Creio que está mais do que evidente que a saída de Otávio Lessa do TC para assumir a ARSAL faz parte de uma negociação política com o grupo que ainda está no poder em Alagoas.

Há de se dizer que a negociação está em curso, esperando ainda a confirmação de Paulo Dantas na cadeira vazia deixada pelo habilidoso político que a ocupava.

Mas a questão, anunciada neste espaço no primeiro semestre ainda, é digna de uma indagação: essa transação política se dá como um negócio privado, que só diz respeito a quem dele participa diretamente?

Esta não é uma pergunta retórica, até porque a hermenêutica local tem mistérios para os quais nunca vi explicação plausível – pelo menos para as pessoas comuns, e é o meu caso.

Se está no campo do privado, tudo bem, é jogo jogado. 

Mas se não é o caso, quem há de por o guizo no gato?