto, fica aqui o meu apelo: não se acomodem e ajudem na derrocada dessa lei de viés totalitário, todos ganharão com isso e não com migalhas jogadas aos pombos.

 

(1)          https://jus.com.br/artigos/25514/o-transporte-e-o-porte-de-arma-de-fogo-por-atiradores-desportivos

 

(2)          https://www.facebook.com/GeneralExercitoTheophilo/videos/1884562558496197/

 

 

(3)          https://www.facebook.com/GeneralExercitoTheophilo/videos/1884603815158738/

 

(4)          https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/02/13/apos-dilma-movimentos-agora-querem-derrubar-estatuto-do-desarmamento.htm

 

(5)          http://www.cadaminuto.com.br/blog/blog-do-vilar/299702/2017/02/20/por-qual-razao-a-grande-midia-ignorou-a-manifestacao-pela-derrubada-do-estatuto-do-desarmamento

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Reinaldo Azevedo fala sobre armas e só há duas opções: ou é ignorante ou é mentiroso!

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Tempos atrás Reinaldo Azevedo se posicionou, em seu programa Os Pingos nos Is da Rádio Jovem Pan, contra a revisão e modificações no chamado Estatuto do Desarmamento. Seu posicionamento ocorreu depois que o MBL, Movimento Brasil Livre, de quem Reinaldo foi fã até pouco tempo atrás, colocou a revogação do malfadado estatuto como uma das pautas das manifestações do próximo dia 26. Na época cheguei até a rascunhar um texto, mas o argumento do articulista da Veja era tão pífio e surrado que resolvi deixar para lá.

Acontece que para a infelicidade – dele, não a nossa! – ele resolveu voltar ao assunto e se aprofundar, ou melhor, se afundar de vez. Iniciou sua fala reafirmando que é contra modificações na lei atual e, na sequência, com a sua notória megalomania, afirmou que foi o primeiro e mais importante jornalista a se posicionar pela não proibição da venda de armas no referendo de 2005. Acontece que ele não foi nem o primeiro, muito menos o mais importante! Aliás, tive que vasculhar a Internet atrás de um tal “debate” que ele disse ter participado no jornal Estadão, “debate” que Bruno Paes Manso chama de bate-papo com o Coronel José Vicente. Reinaldo deu sorte devido ao seu oponente, pois o coronel é fraquíssimo no assunto. Se tivesse pego pela frente o Denis Mizne, por exemplo, seria destroçado. O fato é que o posicionamento de Reinando de Azevedo foi tão insignificante que não me lembro de nada durante toda a campanha da qual participei e até mesmo antes do referendo estar oficializado. O posicionamento de Diogo Mainardi teve repercussão. O posicionamento de Diego Casagrande foi importante. A capa da Veja foi importante embora, posteriormente, ela tenha mudado de lado(1). O posicionamento de Jô Soares foi importante. Desculpe, mas o de Reinaldo Azevedo foi praticamente irrelevante e ele pode ter o chilique que for que não mudará esse fato.

Foquemos agora em dados e fatos! Maldito fatos! Azevedo afirma, ao criticar uma fala de Onyx Lorenzoni, que desarmamento não está vinculado a governos totalitários e cita a Venezuela como exemplo! Não, eu não estou brincando. É um ignorante em história ou mente descaradamente. O jornalista, ao que parece, não lê nem mesmo a revista que o abriga e paga seu salário, a qual, no dia 19 de dezembro de 2011, publicou a seguinte matéria: Desarmamento une chavistas e oposição na Venezuela(2). Em 30 de janeiro de 2012, a ONG Viva Rio publicou em seu site: “Viva Rio participa de desarmamento na Venezuela”(3). Essa ONG é uma das responsáveis pela criação do Estatuto do Desarmamento no Brasil e foi para Venezuela criar uma legislação semelhante pelas mãos “democráticas” de Hugo Chávez. Recentemente, em 2014, já sob o jugo do ditador Maduro, o país lançou-se em uma campanha de desarmamento “voluntário” da população venezuelana(4).

Não parou por ai! Reinaldo afundou mais ainda no assunto e usou o Japão, a Alemanha e a Suécia como exemplos de países desarmamentistas que não possuem estados totalitários. Japão é o lugar comum dos desarmamentistas sem argumentos e eu já desnudei essa mentira no artigo “Japão: desarmamento, opressão, dominação e a incapacidade de defesa de uma nação”(5), no qual mostro que hoje o Japão não tem um governo totalitário, mas que o desarmamento e a manutenção dessa política ocorreram por mãos de governantes totalitários! Que tal um pouquinho de história, senhor “quatro empregos”? Ah! E nem venha com a história para boi dormir que essa política desarmamentista é responsável pela baixa criminalidade naquele país, será apenas mais uma mentira que já citei no artigo “Atenção BBC, Globo e Folha: Desarmamento não é responsável pela baixa criminalidade no Japão, mas vocês sabem muito bem disso!”(6).

E aí? Vamos afundar mais? Vamos! Suécia e Alemanha embora tenham leis mais restritivas que os EUA, por exemplo, são uns dos países mais armados do mundo! Na Suécia há quase 2 milhões de armas, em especial fuzis e espingardas, nas mãos de civis para uma população de menos de 10 milhões de habitantes. De acordo com a Small Arms Survey (uma organização francamente favorável ao desarmamento) o tranquilo país é o 10º mais armado do mundo(7). A Alemanha tem aproximadamente 26 milhões de armas em circulação e figura entre os 20 mais armados do planeta. Reinaldo desconhece ou esconde que a política desarmamentista alemã floresceu pelas mãos do “democrata” Adolf Hitler, que utilizou e ampliou a legislação criada na República de Weimar para massacrar seus oponentes. Fica a dica do livro “Gun Control in the Third Reich: Disarming the Jews and 'Enemies of the State”, autoria de Stephen P. Halbrook(8).

Por último, mas não menos importante, a grande mentira ou ignorância: Mais armas significam mais morte e ponto final, decretou o Rei! Neste ponto a preguiça me toma. Quem em sã consciência pode ainda afirmar isso? Até mesmo a ONU em seu relatório “2011 Global Study on Homicide” (9 e 10), realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), entendeu que não há relação causal entre armas e mortes. Se isso fosse verdade, como se explicaria o fato do Uruguai, o 9º país mais armado do mundo (7) ter a segunda menor taxa de homicídios da América do Sul? Nos EUA onde milhões de armas são vendidas anualmente, os homicídios estão em queda há duas décadas(11)! 

O jornalista ainda fala em aumento de mortes acidentais e mostra mais uma vez o apelo ao simplismo e ao simplório, pois nem sempre isso se reflete em uma verdade inexorável. Mais uma vez os EUA é a prova disso, uma vez que desde 1981 o número envolvendo acidentes com armas desabou, saindo de quase 2 mil casos para pouco mais de 500(12). Ao que se deve isso? À restrição é que não é! Nunca se vendeu tantas armas lá quanto se vendeu desde a década de 90. De 1990 até os dias atuais foram comercializadas mais de 170 milhões de novas armas em solo americano.

Legítima defesa com armas é exceção, afirma aquele que tem “40 milhões de ouvintes”. É mais uma afirmação falsa ou confirmativa da ignorância do articulista. Uma das únicas pesquisas comprovadamente sérias a esse respeito foi realizada pela equipe do Dr. Gary Kleck, criminologista da Universidade Estadual da Flórida, que descobriu que armas são usadas em legítima defesa aproximadamente 2,5 milhões de vezes por ano nos EUA. Essa e outras conclusões estão no livro “Armed Resistance to Crime: The Prevalence and Nature of Self-Defense with a Gun”(13).

O que Reinaldo faz é afirmar que os estudos de John Lott, Gary A. Mauser, Joyce Lee Malcolm, Gary Kleck (estudos inclusive aceitos pela ONU), Thomas Sowell e outros tantos não passam de falácias… Tenho certeza de que ele pode comprovar onde estão as tais falácias em todos os livros e estudos desse pessoalzinho aí. Faça o trabalho que todos os desarmamentistas do mundo não conseguiram fazer.

E já encerrando, a pior MENTIRA de todas, a lei não impede ninguém de adquirir legalmente armas no país, bastando atender à legislação vigente. Não vou nem me prolongar nesse ponto para falar sobre uma lei que recebeu o nome de Estatuto do DESARMAMENTO! Aquele que um dia foi chamado de Tio Rei agora parece se contentar com a posição de Bobo da Corte da esquerda Fabiana. Restam, então, duas opções: assumir sua ignorância sobre o assunto ou sua desonestidade intelectual, mas sei que teremos apenas, e no máximo, mais um chilique, o apontamento de uma vírgula fora do lugar ou o infame “vá ler Machado de Assis”!

1 - http://mvb.org.br/veja.php

 

2 - http://veja.abril.com.br/mundo/desarmamento-une-chavistas-e-oposicao-na-venezuela/

 

3 – http://vivario.org.br/viva-rio-participa-de-desarmamento-na-venezuela/

 

4- http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/venezuela-lanca-plano-nacional-para-desarmamento-de-civis.html

 

5 – http://www.cadaminuto.com.br/noticia/294802/2016/11/01/japao-desarmamento-opressao-dominacao-e-a-incapacidade-de-defesa-de-uma-nacao

 

6- http://www.cadaminuto.com.br/noticia/297722/2017/01/09/atencao-bbc-globo-e-folha-desarmamento-nao-e-responsavel-pela-baixa-criminalidade-no-japao-mas-voces-sabem-muito-bem-disso

 

7 - 

 

8 - http://stephenhalbrook.com/gun_control.html

 

9 - https://www.unodc.org/unodc/en/data-and-analysis/statistics/crime/global-study-on-homicide-2011.html

 

10 - http://www.oestadoce.com.br/politica/relatorio-da-onu-poe-eficacia-do-desarmamento-em-duvida

 

11 – http://www.cnsnews.com/commentary/cnsnewscom-staff/more-guns-less-gun-violence-between-1993-and-2013

 

12 - http://www.cadaminuto.com.br/noticia/289089/2016/06/30/armas-e-acidentes-mais-luz-e-menos-calor

 

13 - http://rodrigoconstantino.com/artigos/legitima-defesa-com-armas-nao-e-um-mito/

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Vermont é o estado mais seguro dos EUA e lá até jovens de 16 anos podem portar armas

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Sempre que se fala em armas e Estados Unidos nos vem à cabeça o estado do Texas. Homens bigodudos, com seus chapelões, bicudas botas, com sotaque de John Wayne, cara de poucos amigos e com seus coldres ostentando reluzentes revólveres. Sem dúvidas os velhos filmes de bang-bang e outras tantas produções tiveram forte influência nessa estereotipação do Texano, mas também não é difícil se chegar à conclusão de que muito disso advém dos sistemáticos ataques dos desarmamentistas que sempre usaram o Texas como exemplo ruim de liberação das armas de fogo. Não, o estado da estrela solitária não se transformou no inferno por conta das armas, tão pouco no paraíso terrestre que alguns acreditam. De acordo com dados oficiais ele figurava em 2016 como o 15 estado mais violento daquele país, mas isso se deve às poucas restrições para a compra e porte de armas de fogo? Não, não se deve! Prova disso é o silêncio sepulcral sobre o estado de Vermont.

O pequeno estado de Vermont fica localizado na região da Nova Inglaterra é o segundo estado menos populoso dos Estados Unidos com aproximadamente 630 mil habitantes. Ao norte faz fronteira com a província canadense de Quebec e figura como o estado mais rural da América.

O que não se fala sobre Vermont é que é o estado que possui o menor número de leis restritivas sobre armas de fogo. Lá o governo não precisa autorizar que você compre uma arma, basta passar pelo “background check”, ou seja, a checagem de antecedentes, que é uma lei federal. Não há limites de quantidades de armas que um cidadão pode ter, nem de munição, as armas não são registradas e o porte é liberado sem a necessidade de autorização prévia para qualquer cidadão sem antecedentes com 16 anos ou mais. Sim, é isso mesmo, um garoto de 16 anos pode entrar em uma loja de armas, comprar uma pistola .45 ACP ou um fuzil 5,56mm (aquele que no Brasil é quase de uso exclusivo dos bandidos) e andar livremente com suas armas. Os únicos locais onde o porte não é permitido sem autorização são nas escolas, ônibus escolares, tribunais e prédios do governo federal.

Agora o mais importante é o resultado dessa “irresponsável” política armamentista: durante vários anos consecutivos, incluindo 2016, foi considerado – e é! - o estado mais seguro do país contando com baixíssimas taxas criminais. Nos últimos 5 anos houve uma média de apenas 10 homicídios perfazendo uma taxa de apenas 1,6 homicídios por 100 mil habitantes. Para se ter uma ideia, a taxa é apenas 0,6 maior que a do desarmado Reino Unido e 50% menor que a taxa média europeia de homicídios.

É, eu sei, mesmo para mim, imaginar um garoto ou garota de 16 anos andando livremente armado soa um tanto estranho, mas o que importa aqui são os fatos e principal é que leis mesmo absolutamente liberais não são responsáveis por um alto número de homicídios e, ao contrário, leis como as do Brasil não garantem a redução de homicídios e mais uma prova disso é ver o recente caso de Pernambuco que somou a inimaginável quantia de 1.000 assassinatos em apenas 65 dias deste ano, sendo que o governador Paulo Câmara é grande entusiasta das campanhas de desarmamento e o estado foi em 2015 o quarto mais participativo em tais fraudulentas campanhas.

 

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Quando um deputado faz – e muito bem! - o dever de casa!

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Via de regra só público por aqui textos próprios, mas hoje recebi um artigo tão completo e cuja pesquisa profunda é tão latente que não tenho como não publicá-lo. Os autores são Victório Galli, deputado federal e mestre em teologia e Manoel Carlos de Oliveira, consultor político. Se mais deputados se debruçassem assim no “dever de casa” teríamos muito menos leis absurdas nesse país! Segue abaixo a íntegra:

 

O ESTATUTO DO DESARMAMENTO É UMA FARSA DE ESQUERDA

 

Após mais de uma década de Estatuto do Desarmamento, a lei não contribuiu para a redução das taxas de homicídios no Brasil.

 

Através de dados disponíveis no Sistema de Informação sobre Mortalidade e devidamente analisados, o Mapa da Violência (Publicação – Edição 2014 – Dados de 2011) registrou o maior número de assassinatos e a taxa mais alta de homicídios desde 1980. Os dados apontam a marca de 52.198 seres humanos que foram mortos no referido ano.

 

Em outro estudo, o Mapa da Violência apresentou a ocorrência de 56.337 homicídios no Brasil (Publicação – Mapa da Violência 2015 – Dados de 2012). Os assassinatos com o uso de armas de fogo responderam por 71%, segundo esse levantamento. Conforme destacamos, o número de homicídios no Brasil vem aumentando ano após ano; as taxas não diminuíram com o advento do Estatuto do Desarmamento, que entrou em vigor em 2005.

 

O Brasil apresenta um recorde em número de assassinatos — proporcionalmente temos muito mais mortes em nosso país do que nas Guerras no Oriente Médio. E como isso é possível se a população foi desarmada? A resposta é simples: o Estatuto desarmou a população de bem e não os bandidos; as armas entram no país através das fronteiras desguarnecidas e o indivíduo que tem a intenção de matar, ele o fará com qualquer tipo de arma, não necessariamente de fogo e a despeito da proibição do porte de arma.

 

Estamos prestes a realizar alterações no Estatuto do Desarmamento, pelo Projeto de Lei n. 3722/2012, e muitos mitos ainda pairam sobre essas alterações. Vimos que  algumas dessas “estórias” fantasiosas são difundidas com o objetivo de confundir a população brasileira, outros por ignorância e/ou despeito, Entre os mitos estão: (1) uma pessoa, mesmo com antecedentes criminais, poderá adquirir uma arma; (2) não haverá limites para comprar munição; (3) será permitida a compra de armamento exclusivo das forças armadas; (4) professores poderão portar armas em sala de aula; (5) uma pessoa investigada por crimes violentos poderá comprar uma arma; (6) a pessoa que for pega sob efeito de drogas ou álcool não perderá seu porte e (7) qualquer pessoa, sem qualquer critério, poderá adquirir uma arma. Afirmo, categoricamente, que estes pontos não são verdadeiros e este discurso não pode prevalecer sobre a verdade dos fatos, sobre a verdade do Projeto n. 3722/12 e nem sobre a verdade dos dados oficiais que revelam o fracasso desta política desarmamentista.

 

Precisamos realizar o cruzamento de alguns dados para confirmar o fracasso desta política-comunista-nazista-desarmamentista.

 

E, ao estudar o tema, fomos obrigados a tomar alguns cuidados, pois, ao mesmo tempo em que encontramos dados que comprovavam o fracasso do Estatuto, nos deparamos, também, com dados distorcidos, com o claro objetivo de ludibriar a população, passando a ideia de um sucesso desta política desarmamentista. Em outras palavras, “o fracasso querendo usar máscara de sucesso”. Aliás, marca dos governos esquerdistas e incompetentes que governaram o Brasil nos últimos 20 anos, diga-se de passagem.

 

Publicaram, há poucos meses, uma tese desarmamentista, ligada ao Governo Federal, e alguns “especialistas”, entre aspas, tentaram enganar a população brasileira, utilizando como argumento fundamental a falácia de que “o Estatuto evitou milhares de mortes”, e se empenharam — vejam o absurdo — em relacionar a entrega de armas pela população com a diminuição de homicídios. Colocaram, como assassinos prováveis, a própria população de bem. Essas afirmações não eram e não são verdadeiras. Não há, no mundo, qualquer possibilidade de estudar mortes que ainda não ocorreram. Realizaram um levantamento estatístico com números supersticiosos para, ideologicamente, tentar salvar este estatuto. Por mais que tentem espremer, manipular os dados, não há o menor indício que aponte para uma possível eficácia do desarmamento na redução da criminalidade violenta. E sabem por que? Simplesmente porque isso não aconteceu. O brasileiro está recebendo informação de grupos intelectuais, setores da imprensa e da política que não têm nenhum compromisso com a verdade; eles buscam aprovação popular para manter suas superstições, baseadas em ideologias e utopias fracassadas.

 

Somente a quantidade de armas registradas no país despencou; isso é óbvio e estatístico. Dos cerca de 9 milhões de armas com registro ativo em 2010, apenas cerca de 600 mil continuavam com seus registros válidos no ano de 2014, em vista das grandes restrições impostas ao cidadão e a discricionariedade descrita no Estatuto (Informações reveladas e exemplificadas na Obra “Mentiram pra mim sobre o desarmamento”). O Estatuto do Desarmamento, ao mesmo tempo, não contribuiu para a redução de homicídios, quando, na verdade, provocou um efeito oposto ao que se planejava. Precisamos, então, avançar para esclarecer como isso ocorreu.

 

Afirmamos que não há relação alguma entre o Estatuto do Desarmamento e a diminuição da violência. Primeiro, porque não houve diminuição, pois temos 10 anos de política desarmamentista e o Brasil se tornou um dos 11 países mais violentos do mundo; e esses números explodiram após 2004. Segundo, recorrendo aos dados do “Mapa da Violência”, o estado de Alagoas é o líder nacional no ranking de assassinatos, e, para espanto de muitos, foi uma das unidades da federação que mais entregou suas armas para a campanha desarmamentista nos anos de 2004 e 2005. Alagoas registrou, em 2012, somente 344 novas de armas de fogo, um número inexpressivo. Deve-se perguntar: Como, então, este mesmo estado é o líder nacional, em homicídios, com taxa de 55 assassinatos para cada 100 mil habitantes? E, como sua Capital Maceió apresenta a maior taxa do Brasil, 79,9 mortes para um grupo de 100 mil habitantes? Lembrando que no estado de São Paulo essa taxa é de 11,1 assassinatos por 100 mil habitantes e na Capital paulista o número é de 12,6 mortes por 100 mil habitantes, sendo uma das menores taxas do Brasil. Note-se que São Paulo é um dos Estados mais bem armados do Brasil e, seguindo a “lógica” dos comunistas brasileiros, São Paulo deveria ser um campo de guerra com as maiores taxas de homicídios do país. Seguindo a lógica correta, Santa Catarina é considerado o Estado mais bem armado do Brasil e que registra a menor taxa de assassinato do país, com 8,6 mortes para cada grupo de 100 habitantes. Como podemos acreditar, portanto, que o desarmamento gerou diminuição de mortes por arma de fogo, ou mesmo diminuição da violência? (Fonte: Mapa da Violência 2015 – dados de 2012)

 

Estamos vendo crimes com o uso armas de fogo? A resposta é sim. Mas estes crimes são cometidos com o uso de armas ilegais, e por marginais. Armas legais e em posse de indivíduos de bem não estão nas páginas policiais. E o argumento de que as armas legalizadas são roubadas e caem nas mãos de marginais, não é verdadeiro. Os dados indicam que as armas utilizadas no crime são objetos de tráfico, na sua maioria esmagadora. O número de armas registradas que são roubadas para abastecer o crime é ínfimo. Mesmo que roubassem todas as armas registradas legalmente no Brasil, algo em torno de 600 mil, não chegaríamos ao montante de 10 milhões, o número estimado de armas ilegais em circulação no território nacional. Não são armas registradas legalmente, portanto, que estão nas mãos dos assassinos, dizimando brasileiros indefesos.

 

E, para efeito comparativo, nos EUA existem mais de 300 milhões de armas de fogo em mãos de civis. A relação é de 83 a 96 artefatos por 100 habitantes, quase uma arma de fogo para cada cidadão norte americano. Os dados foram divulgados pelo “Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime” (UNODC) e pelo “SmallArmsSurvey”. Esse número posiciona os Estados Unidos como a nação mais bem armada do planeta e com taxas de homicídios infinitamente menores do que o Brasil.  Estes números dos Estados Unidos indicam 5,4 mortes por 100 mil e no Brasil a taxa é de 32,4 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, o que desmonta, novamente, a relação entre o número de assassinatos e o de armas nas mãos de cidadãos cumpridores da lei (Fonte: Relatório Sobre a situação Mundial da prevenção à Violência – OMS/PNUD/UNODC).

 

Muitos desarmamentistas usam a falácia de que brasileiros são “esquentadinhos” e despreparados, como se os exemplos positivos fossem retirados somente da Suíça, Estados Unidos e nações com índices educacionais elevados. Os resultados positivos, porém, podem ser encontrados no Paraguai, país vizinho ao Brasil, considerado de 3º mundo, armamentista e com baixíssimos índices de criminalidade e homicídios. Ainda sobre o temperamento, cultura e educação, devemos trazer a verdade para o debate. Mesmo com o PL 3722/12, o registro e porte de armas no Brasil, considerando o restante do planeta, continuará sendo o mais rigoroso e exigente.

 

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos morrem 5,6 jovens com idade entre 20 e 24 anos, para cada grupo de 100 mil habitantes, e sua população, como já afirmamos, é a mais armada do planeta. No Brasil temos, nesta mesma faixa etária, a taxa de 63,7 jovens assassinados para cada grupo de 100 mil habitantes; isso é 11 vezes mais assassinatos no Brasil. Precisamos deixar claro que temos este Estatuto há 10 anos, e os números de homicídios são crescentes. Estes dados estão descritos no Mapa da Violência 2014.

 

O Governo deve assumir suas responsabilidades, pois retirar o direito de defesa da população, com o argumento de que esteja combatendo o crime, não colará mais.

 

Se queremos diminuir as taxas de criminalidade, não é com discurso vazio e ideológico, mas com ações sérias. Devemos enrijecer as leis penais, combater a impunidade, fornecer as condições adequadas para as investigações policias. Os dados apontam que 92% dos crimes contra a vida não são solucionados no Brasil e, o assassino não é descoberto; isto é uma aberração. A impunidade gera a violência; passar a mão na cabeça de bandido e punir a sociedade já se provou ser uma ação fracassada e desonesta. E, qualquer pessoa em sã consciência sabe que devemos investir em tecnologia policial para a solução de crimes, melhorar salários, motivar e treinar nossos policiais, mas sabe-se, também, que é impossível ter um policial na porta da casa de cada brasileiro, por isso o direito de defesa deve ser protegido, e não relativizado.

 

Com tantas mentiras, após o “desarmamento”, “já-já” irão incutir na agenda política brasileira o “desafacamento”, na sequência estaremos retirando “estilingues”, “bastões utilizados em práticas esportivas”, “raquetes de tênis”, pois o entendimento dos esquerdistas/progressistas é de que “quanto maior o caos, melhor para colocar o Estado no comando da vida das pessoas e restringir direitos”. Usam a retórica desonesta, segundo a qual, armas matam pessoas, mas a verdade é que “pessoas más matam pessoas”. O problema não são as coisas; as coisas, bem utilizadas, empregadas para a defesa ou para qualquer finalidade de trabalho ou esporte, não causam qualquer dano à sociedade. O problema é a má utilização e o uso por criminosos, dos artefatos.

 

De nada adianta restringir armas para o cidadão comum, que somente as utiliza para se defender, quando o tráfico ilegal de armas e as mortes que ele produz não são punidas.

 

Países como Jamaica e Irlanda baniram esses artefatos letais há mais de 40 anos e em nenhum momento experimentaram redução em suas taxas de homicídio ou de outros crimes violentos. A Jamaica é o terceiro país mais violento do mundo, com taxa média de 45,1 assassinatos por 100 mil habitantes.

 

A esquerda costuma citar como um exemplo de sucesso a Inglaterra. Então precisamos esclarecer a verdade.

 

Na Inglaterra, que embora seja tida como um exemplo desarmamentista positivo, e é citada comumente por esquerdistas/progressistas para apoiar sua visão errada a respeito do tema, os dados, na verdade, não são favoráveis ao desarmamento. Quando checamos com cuidado todos os dados do referido país, constatamos mais um exemplo real de fracasso, que insistem em transformar em sucesso. A história revelou que a Inglaterra era um dos países mais tranquilos e seguros no século XIX, e que ao longo das décadas, até chegar no século XXI, suas taxas aumentaram, superando as norte americanas (país de população muitíssimo armada) em diversos tipos de crimes violentos. Mesmo sendo um país com um sexto (1/6) do número de habitantes dos Estados Unidos e com território setenta e cinco vezes menor.

 

Segundo números de 2013, a taxa de crimes violentos da Inglaterra é 80% maior do que a americana, em uma comparação per capita. Um outro dado interessante é comparar os Estados Unidos e a Inglaterra, comprovando que uma população armada faz com que um marginal pense duas vezes antes de praticar um delito: uma em cada 40 pessoas na Inglaterra e no País de Gales, por exemplo, tinha seu carro roubado em 1999, a maior taxa nos 17 países desenvolvidos analisados; por outro lado, nos Estados Unidos, apenas um em cada 200 americanos sofreram um roubo de carro. As taxas de homicídios na Inglaterra são, historicamente, baixas e todos os estudos não apontam relação direta entre o desarmamento com a diminuição da criminalidade. O exemplo norte americano, por outro lado, nos traz a certeza de que armas nas mãos certas são usadas para defesa e não no cometimento de crimes. Além de que os EUA vêm obtendo decréscimos recordes de homicídios, alcançando em 2011 a menor taxa em cinquenta anos.

 

A consciência cristã não permite fazer uso da arma sem a devida necessidade de defesa ou a estrita necessidade, os dados apontam neste sentido. Um cidadão de bem quase nunca faz o disparo da arma de fogo, “o simples ato de sacar a arma faz com que o criminoso desista da ação”. (Obra: “Mentiram pra mim sobre o desarmamento”, Bene Barbosa e Flávio Quintela).

 

É importante diferenciar o uso de armas para a prática de crimes, do uso defensivo da arma pela população civil. São pontos importantes de sustentação para comprovar o uso benéfico dos artefatos letais de forma defensiva.

 

Para os cristãos desarmamentistas, lembramos algumas passagens Bíblicas. No Velho Testamento, temos autorizada a "auto-defesa-civil". Em Êxodo 22:2, afirma-se: “Se o ladrão for achado roubando, e for ferido, e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue.” Esta passagem exclui a vingança, mas estabelece claramente o direito à "auto-defesa". No Novo Testamento, uma importante passagem revela a fala de Jesus sobre o tema. Vejamos, Lucas 22:36: “Disse-lhes pois: mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre-a.”

 

Ninguém está defendendo uma guerra armada, nem motivando a população a comprar armas, indiscriminadamente, mas é nosso dever moral esclarecer a verdade sobre o debate e que o direito de defesa deva ser protegido.

 

Um argumento a serviço da verdade e que deve ser lembrado, sempre: “o ‘Estatuto do Desarmamento’ não desarmou os bandidos”. Isso é óbvio, até porque o criminoso não registrará sua arma e nem se submeterá aos procedimentos burocráticos para adquirir o porte legal; o criminoso saltará etapas e não registrará uma arma que será usada para a prática de crimes. Bandido não entra em uma loja para comprar uma arma e registrá-la, ele busca no tráfico.

 

O que o “Estatuto” conseguiu fazer foi justamente o inverso; as armas saem das mãos das pessoas de bem e permanecem nas mãos dos marginais. Um dos resultados práticos e maléficos do “Estatuto do Desarmamento” foi eliminar o elemento surpresa da atividade dos criminosos, pois hoje eles podem entrar em qualquer estabelecimento ou residência com a certeza, quase absoluta, de que não encontrarão cidadãos armados no local, portanto, não haverá resistência por parte da vítima. É uma tese, inclusive descrita de forma muito direta por Lênin, ditador soviético, que defendia o marxismo e o anti-cristianismo, durante o início do século XX: “Um homem com uma arma pode controlar 100 homens que não tenha uma arma.” Lênin em seu “Decálogo”, ponto 10, nos remete à clareza de suas intenções comunistas-ditatoriais : "procure catalogar todos aqueles que têm armas de fogo, para que sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência". Há, hoje, no Brasil, uma minoria de marginais armados colocando de joelhos milhões de brasileiros, ao lado de uma considerável parcela da classe política que apoia o Desarmamento Civil. Isso é algo comprovadamente desastroso, ineficaz e desonesto para com a população, retirando-lhe o direito de defesa justa. Não obstante, este líder comunista chamado Lênin é venerado pelo PT, pelo PSOL e pelo PC do B, por partidos socialistas e comunistas no Brasil. Outro regime a adotar de forma irrestrita o controle de armas e o desarmamento civil, foi o nazista. Um dos principais projetos do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, liderado por Adolf Hitler, foi desarmar a população civil.

 

Impedir que a população se defenda, é poupar a vida de criminosos e, ao mesmo tempo, ampliar o número de mortes de pais e mães de família; pessoas honestas e retas estão ganhando lápides. A vida não pode ter dois pesos, todavia. Um marginal tem consciência, livre escolha, de que pratica um crime e sabe dos riscos do ato criminoso e de sua vida de marginalidade, tanto sob a ótica terrena quanto sob a ótica divina. Reforçamos, mais uma vez: “não podemos castrar a sociedade de seu direito de defesa”.

 

Muito se fala sobre o desarmamento, mas nossa atenção deve se voltar para o direito de defesa, de autopreservação da vida. Por que alguém que tenta cometer suicídio deve ser impedido pela autoridade policial — ou por qualquer pessoa? Porque é um dever moral preservar a vida. E, está claro: preservar a vida não é defender o Estatuto do Desarmamento. Se os dados — ou mesmo a operação lógica mais elementar — mostra que um indivíduo armado pode inibir a ação que visa ceifar sua vida, qual é a razão para este mesmo Estado que deve preservar a vida humana — como vimos — retirar meios que tornam isto possível? Senhores, estamos diante de um problema moral gravíssimo.

 

Há outro fator que não pode estar ausente neste debate. O direito à posse de armas não visa apenas a defesa da propriedade, mas também a autodefesa do indivíduo contra as ditaduras. Não a temos? Até isto começa a se tornar discutível em nosso país. Vejam a que ponto chegamos, senhores. Não é à toa que um dos mais sanguinários ditadores da história, Lênin, — não por coincidência, um comunista igualzinho àqueles que vimos em campanhas eleitorais, em discursos acalorados no Congresso e em postos de comando no Governo, que nunca desistiram de criar uma ditadura igual no Brasil — defendia abertamente o desarmamento da população. E então, senhoras e senhores, vamos permitir mais este ataque às liberdades individuais? Os fatos, como vimos, nos mostram que se trata de uma consequência lógica e de uma monstruosidade moral. Saibam vocês, que os defensores do desarmamento são contra a democracia, pois, inclusive repudiaram e desrespeitaram o resultado do “referendo” realizado sobre a comercialização de armas de fogo no Brasil, com a vitória esmagadora do “Não à proibição do comércio”, em 2005.

 

O “Estatuto do Desarmamento” é um fracasso, mas o(s) Governo(s) não irá(ão) admitir, pois a decisão é ideológica, e isso deve ser registrado.

 

O que dizer sobre os últimos acontecimentos no estado do Espírito Santo? Em uma semana sem policiamento, mais de 120 pessoas foram assassinadas. Centenas de lojas foram saqueadas e o prejuízo estimado já passa dos R$ 5 milhões. Logo, podemos destacar diversos pontos sobre o problema, mas sempre iremos retornar ao Estatuto do Desarmamento. Então, vamos lá:

 

  1. relativização de valores e da moralidade;

 

  1. falta de investimento em aparatos tecnológicos de investigação e armamento policial;

 

 

  1. desvalorização do policial; e

 

  1. O Estatuto do Desarmamento. Como peça chave, o Estatuto do Desarmamento deixou toda a população nas mãos de uma minoria de marginais “armados ilegalmente”. Logo, diante dos problemas ocorridos no Espírito Santo, podemos citar diversos outros pontos que contribuíram com a violência, mas sempre estará entre esses destaques, o famigerado e fracassado Estatuto do Desarmamento, como já mencionamos acima.

 

 

Está claro que esta política desarmamentista é equivocada sob todos os aspectos, e queremos registrar, por fim, mais uma passagem bíblica que mostra o viés perigoso sobre o Controle Absoluto de Armas, inclusive para o domínio de uma população inteira, uma nação inteira sob o comando de um governo mal-intencionado. A passagem está descrita no Velho Testamento (1 Samuel: 13:19-23): "1 Samuel 13:19" – “E em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança.” "1 Samuel 13:20" – “Por isso todo o Israel tinha que descer aos filisteus para amolar cada um a sua relha, e a sua enxada, e o seu machado, e o seu sacho.” "1 Samuel 13:21" – “Tinham, porém, limas para os seus sachos, e para as suas enxadas, e para as forquilhas de três dentes, e para os machados, e para consertar as aguilhadas.” "1 Samuel 13:22" – “E sucedeu que, no dia da peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas; porém acharam-se com Saul e com Jônatas seu filho.” "1 Samuel 13:23" – “E saiu a guarnição dos filisteus ao desfiladeiro de Micmás.”

 

Autoria do Artigo:

VictórioGalli, deputado federal e mestre em teologia; e

Manoel Carlos de Oliveira, consultor político

 

 

Fontes:

Obra “Mentiram pra mim sobre o sobre o desarmamento” (Bene Barbosa e Flávio Quintela).

Mapa da Violência 2014

Mapa da Violência 2015

Relatório Sobre a situação Mundial da prevenção à Violência – OMS/PNUD/UNODC

Movimento Viva Brasil - www.mvb.org.br

ONG Viva Rio

Artigos: Bene Barbosa, Fabricio Rebelo e Rogério Peninha Mendonça

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Armas e Cristianismo

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“Naquele tempo não havia nem mesmo um único ferreiro em todo o território israelita, porquanto os filisteus haviam proibido os hebreus de fazer espadas e lanças. Por este motivo, todo israelense tinha que dirigir-se aos filisteus para afiar seus arados, enxadas, machados e foices.” 1 Samuel 13; 19-20

O desarmamento como ferramenta de domínio e subjugação não é nenhuma novidade, porém, ao que parece, muitos tendem em ignorar esse fato. Povos e nações foram aterrorizados, genocídios ocorreram, ditadores se perpetraram no poder, esse é o rastro do desarmamento na história. Assim foi com os israelenses em tempos bíblicos, assim foi no Japão feudal, na Alemanha nazista, na extinta União Soviética, na Coréia do Norte, em Cuba, em Angola, no Iraque de Saddam Hussein e mais modernamente na Venezuela dos ditadores Chávez e Maduro que neste momento implementa o desarmamento enquanto levam seus cidadãos à fome e esmaga a oposição. Confesso que apenas esses exemplos já seria mais do que suficientes para que qualquer cristão se posicionasse firmemente contra qualquer tentativa de desarmamento, ou melhor, de qualquer tentativa de governos em criar o monopólio da força em suas mãos, mas podemos ir um pouco mais fundo nesse lamaçal de mentiras que se criou no Brasil nesses últimos anos sobre o assunto.

 

Embora o Brasil tenha em toda sua história sofrido com algum tipo de controle de armas, foi no governo do ditador Getúlio Vargas que surgiram as primeiras campanhas “voluntárias” de desarmamento e as restrições de calibres e tipos de armas que vigem até hoje no país. Seu único objetivo era evitar levantes como a Revolução Constitucionalista e que os coronéis nordestinos continuassem tendo poder local. Até a década de 90, tal legislação, embora já bastante restritiva, nunca foi impeditiva para que os cidadãos possuíssem e portassem armas de fogo e nunca foi um problema de ordem moral para qualquer cristão brasileiro a posse desses instrumentos. A coisa começa a mudar no governo de Fernando Henrique Cardoso que “importa” as diretrizes da ONU no que diz respeito ao controle de armas e aliando-se aos marxistas do CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil e da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, começa a incutir na cabeça dos desavisados que cristãos devem ficar longe das armas de fogo... Um tabu que nunca existiu! Um falso tabu criado única e exclusivamente para intuitos ideológicos.

 

Não foram poucos cristãos que já pegaram em armas e a Guerra Cristera, ocorrida no México e que se desenrolou entre 1926 e 1929, é um desses exemplos. Não tenho como aqui me aprofundar nos detalhes de tal conflito e de forma resumida posso afirmar que a Igreja Católica teria sido exterminada naquele país se milhares de cristão, homens, mulheres e até crianças não tivessem pego em armas e lutado contra o governo. Em todo Oriente Médio, neste exato momento, cristão se armam e combatem as tropas muçulmanas que sistematicamente exterminam aqueles que não professam de sua fé. Estão esses cristãos em pecado? Melhor seria entregar-se aos milhares para o abate como ovelhas? Não, claro que não!

 

Você já ouviu falar de São Gabriel Possenti? Provavelmente não. São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, nascido Francesco Possenti em 1º de março de 1838, viveu na cidade de Isola del Gran Sasso, na região de Abruzzo, Itália. No ano de 1860 cerca de vinte mercenários renegados, ligados ao exército do comunista Giuseppe Garibaldi invadem a cidade. Sozinho e desarmado sai do seminário para enfrenta-los. Ridicularizado por um facínora que estava prestes a violentar uma moça, em um rápido movimento, retira a arma da cintura do mercenário e rendeu outro, tomando-lhe também a arma. Seus companheiros correram em sua defesa e a morte do seminarista era certa se, naquele momento, um pequeno lagarto não tivesse cruzado a rua e por um mínimo instante parado. Tempo ínfimo, mas suficiente para que Possenti fizesse mira e abatesse o pequeno animal com um único disparo. As tropas, diante da coragem e da pontaria do rapaz, revolveram que o melhor seria abandonar a cidade.

 

Poderia ainda citar vários outros exemplos e personagens como o pastor Sam Childers conhecido como o Pastor Metralhadora cuja história deu origem ao filme Redenção ou ainda   Charl van Wyk um missionário que com apenas 21 anos que salvou mais de mil pessoas de um ataque terrorista na igreja St. James localizada no subúrbio da Cidade do Cabo, África do Sul, ao disparar com seu revolver contra 4 homens que invadiram o local disparando seus fuzis e lançando granadas, mas gostaria de deixar como exemplo máximo da total compatibilidade – e muitas vezes da necessidade - da posse e do porte de armas e o cristianismo, ninguém menos que o Papa, não apenas o Papa atual, mas todos os Papa que são protegidos pela Guarda Suíça, tropa de elite do exército Suíço que usando submetralhadoras MP-5 e pistolas Glock 9mm protegem sumo pontífice.

Afirmo sem o menor medo, como católico e defensor da pacífica posse de armas de fogo, que não há a menor incompatibilidade entre esse instrumento e a fé cristã e como afirmou João Paulo II: “Em um mundo marcado pelo mal e pelo pecado, existe o direito à legítima defesa com armas e por motivos justos... Esse direito pode se tornar um grave dever para quem é responsável pela vida dos outros, da família ou da comunidade civil”.

Este artigo foi publicado originalmente na revista Verbum nº 2

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Deputada Mara Gabrilli diz que vota pela vida. Vida de quem? Do bandido?

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A deputada Mara Gabrilli do PSDB de São Paulo publicou em seu perfil do Facebook um longo texto (veja aqui: https://goo.gl/jD3zwQ) sobre quais seriam seus supostos motivos para apoiar o desarmamento e para votar contra o PL 3722/12 do deputado Rogério Peninha que revoga o Estatuto do Desarmamento e cria uma nova legislação que garantirá o direito de defesa do cidadão ordeiro. Pois bem, o texto, provavelmente escrito por algum assessor, é desonesto e fraudulento do princípio ao fim. Não há ali uma só linha verdadeira e por isso, embora admita que é cansativo fazê-lo, terei que desmontar ponto-a-ponto e espero que você tenha paciência de ler tudo. Acredite, valerá a pena! E vamos lá!

O título já mostra que há uma clara tentativa de demonizar os que são favoráveis ao projeto, pois se votar contra o mesmo é votar pela vida, votar a favor é o que? Votar a favor da morte? Nada mais falso! A diferença talvez esteja em uma pergunta simples: vida de quem? Do bandido ou do cidadão, do pai e mãe de família, do trabalhador? Eu também sou favorável a vida. A vida da minha família, dos meus filhos, dos meus amigos e de todos os demais bons cidadão que diariamente tombam sem defesa perante uma criminalidade cada vez mais violenta e armada.

Haverá retrocesso com a aprovação do PL 3722? Em partes sim, é verdade. E isso seria ruim? Bom, basta compararmos os dados criminais e em especial o número de homicídios atuais e os das décadas de 70, 80 e 90 quando o porte ilegal de arma sequer era crime e praticamente toda casa tinha uma arma em seu interior. Se o tal “retrocesso” for viver novamente em um país onde o criminoso tinha medo de invadir uma casa e levar um tiro de seu proprietário, para mim está de bom tamanho.

A deputada, ou seu assessor, sei lá, ainda chama de retrocesso o fim da renovação obrigatória do registro (eles falam em 3 anos, desconhecem até mesmo a legislação atual que recentemente já ampliou esse prazo para 5 anos). Para que serviu tal obrigatoriedade? Para nada! Ou melhor, não passou de uma dificuldade a mais para o cidadão que quer manter sua arma legalmente. Essa obrigatoriedade jogou na ilegalidade milhões de armas e diariamente vemos pessoas sem qualquer envolvimento com o crime sendo presas devido a isso.

Ao usar o Mapa da Violência tudo que eles conseguem é mostrar o quanto a atual legislação fracassou em impedir o acesso às armas pelos criminosos e que as dificuldades criadas pelo Estatuto do Desarmamento continuam não impedindo milhares de homicídios por ano! Interessante notar que sobre o percentual de homicídios com a utilização de armas de fogo tem subido nos últimos anos nem uma palavra, pois isso prova, como já disse, que a lei não impediu que os criminosos se armassem.

São Paulo tem uma taxa média de resolução de homicídios de 30% (acredite, é uma das melhores do país), portanto, 70% ficam sem serem esclarecidos e assim, impossível determinar com precisão os motivadores dos mesmos. A deputada – ou seu assessor, sei lá - desconhece ainda o fato que razões fúteis e torpes para efeitos de condenação são aquelas que ocorrem em total desproporção entre a ação e a reação. Um exemplo: se você está em um bar, derruba sua cerveja no pé de alguém que para o seu azar é um traficante homicida e ele o mata, foi por motivo fútil, banal. A intenção, absolutamente desonesta, é tentar fazer o seu incauto leitor acreditar que esses assassinatos por “motivos fúteis” foram cometidos por pessoas comuns que com suas armas legais e seus respectivos portes de armas. Conta outra, deputada!

As armas apreendidas em São Paulo que foram rastreadas foram apenas as que possuíam número de série intacto o que significa menos de 10% do total apreendido, só por isso já se concluiu que a amostra analisada está totalmente contaminada e qualquer analista sério e não mal-intencionado a descartaria de imediato. Não bastasse isso, apreendidas em que situação de crime? Registro vencido? Transporte irregular? Porte ilegal sem o cometimento de outro crime? Apreendida após o seu proprietário fazer um tiro de advertência para espantar um ladrão que pulou o seu muro (sim! Há apreensão da arma mesmo em casos de legítima defesa) Entenderam a desonestidade? Não é porque uma arma foi apreendida que ela automaticamente está envolvida em um “crime de sangue”.

Gostaria realmente de saber de onde eles tiraram o número de que 40% dos pacientes que são atendidos pela AACD são “vítimas de armas de fogo” (como se as armas saíssem por ai disparando sozinhas). Encontrei dados bem diferentes no próprio site da Instituição. Vejamos: “Destes, 77,4% tiveram lesões traumáticas (acidentes de trânsito, tiro, quedas, por exemplo) e 22,6% lesões não traumáticas (tumores, infecções, acidentes vasculares, por exemplo).

Dentre os números de vítimas de lesão medular por acidentes de trânsito, os acidentes com moto lideram o ranking com 43,6% dos casos, seguidos pelos acidentes de carro que representam 36,4%, atropelamento 12,7%. Acidente com bicicleta e acidente com caminhão somam 7,2%.”

Seja como for, quais são as histórias por trás daqueles que tragicamente acabaram permanentemente lesionados por disparos? A resposta é mais do que óbvia: a maioria absoluta foi pelas mãos de bandidos ilegalmente armados! E tome desonestidade! Aliás, pela lógica simplista apresentada e pelos números apresentados acima, muito mais útil seria proibir os veículos.

Como assim dizer que dos 285 atletas que participaram dos jogos Paralímpicos no Rio de Janeiro 35,4% foram vítimas em acidentes de trânsito ou arma de fogo? Qual a porcentagem de um e de outro? 34,4% de acidentes de trânsito e 1% por disparo de arma? E, mais uma vez pergunto, desses quantos foram baleados por pessoas legalmente armadas? Claro que não saberemos essa resposta pelas mãos da deputada. Ah! Aproveitando, a nobre deputada poderia verificaras dificuldades quase intransponíveis dos atiradores paraolímpico.

Sim no Brasil a vida está banalizada! Não tenho a menor dúvida que há milhares de bandidos soltos e armados por ai que não pensariam duas vezes em me matar para roubar o meu celular e nada mais justo que eu tenha uma forma de me defender. É simples ou não? É! Basta um pouco de honestidade intelectual.

E para encerrar com chave de ouro vemos aquele número mágico de 160 mil vidas salvas. Número esse que varia de acordo com os humores de quem inventa, digo, de quem analisa. Já vi 120 mil, 74 mil, 200 mil. Ao que parece, não se acertam nem na hora de combinar os números. Pois bem, digamos que seja verdade que esse número exista (e não existe! Que fique claro.) não há qualquer comprovação que foi o Estatuto o Responsável pela redução e tais “vidas poupadas”! Nos últimos 10 anos a taxa de homicídios cresceu em 20 dos 27 estados brasileiros.

Oras, como explicar que em determinados estados (apenas 7) o Estatuto funcionou e nos outros 20 não? Não há como explicar, pois é mentira! O estatuto não foi o fator de redução em nenhum lugar! Políticas públicas é que fizeram a diferença, como por exemplo, em São Paulo que reduz seus homicídios desde 1999 (portanto muito antes do Estatuto) e conseguiu isso de uma forma que parece absurda para a deputada e sua assessoria: colocando bandidos na cadeia! Cadeia inclusive que a deputada fez questão de livrar os menores infratores quando votou contra a redução da maioridade penal.

Fica a pergunta que não quer calar: vida de quem, deputada?

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No Espírito Santo, um legionário desarmado.

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A surrealidade brasileira costuma não respeitar barreiras, isso todos sabemos. Quando o assunto é arma nem se fala então. Eis que no meio desse caos que vive o Espirito Santo com a greve de policiais que deixaram os cidadãos totalmente à mercê da bandidagem surge mais uma dessas histórias fantásticas que, tal qual a jabuticaba, você verá apenas no Brasil.

Frédéric Decatoire, um amigo de Cachoeiro Do Itapemirim no Espirito Santo, tentou tempos atrás adquirir legalmente uma arma de fogo. Apresentou toda a documentação, fez todos os testes, tem mais de 25 anos, trabalha, tem família, renda lícita e todo o mais que seria necessário para lhe assegurar esse direito. Seria, senão fosse a tal declaração de efetiva necessidade exigida pela legislação atual e que, por sua subjetividade, acaba sendo usada com total arbitrariedade para negar a compra de armas legais. E assim ocorreu com Frédéric que teve seu pedido negado com a seguinte justificativa:

“A utilização da força na prevenção e combate à criminalidade é exclusiva e dever do Estado, através de seus órgãos de segurança pública. A aquisição de uma arma de fogo pode lhe dar uma falsa sensação de segurança, contrariando ao que se preconizam as campanhas em favor do desarmamento...”

Para o delgado da Polícia Federal, é a polícia que deve cuidar da segurança do cidadão, 24 horas por dia, 7 dias por semana e em todos os lugares! Não bastasse o absurdo utópico de uma declaração dessas - oras vejam só! – as polícias daquele estado estão nesse momento em greve e os cidadãos simplesmente sem ter a quem recorrer, acuados em suas casas, assustados, rezando para que o pior não aconteça e uma turba de bandidos irrompam pela porta. É, realmente o Estado cuida muito bem da segurança do cidadão, não é mesmo senhor delegado? Além de que, como já escrevi em outro artigo, o cidadão que busca a compra de uma arma não está atrás de justiça e muito menos em sair por ai combatendo a criminalidade. O que esse cidadão quer é o direito de sobreviver!

Não bastasse tudo isso, Frédéric Decatoire, é um ex-legionário francês – tropa de elite do Exército daquele país – que serviu de 1989 até 1994, participando de quatro operações militares na África e uma em Sarajevo. É, meus amigos, foi para ele que um delegado da Polícia Federal veio dizer que armas não trazem segurança. Muito fácil para quem está com uma Glock 9mm na cintura e não precisa ligar 190 para ser socorrido. Quando o 190 estiver funcionando novamente, claro.

 

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