Uma manifestação realizada na manhã desta quarta-feira (14) expôs a falta de estrutura e as condições precárias de trabalho nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) de Maceió.
Policiais civis se reuniram em frente à DEAM 2, no bairro Salvador Lira, para denunciar o funcionamento do plantão de 24 horas sem insumos básicos, alojamento adequado ou celas para custódia de presos.
No prédio do Salvador Lira, a fossa sanitária localizada na entrada apresenta sinais de deterioração com risco de desabamento.
No interior do imóvel, as policiais civis do cartório dividem computadores para conseguir registrar as ocorrências por escassez de equipamentos. Além disso, não há alojamento feminino: o único espaço de descanso é compartilhado por servidores de ambos os sexos e possui porta sem fechadura.
A ausência de estrutura física também afeta o atendimento e a custódia. A DEAM 2 não possui local para manter presos temporariamente durante a lavratura dos flagrantes, e todo o prédio conta com apenas um banheiro social, que é dividido entre os policiais, as vítimas que buscam atendimento e os próprios detidos.
Situação semelhante ocorre na DEAM 1, localizada no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), no bairro de Mangabeiras.
A unidade, que também teve o atendimento ampliado para 24 horas, apresenta infiltrações nas paredes, ausência de alojamento feminino, falta de celas apropriadas, déficit de pessoal e computadores insuficientes.
As denúncias sobre a situação das duas unidades especializadas da capital foram formalizadas e entregues pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) à Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público e à Delegacia-Geral da Polícia Civil, cobrando adequações urgentes.
