O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) atua, nesta quarta-feira (7), no nono julgamento de Albino Santos de Lima, acusado de matar a jovem Mikaele Leite da Silva, de 21 anos, no conjunto Joaquim Leão, bairro do Vergel do Lago, na parte baixa de Maceió. 

A acusação, conduzida pela promotora de Justiça Adilza de Freitas no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, baseia a sustentação em exames de confronto balístico que ligam a arma apreendida com o réu aos projéteis retirados do corpo da vítima e do local do crime.

De acordo com os autos do processo, o crime foi praticado nas proximidades de um estabelecimento comercial da região, motivado pela não aceitação da recusa da vítima em reatar um relacionamento afetivo. 

Mikaele foi atingida por disparos de arma de fogo pelas costas e morreu no local antes de receber socorro médico, deixando um filho órfão. A promotoria sustenta a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, a promotoria rebate a tese da defesa de ininputabilidade do réu. Segundo a promotora Adilza de Freitas, um incidente de insanidade mental instaurado pela Justiça comprovou que, à época dos fatos, o acusado tinha plena capacidade de compreender o caráter ilícito de suas ações, apresentando laudo compatível com perfil de psicopatia, e não de incapacidade mental.

Albino Santos de Lima está custodiado no sistema prisional desde 2024. As investigações do MPAL apontam que o réu planejava os homicídios de forma detalhada, mantendo arquivos eletrônicos com fotos, dados pessoais e cronogramas de execução das vítimas na Região Metropolitana de Maceió. 

Em agosto de 2026, o réu confessou a autoria das execuções em entrevista a um veículo de imprensa nacional, embora tenha negado os fatos em sessões anteriores do júri.

As condenações já impostas a Albino Santos em oito julgamentos anteriores ultrapassam 200 anos de reclusão. A sentença mais recente ocorreu em 15 de maio de 2026, quando o Juízo da Capital fixou a pena em 29 anos e um dia de prisão pelo homicídio de José Ilso Siqueira Filho, de 24 anos.