Por que estamos tão silenciosos, quando a máquina de moer gente, o sistema que nos quer submissos, está a todo vapor?
Por que estamos tocando nossas vidas, como se nada demais estivesse acontecendo, enquanto, os dados estão sendo rolados e as primeiras cabeças a serem cortadas, serão as nossas?
Sempre fomos imigrantes indesejados, descartáveis, porque agora será diferente?
Povo negro de Palmares estamos obtusos, confusos, desnorteados, dentro da colonialidade que nos faz passivos e sufoca a visão, mas, precisamos reagir.
É preciso, novamente, chamar de volta os bocados de sabedoria da quilombagem ancestral , em nossas almas de luta.
Subir a Serra da Barriga, em novembro, se faz agora, gota em copo d’água, transbordando de intolerâncias, urge afiar nossas ideias e usar a logicidade ,estratégica, como arma.
Povo de Palmares uni-vos, antes que novas balanças nos pese feito gado de corte.
Arrobas!
Memória e movimento!
Se Palmares, não existe mais. Faremos Palmares de novo!
Povo negro de Palmares uni-vos!
