Cidinha é Nossa Senhora Aparecida ( você sabe, né?), é a santa negra que, faz pouquinho tempo, foi achincalhada por uma gente estúpida, que queria lhe tirar o título de Mãe protetora do povo brasileiro, desde 1717.
A negritude de Cidinha é uma afronta a um país de natureza racista, mas, daí, no caos formado entre o machismo e racismo, o povo se uniu em prece para pedir bênçãos à padroeira, um sinal de presença.
E ela bem magnânima nos mandou a estudante de direito e influenciadora digital, Ana Elisa.
Não só a deputada mais jovem da história da Câmara Federal, também a mulher mais bem votada da trajetória da bancada mineira na Câmara de Deputados..
Essa preciosa de 21 anos, de inteligência ímpar, desenvoltura absurda, presença incrível, politização incontestável e uma belíssima pele negra retinta, feito pêssego, é um fenômeno.
Filha da professora, Maria Emília, a mineira, Ana Elisa, de Divinópolis, município onde o ativismo de um amiga e parceira desta ativista, uma aguerrida de nome, Maria Catarina Laborê, referência local de projeto ancestral, tecido de honestidade e princípios , foi referenciado pela deputada federal eleita, como referencia de letramento politico da luta antirracista..
Que bom!.
A campanha da deputada federal, Ana Elisa, teve como base a internet e os recursos de uma vaquinha on-line, ( sem negociação subterrânea de votos), que passou de cem mil reais e , pasmem, foi votada em todos os 853 municípios mineiros.
Minas Gerais é o estado do Brasil que tem o maior número de municipios, exatos, 853.
Uau!
Nada de ‘painho’ na jogada, como em Alagoas.
Esta velha ativista alagoana, Arísia Barros, olha para essa menina e enxerga esperança, sabe aquela coisa de fôlego novo, (sem o cabide da política familiar que manipula autoridades, territórios e gentes pobres), o desafio de ocupar espaços para que nossa identidade não seja engolida?
Ana Elisa é enredo potente , contemporâneo e jovem dentro da letra libertária do mundo.
Ecos ensurdecedores de um capítulo da história negra, em que não somos meras coadjuvantes.
Assumimos o poder, no Congresso Nacional.
Escutou o sussurro de Aqualtune, a primeira comandante do Quilombo dos Palmares?
Nós podemos!
RE-PRE-SEN-TA-TI-VI-DA-DE!!
Sem querer sacralizá-la ( isso é ruim) e respeitando o fato da humanidade imperfeita, ( todo mundo a tem), mas, Ana Elisa, como ela mesmo afirma: ‘’ É o sonho mais sonhado da nossa ancestralidade”.
Salve, Ana Elisa.
Mojubá!
Eita, Cidinha, que benção arretada.
Obrigada!
Salve 12 de outubro!
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