Ainda antes de ser especulada para disputar uma vaga na Câmara Federal, Marina Candia já era vista como um bom produto de marketing.

Agora, lançada como Marina JHC e candidata ao Senado, depois de se destacar nas redes sociais, é avaliada como um ótimo produto de propaganda na disputa pelas duas vagas ao Senado.

A estratégia deverá ser vinculá-la intensamente ao marido, o ex-prefeito de Maceió e candidato a governador JHC (PSDB).

Com forte presença nas redes sociais, Marina terá como principal território eleitoral a Grande Maceió.

Vai correr atrás dos votos na capital, tentar conquistar o eleitor que rejeita Arthur Lira (PP-UB) e, especialmente, Renan Calheiros (MDB), além de atrair bolsonaristas e o público religioso.

Mas há uma pedra no caminho: o marido não poderá pedir votos para ela nos palanques de prefeitos, vereadores e deputados já comprometidos com a dobradinha de Renan e Arthur.

Contam-se nos dedos os parlamentares, vereadores, cabos eleitorais e gestores municipais que não estão acertados com a dobradinha para o Senado.

Marina terá, portanto, de convencer o eleitor a quebrar o voto casado e escolher um terceiro nome.

Só uma eleição extraordinária fará Marina superar esse quadro, porque eleição não se faz apenas com redes sociais e propaganda no rádio e na televisão.

Mas nada é impossível.