A Justiça Eleitoral de Alagoas deu mais um passo decisivo na organização do pleito deste ano. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AL) instituiu formalmente a Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE) por meio da Resolução nº 16.701 publicada no Diário Oficial do Órgão na edição desta quarta-feira (5). 

O órgão colegiado ficará encarregado de conduzir os processos de verificação de segurança, transparência e funcionamento das urnas eletrônicas que receberão os votos dos alagoanos nos dois turnos das Eleições 2026.  

A comissão será presidida pelo juiz Lisandro Suassuna de Oliveira. Sob seu comando, a equipe terá como principal atribuição operacionalizar o chamado Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas, mecanismo de fiscalização pública realizado no próprio dia da votação para demonstrar que o voto digitado no teclado é exatamente o mesmo apurado pelo sistema.  

De acordo com o texto da resolução publicada pelo TRE-AL, o teste contemplará a amostragem de 23 seções eleitorais no 1º turno e outras 23 seções no eventual 2º turno. 

O sorteio ou escolha das seções auditadas ocorre na véspera do pleito, com acompanhamento de fiscais de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Eleitoral.  

O grande destaque da estrutura de auditagem deste ano é a manutenção do teste com biometria real. Das 23 seções sorteadas para o procedimento em cada turno, duas utilizarão eleitores voluntários no próprio local de votação para liberar o sistema com suas digitais antes da simulação. 

O modelo busca validar, na prática e em tempo real, a integração do reconhecimento biométrico com a segurança do equipamento.  As auditorias ocorrem publicamente em local de fácil acesso à imprensa e aos observadores independentes. 

O procedimento consiste em simular a votação em urnas reais utilizando cédulas em papel previamente preenchidas por representantes dos partidos e entidades fiscalizadoras, confrontando o resultado do boletim emitido pela urna com a contagem física das cédulas.

Com a publicação da Resolução nº 16.701, a Justiça Eleitoral renova o protocolo de integridade em Alagoas, visando blindar a apuração contra desinformação e assegurar a soberania do voto popular.