O menino de 20 anos estava na vidinha tranquila, muito light,  de filho da oligarquia rica, dominante, das Alagoas dos Marechais, daí papai chegou.

 Papai chegou!

-  Ô, menino, tu ainda está aí. Levanta, veste um paletó, decora uns discursos ,que você vai ALI, representar Alagoas, em Brasília como parlamentar..

O rapaz de calças curtas piscou os olhos avexado,  e retrucou rindo das ideias do pai:

-Ôxe, coroa, que viagem é essa? Eu não tenho nenhuma experiência na vida política.  Como vou representar um estado todinho, sem estudos , sem mesmo ter conhecimentos algum sobre a atuação parlamentar?

- Tem aperreio, não, filhinho do papai. Isso é besteira.  Vou te ensinar tudo que sei e você será o deputado Federal que representará o nosso Grupo político, entendeu?

-Se o senhor está falando, Pai- disse o filho obediente.

E. foi assim que, em uma decisão,  ególatra e  monocrática Arthur Lira botou a total inexperiência do  filho de calças curtas, à serviço de um estado com uma abissal complexidade, como Alagoas, no lugar da excepcional, destemida, inteligente, advogada, Jó Pereira na concorrência para deputada federal

É um caso típico de violência política de gênero, na política, né, não?

Mas, quem liga?

Tem muita mulher que aplaude.

Neiva do céu!