O cabo da Polícia Militar que aparece em um vídeo fazendo uso de uma substância semelhante à cocaína, ao lado de uma mulher seminua, afirmou em depoimento que enfrenta um quadro de estresse pós-traumático e problemas relacionados ao consumo de álcool e drogas. O militar foi preso em flagrante na quarta-feira (19), após a repercussão das imagens nas redes sociais, e posteriormente passou a cumprir prisão domiciliar.
Segundo o depoimento prestado no dia da prisão, o policial atribuiu o início do uso de álcool e drogas a experiências vivenciadas durante o trabalho operacional. Ele relatou ter desenvolvido estresse pós-traumático após situações ocorridas durante o serviço e disse que encontrou nas substâncias uma forma de lidar com os problemas.
O cabo também contou que foi baleado ao intervir em uma situação para defender terceiros e precisou passar por cirurgia em razão dos ferimentos. De acordo com o relato, após o procedimento, enfrentou complicações, dificuldades para conseguir atestados médicos e sucessivas mudanças de unidade, o que fez com que trabalhasse longe de sua residência.
A situação, segundo o policial, provocou dificuldades financeiras e o colocou em contato com ambientes e pessoas que teriam contribuído para o consumo de álcool e drogas.
Ainda conforme o depoimento, ele chegou a procurar ajuda para interromper o uso das substâncias, mas não obteve resultados. Posteriormente, ficou internado durante quatro meses em uma clínica de reabilitação.
Sobre o vídeo que viralizou nas redes sociais, o militar afirmou que as imagens foram gravadas em 2025, cerca de uma semana antes de sua internação. No registro, ele aparece ao lado de uma mulher seminua e utilizando uma substância que está sobre os glúteos dela. Uma arma de fogo também aparece presa à roupa íntima da mulher.
O policial permanece preso no Quartel da Polícia Militar. A prisão foi determinada pelo prazo de 72 horas, contado a partir de 19 de agosto, como medida voltada à preservação da disciplina e do decoro da corporação.
