Foram 20 mortos, durante as comemorações do 20 de novembro, no ano de 2024, quando um ônibus levava pessoas para participarem do Projeto Pôr do Sol , que acontecia na Serra da Barriga, Quilombo dos Palmares, municipio de União dos Palmares, Alagoas, despencou do alto de uma ribanceira, de vegetação fechada, matando 20 delas, e ferindo 18 pessoas.
E após o acidente o ônibus ficou ‘abandonado’ , ‘esquecido’, na ribanceira, por quase um ano, inteirinho.
As famílias, passando por inúmeras dificuldades, pediram providências e de tanto insistirem é que os órgãos cabíveis despertaram para a necessidade de colher provas e decidiram retirar o ônibus do local.
Quase um ano depois, em junho/julho de 2025, o veículo, que sofreu a inclemente ação do tempo ( sol-chuva), e estava coberto pela vegetação, foi retirado, levando a pericia a concluir, em laudo técnico, que a falha foi humana.
Tá bom?!
Desde sempre as famílias, convivendo com uma dor impagável, um silenciamento social conivente, vem sendo desassistidas
Tem uma pergunta que não quer calar: quando representações negras, (o Conepir, pode?) , que vem sistematicamente, ignorando a questão, irão se posicionar?
Em 22 de julho de 2026, o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) arquivou o processo, tipo ‘Stop!’, ‘solicitando’ que as famílias busquem suas soluções jurídicas, revitimizando essas pessoas que voltam a experimentar um sofrimento continuado e repetitivo, com a perda dos entes queridos.
Sim, e daí?
