As polícias civis de Alagoas e Sergipe investigam uma sequência de saques em dinheiro vivo realizados por uma empresa que presta serviços à Prefeitura de Maceió desde 2021. Em dez dias, foram retirados R$ 5,084 milhões, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (21) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL).
A movimentação financeira chamou a atenção após um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A partir das informações, as autoridades passaram a acompanhar os saques realizados pela empresa.
Na última sexta-feira (18), dois funcionários, identificados como Maurício e Leopoldo, foram abordados após deixarem uma agência bancária em Maceió. Com eles, os policiais encontraram R$ 2 milhões em espécie.
De acordo com a SSP, Maurício é gerente da empresa, enquanto Leopoldo trabalha com ele. Aos investigadores, os dois afirmaram que o último saque havia sido realizado a pedido da proprietária da empresa e que o dinheiro seria entregue a ela.
Os funcionários foram ouvidos e liberados, mas permanecem à disposição da Justiça. Os celulares deles também foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
Segundo a investigação, os saques ocorreram em quatro operações: R$ 1 milhão, R$ 84 mil e duas retiradas de R$ 2 milhões, totalizando R$ 5,084 milhões no período de dez dias.
O secretário executivo da Segurança Pública de Alagoas, coronel Patrik, informou que os R$ 2 milhões apreendidos serão depositados em uma conta judicial. O valor permanecerá à disposição do Poder Judiciário até que sejam esclarecidas sua origem e destinação.
A investigação busca identificar por que os recursos foram retirados em espécie e qual seria a finalidade do dinheiro. Outros representantes da empresa devem ser chamados para prestar esclarecimentos.
As apurações também têm como ponto de partida informações da Polícia Civil de Sergipe, onde sócios da empresa são investigados e já foram indiciados por peculato em contratos firmados com a Prefeitura de Aracaju.
Em Alagoas, os investigadores ainda devem analisar os contratos mantidos pela empresa com a Prefeitura de Maceió e verificar se existe alguma relação entre as movimentações financeiras e possíveis irregularidades.
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