Quem viu o primeiro turno da eleição em Alagoas pôde acompanhar as “mobilizações” de prefeitos e dos principais candidatos majoritários, principalmente no interior do estado.
Eram as chamadas “multidões de plástico”, formadas principalmente por servidores comissionados – estaduais e municipais -, que eram obrigados a acompanhar os candidatos apontados e apoiados pelos seus respectivos chefes.
O que vemos agora, no segundo turno da eleição presidencial, é completamente diferente: nas ruas, os apoiadores reais dos dois postulantes à presidência da República.
É verdade: com perfis diferentes, mas com volumes bem parelhos.
Lula reunindo estudantes e trabalhadores (majoritariamente).
Bolsonaro arregimentando empresários médios e pequenos e alguns setores mais ideológicos – à direita (majoritariamente).
Acho que a campanha volta ao leito do qual nunca deveria ter saído: as ruas.
