Já disse algumas vezes: o maior problema desta eleição em Alagoas não são as promessas dos candidatos. A classe política está olhando com mais atenção para quem anda ao lado deles.

Porque ninguém governa sozinho. Junto com o candidato chegam os amigos, os aliados, os interesses e, principalmente, aqueles que já se comportam como donos do poder antes mesmo da eleição.

É isso que preocupa prefeitos e lideranças. Eles observam as vaidades, a soberba e a fome de espaço de quem cerca cada candidato. Querem saber quem vai dialogar, quem vai perseguir, quem vai ajudar e quem já está escolhendo suas próximas vítimas.

Em Alagoas, não se elege apenas um governador. Elege-se também o seu entorno. E, às vezes, o perigo não está em quem senta na cadeira principal, mas em quem acredita que governará pelas laterais.

Por isso, muitos não estão escolhendo o melhor projeto. Estão tentando descobrir qual grupo será menos letal para seus municípios.

No fim, a pergunta desta eleição talvez não seja apenas “quem vai governar Alagoas?”.

É também: quem virá junto?