A seca avançou em Alagoas entre junho e julho e passou a atingir 66% do território estadual, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas, divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). No mês anterior, o fenômeno estava presente em 37% do estado.

Além da expansão da área afetada, houve também aumento na intensidade da estiagem. A parcela de Alagoas classificada com seca moderada passou de 19% para 30% entre junho e julho. Segundo a ANA, trata-se do cenário mais severo registrado no estado desde março, quando a seca moderada alcançava 35% do território alagoano.

O agravamento coloca Alagoas entre as 12 unidades da Federação que apresentaram intensificação da severidade da seca no período. Também houve piora nos indicadores em estados como Bahia, Paraíba, Pernambuco e Sergipe, que, assim como Alagoas, integram a região Nordeste.

Área afetada aumenta no Nordeste

A situação de Alagoas acompanha um movimento de expansão da seca em boa parte do Nordeste. Entre junho e julho, 17 estados brasileiros registraram aumento da área afetada pelo fenômeno. No Nordeste, a área com seca também cresceu em estados como Bahia, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Pernambuco apresentou o maior percentual de território nordestino atingido pela seca em julho, com 91%, além de registrar a condição mais intensa do fenômeno na região. A Bahia tinha seca em 90% do território, enquanto a Paraíba chegou a 85% e o Rio Grande do Norte, a 79%.

Em Alagoas, os 66% de área atingida representam a maior extensão registrada desde março, quando o fenômeno alcançou 68% do estado.

Mapa do Monitor em junho e julho de 2026 / Fonte: ANA

 

Seca avança no Brasil

O cenário de Alagoas ocorre em meio ao avanço da seca em diferentes regiões do país. De acordo com a ANA, a área total com registro do fenômeno no Brasil passou de 3,79 milhões para 4,43 milhões de quilômetros quadrados entre junho e julho, o equivalente a 52% do território nacional. No mês anterior, o percentual era de 45%.

A seca se intensificou em 12 estados no período, enquanto apenas São Paulo apresentou redução na severidade. Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por outro lado, deixaram de registrar o fenômeno em julho, juntando-se a Amapá e Distrito Federal entre as unidades da Federação livres de seca naquele mês.

O Monitor de Secas acompanha mensalmente a ocorrência e o grau de severidade do fenômeno no país, considerando indicadores relacionados à falta de precipitação e seus impactos de curto e longo prazo. A ferramenta é utilizada como apoio ao planejamento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da estiagem.