Vanusa Azevedo é coordenadora do Baque Mulher lá de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, em Alagoas, teve o prazer de conhecer a moça, durante a realização do 6º Congresso Internacional de Educação, Saúde e Igualdade Racial, ocorrido dias 03 e 04 de julho, realizado pelo grupo Face de Ébano, tendo como palco o plenário da suntuosa  Câmara de Vereador@s, na capital gaúcha.

O Baque Mulher é uma organização feminista, antirracista, antimachista, contra todas as opressões , movimento social de alcance nacional, que traz o aprendizado do maracatu, como ferramenta de empoderamento de meninas e mulheres.

Surgido  na comunidade do Bode, em Recife-PE, Nordeste brasileiro, pelas mãos e protagonismo da Mestra preta Joana Cavalcante,que rompeu com o machismo no Maracatu,  incentivou mulheres a ecoarem seus tambores, em permanente diálogo com a resistência cotidiana.

Em fevereiro de 2016, a Mestra Joana e o Baque Mulher articularam o Coletivo Feministas do Baque Virado, hoje chamado de Movimento de Empoderamento Feminino Baque Mulher, que tem por objetivo alinhar posicionamentos e fomentar a partir do maracatu de baque virado, projetos voltados para o empoderamento.

 O Baque Mulher ecoa, nos 4 cantos do mundo, em 42 cidades brasileiras no exterior, em Bruxelas e Lisboa, com discussões centradas no   Feminismo Negro, Ancestralidade e Fundamentos.

Em Maceió, o Baque é coordenado pela Luiza Vieira.

Vanusa Azevedo, a coordenadora gaúcha do Baque Mulher nos diz : O Baque é nosso  lugar de fala, acolhimento, aprendizagem e resistência.

Vida longa para o Baque Mulher!