O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) aparece no sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pedido ainda aguarda julgamento da Justiça Eleitoral.

O registro no DivulgaCand confirma a saída do parlamentar alagoano da disputa pelo Senado e sua entrada na corrida pelo Palácio do Planalto. A chapa concorrerá com o número 22.

Gaspar vinha sendo apresentado como um dos nomes do campo conservador para uma das duas vagas de Alagoas no Senado. A articulação mudou depois que ele foi escolhido para compor a candidatura presidencial do PL.

Natural de Maceió, o deputado construiu a trajetória profissional no Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), onde atuou como promotor e ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça. Também comandou a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) em dois períodos.

A entrada na política eleitoral ocorreu em 2020, quando deixou o Ministério Público para disputar a Prefeitura de Maceió pelo MDB. Gaspar liderou o primeiro turno, mas foi derrotado por JHC na votação final.

Em 2022, foi eleito deputado federal pelo União Brasil e assumiu o primeiro mandato na Câmara em fevereiro do ano seguinte. No Congresso, ganhou projeção nacional como relator da comissão que investigou descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O parlamentar deixou o União Brasil e ingressou no PL em março deste ano. A mudança antecedeu a escolha para a chapa presidencial e encerrou a preparação para a candidatura ao Senado por Alagoas.

 

 

Acusação está sob apuração

A indicação também leva para a campanha presidencial uma acusação que ganhou repercussão durante os trabalhos da comissão do INSS. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) encaminharam à Polícia Federal um pedido para investigar Gaspar por uma suposta violência sexual contra uma adolescente de 13 anos.

Segundo informações publicadas pela imprensa nacional, os parlamentares também relataram a suspeita de que dinheiro teria sido oferecido para impedir a divulgação do caso.

Gaspar nega as acusações e afirma que o episódio foi usado como retaliação política durante a apresentação do relatório da comissão. O deputado acionou o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal contra Lindbergh e Soraya e disse estar disponível para prestar esclarecimentos e realizar exame de DNA.

O caso passou a reunir versões contraditórias. De acordo com a Folha de S.Paulo, um dos envolvidos inicialmente reforçou a acusação, depois afirmou que teria ocorrido uma armação contra Gaspar e voltou a mudar o relato. A apuração segue sob sigilo, sem conclusão divulgada até o momento.

O perfil disponibilizado pelo TSE informa que Alfredo Gaspar nasceu em 13 de agosto de 1970, possui ensino superior completo e declarou a ocupação de deputado. Tanto a candidatura quanto a situação partidária aparecem como “aguardando julgamento”.