A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), detalhou o modo de atuação de L.I.N.J, de 42 anos, conhecido como "Boss".
Apontado pelas investigações como um dos principais fornecedores de entorpecentes do Comando Vermelho (CV), o homem foi preso no bairro do Antares, na parte alta de Maceió.
Segundo as equipes da Seção de Capturas da DRACCO, que deram suporte à Operação Icarus,deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o investigado possuía ligação direta com o alto escalão da facção criminosa.
Ele era o responsável por negociar grandes cargas de drogas, organizar a logística de fretes e pagamentos e coordenar operadores financeiros, utilizando nomes de terceiros (laranjas) para ocultar movimentações milionárias do tráfico.
A operação integra uma ação conjunta realizada simultaneamente nos estados de Alagoas, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.
A rede de distribuição e lavagem de dinheiro articulada pelo investigado movimentou pelo menos R$ 70 milhões através de empresas de transporte e logística que viabilizavam o envio contínuo de entorpecentes entre São Paulo e o Rio de Janeiro.
Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva na capital alagoana, o suspeito foi conduzido para os procedimentos cabíveis e permanece sob custódia do sistema prisional, à disposição das autoridades judiciais que conduzem o processo.
