Um adolescente de 16 anos com deficiência intelectual e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) foi agredido dentro da Escola Estadual Floriano Peixoto, em Atalaia, na Zona da Mata de Alagoas. O caso ocorreu nesta semana e passou a ser investigado após a repercussão de imagens que mostram uma briga entre estudantes dentro da unidade de ensino.

Segundo familiares do adolescente, a agressão aconteceu na presença de outros alunos e funcionários da escola. A família afirma que não houve uma intervenção imediata para impedir a violência e relata que o jovem ainda foi filmado durante o episódio, o que teria exposto sua imagem e agravado a situação.

Os parentes do estudante também questionaram a conduta da escola diante do caso e defenderam uma apuração rigorosa para esclarecer as circunstâncias da agressão e eventuais responsabilidades.

“Nenhuma família deveria entregar seu filho à escola e recebê-lo de volta marcado pela violência. Nenhum estudante, especialmente um adolescente com deficiência intelectual e TDAH, pode ser deixado sem proteção dentro do ambiente escolar”, diz um trecho da nota divulgada pela família.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra dois adolescentes trocando socos e pontapés dentro da escola, enquanto outros estudantes acompanham a cena. As imagens não permitem identificar o que teria provocado o início da confusão.

Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que adotou as medidas cabíveis após a briga envolvendo dois estudantes da Escola Estadual Floriano Peixoto.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria de Estado da Educação informa que foram tomadas todas as medidas cabíveis em relação ao episódio de briga envolvendo dois estudantes da Escola Estadual Floriano Peixoto, em Atalaia.

Segundo informações da escola, assim que o conflito teve início, a equipe pedagógica da instituição interveio no sentido de conter os dois jovens e resguardar a segurança de ambos. Os familiares dos dois alunos foram chamados à escola e a instituição imediatamente já afastou o estudante agressor. Já a família do estudante que se auto defendeu das agressões foi orientada a abrir um Boletim de Ocorrência e ambas as famílias prestarão esclarecimentos no distrito policial local.”