O 6º Congresso Internacional de Educação, Saúde e Igualdade Racial, ação significativa, do grupo Face de Ébano, ocorrido dias 03 e 04 de julho, na Câmara de Vereador@s, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, pode ser descrito como uma aprofundada travessia de aprendizados, histórias agregadas entre o Nordeste e Sul do país.
E foi lá que esta ativista, Arísia Barros, coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, em Alagoas, teve a grande honra de conhecer o advogado, jornalista e escritor, rio grandense, Antônio Carlos Côrtes, 78 anos, um dos fundadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre, que idealizou, em 1971, junto ao poeta Oliveira da Silveira, (1941-2009), o Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, marcador importante nas lutas cotidianas da população negra.
Palestrante do Congresso Internacional, com uma voz firme, diccão impecável, Côrtes contou histórias, revirou memórias , deu show , abordando temas , como a história da ocupação urbana dos negros na capital gaúcha e o papel da cultura na inclusão social.
Experiência ímpar, próxima, como uma boa imersão na história de saberes ancestrais.
Na década de 70, Antônio Côrtes foi presidente da Sociedade Floresta Aurora. Fundada em 1872, na época da escravidão, é o mais antigo clube negro em atividade no Rio Grande do Sul.
Um dos co-criadores do 20 de novembro, Côrtes disse que foi a partir de um livro, enfileirado nas prateleiras da na Biblioteca Pública, que a proposta de homenagem a Zumbi, começou a ser esboçado.
-Eu procurava no livro o dia de nascimento de Zumbi. Só encontrei o da morte. Levei para o grupo Palmares , eramos jovens 4 universitários,Oliveira Silveira, eu, Ilmo Silva e Vilmar Nunes e criamos a homenagem, como uma forma estratégica de firmar posição em meio a ditadura. Esboçamos a homenagem como uma ideia de liberdade conquistada e após 55 anos, o presidente Lula sancionou o 20 de novembro, como o Dia Nacional da Consciência Negra -afirmou.
Referência cultural, politica e na luta antirracista nacional, Antônio Carlos Côrtes é o 3º negro a ocupar uma cadeira na Academia Rio Grandense de Letras.
-Temos um caminho trilhado, mas, precisamos avançar muito mais.-diz
A convite da ativista, professora e diretora executiva, Irlanda Gomes, esta ativista, Arísia Barros, esteve presente no palco 6º Congresso Internacional de Educação, Saúde e Igualdade Racial, terra do grande poeta Oliveira da Silveira, e onde tive a honra incomensurável de conhecer o advogado, jornalista e escritor, rio grandense, Antônio Carlos Côrtes,um dos ícones da história rio grandense.
Foi um prazer, querido!
Esta ativista contou com a rede de apoio da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas e Jó Pereira, para a participação na atividade internacional.
Salve!


