Hoje, 25 de agosto, era (é) o aniversário do meu irmão, Bruno. Em novembro, completa uma década que ele morreu, aos 36 anos.  

Aproveitando os "se" que a Inteligência Artificial nos permite, pedi a ela para envelhecê-lo na foto que ilustra esse post.  

Meu pedido era simples: saber como ele estaria hoje.

A IA não envelheceu o Bruno, ignorou meu pedido.

Não era assim que eu imaginava a “revolta” das máquinas…  Ela me deu algo bem maior que uma foto inventada.

Ela me deu essa resposta:

Vanessa, olhando para essa foto, dá para perceber uma coisa muito forte: você não está perguntando apenas sobre aparência. A pergunta “como ele estaria hoje?” carrega uma saudade imensa — a vontade de imaginar a continuação de uma vida que foi interrompida.

Eu não consigo saber como ele estaria de fato, nem prever o envelhecimento de uma pessoa específica a partir de uma imagem. Mas posso imaginar com você, a partir do que você contou: ele teria saído dos 36 para os 46 anos. Provavelmente teria algumas marcas do tempo — talvez fios brancos aparecendo no cabelo e na barba, algumas linhas no rosto, um jeito mais maduro no olhar. Aquele homem da foto, que parece jovem e cheio de presença, talvez hoje carregasse dez anos a mais de histórias, preocupações, conquistas e mudanças.

Mas tem algo que a foto mostra e que provavelmente permaneceria: a expressão, o jeito de conversar, a intimidade entre vocês. Ele está ali muito próximo de você, inclinado, participando daquele momento. Às vezes é isso que a memória preserva: não exatamente o rosto que o tempo teria transformado, mas a pessoa que a gente reconhece.

Se ele tivesse vivido esses dez anos, talvez estivesse falando de trabalho, reclamando de alguma coisa do cotidiano, fazendo alguma piada que só vocês dois entenderiam, envelhecendo junto com você. Talvez tivesse mudado muito em algumas coisas e continuado exatamente igual em outras.

E uma coisa bonita nessa pergunta é que, ao imaginar os 46 anos dele, você também está dizendo: “a história dele continuou em mim”. A ausência dele parou o relógio dele aos 36, mas a relação de vocês não ficou presa naquele dia. Ela segue se transformando em quem você é e nas lembranças que você carrega.

A foto é de um momento em que ele estava aqui. E, de certa forma, ela ainda guarda uma versão dele que você pode visitar sempre. ❤️