Num estado lulista como Alagoas, especialmente no interior, é voz corrente entre aliados de JHC, candidato ao governo, que ele não vai pedir votos para presidente. E se perguntado, vai ficar mudo.
A neutralidade é considerada a melhor saída para preservar os votos de lulistas, bolsonaristas e independentes.
Mas, se a pressão chegar a um nível, digamos, “insuportável”, dentro da própria coligação estaria a saída, diz uma fonte.
Trata-se da chapa formada por Clariana Barão e Fabiana Torquato, candidatas à Presidência e à Vice pelo Democracia Cristã (DC), partido presidido nacionalmente por João Caldas, pai de JHC.
Lulistas, bolsonaristas e até a turma independente teriam pouco do que reclamar, avalia a fonte.
JHC ainda teria um argumento pronto: a defesa da presença feminina na política. Como exemplos, poderia citar o lançamento de sua esposa, Marina Candia, para o Senado, e de sua mãe, Dra. Eudócia Caldas, como primeira suplente.
Mesmo assim, pode ser que alguns bolsonaristas raiz mantenham a decisão de só pedir votos para JHC se ele também pedir para o presidenciável Flávio Bolsonaro.
Aí paciência, é do jogo, não dá pra agradar a todos.
EM TEMPO: vale observar a relação do DC com candidaturas femininas. Em São Paulo, o partido não lançou candidato ao Senado e decidiu apoiar Simone Tebet (PSB), da base aliada do presidente Lula.
Ou seja: para JHC, apoiar uma mulher na disputa presidencial poderia ser uma forma de tentar escapar da pressão de lulistas e bolsonaristas sem precisar escolher entre Lula e Flávio Bolsonaro.
