Mulheres negras em Alagoas  continuam  na lista ‘premium’ como  as principais vítimas da violência de gênero.

São das mulheres negras  alagoanas, os números superlativos da exclusão social, como uma normativa histórica.

Apesar de Aqualtune.

A representatividade da mulher negra, na decantada terra do Quilombo dos Palmares, se faz  como capital útil, objeto utilitário, retirado, convenientemente, das prateleiras , principalmente, para pontuar efemérides, ou a realização de ‘eventos’ que não produzem efeitos práticos.

Onde estão as Mulheres Negras, no Orçamento Público, em Alagoas?

Mulheres negras em Alagoas, desde sempre,  são  invisibilizadas, subalternizadas em espaços sociais e principalmente, políticos.

Convivem com desigualdades estruturais históricas que atravessam todas as áreas da vida, embaraçadas, por institucionalidades rasas, festivas.

Onde estão as Mulheres Negras, no Orçamento Público, em Alagoas?

A mortalidade materna, entre mulheres negras é mais que o dobro da de mulheres brancas, mas, apesar da criação  todas as estratégias ancestrais de sobrevivência, os dados abissais de exclusão das mulheres negras, mostram a urgência de politicas públicas antirracistas, na busca de acessos aos direitos fundamentais, oportunidade e reconhecimento às lutas da mulher negra na construção da democracia, desde Palmares.

Reparação histórica? 

Portanto, para além das rodas de conversas, eventos festivos e pontuais  no Julho das Pretas é importante investir na proposta de inserção da pauta no orçamento público e transformar  nossas pautas urgentes e necessárias, em  políticas de Estado

“Não existe política em gênero e raça direitos humanos sem orçamento. 

O resto é conversa fiada.

Onde estão as Mulheres Negras, no Orçamento Público, em Alagoas?