Pode ser bravata, mas ao que parece é para valer, primeiro momento. Segundo um bem situado caldista, o governador eleito não tem a mínima disposição para negociar com o atual presidente da Assembleia – nem “acordo de paz”.

O embate entre os dois, com xingamentos e juras de desamor sem fim, ainda deve repercutir por um bom tempo.

A questão, e assim revelou um assessor direto do presidente da Assembleia, é que a vitória de JHC não estava prevista “nem no pior cenário” analisado pelo grupo governista.

Talvez até por isso, MV apertou o pé no acelerador, deixando qualquer prudência para trás.

É verdade, também, que o futuro governador quer criar uma nova “agenda” de poder na Casa de Tavares Bastos.

Lembrando que JHC tomar posse em 6 de janeiro e os deputados só em 1º de fevereiro, quando devem realizar a eleição da nova mesa diretora da Assembleia.

Ricardo Nezinho parece mesmo ser o candidato de MV a sua sucessão, já que, é o que parece, ele não pode mais ficar no cargo.

Vai ser difícil JHC mudar esse cenário nesse momento, mas é bom lembrar que Nezinho é um deputado tão obscuro quanto era Paulo Dantas, que terminou se tornando governador pelas mãos do presidente da Assembleia.

Aliás, MV já escolheu Luciano Amaral para ser o futuro ocupante da principal cadeira do Palácio República dos Palmares.