Puxa a cadeira. Senta aí, que lá vem polêmica.
O CONEPIR é o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial , criado em 20 de fevereiro de 2013, por meio da Lei nº 7.448, é um órgão consultivo, FISCALIZADOR, consultivo e propositor de políticas públicas para a promoção da igualdade racial.
Em 13 de março de 2026, após a devida eleição, o governador do estado de Alagoas, Paulo Suruagy do Amaral Dantas publicou, em Diário Oficial, a formação do CONEPIR, estabelecendo os lugares de fala, tipo: representantes governamentais e da sociedade civil.
Beleza!
E o mais legal é que foi decidido pel@s conselheir@s que a presidência do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial ficaria a cargo da representante do MNU (?), em Alagoas.
MNU é Movimento Negro Unificado. (Ôxe, nunca soube que existia um movimento formalizado nas bandas de cá), mas, deixa está…
E aí a representante do MNU assumiu a gestão do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, nas Alagoas dos Palmares.
Que bom!
Poucas semanas após,a pessoa que ocupou a recém à gestão do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial , concomitantemente assumiu um cargo na gestão estadual, na mesma secretaria de estado, a quem o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial está atrelado.
Eita, quantas narrativas complexas em uma só história.
E, na lógica, o que se espera de representantes do povo?
Que atendendo às premissas , principalmente, de cunho moral, administrativo e etc e tal, opte por uma das atribuições.
Bingo!
Mas, não foi isso que aconteceu: optou-se pela ideia ilusionária da fisica, de que um mesmo corpo pode ocupar dois lugares ao mesmo tempo: a mesma voz que fiscaliza como MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO, vai fazer, as vezes, de GESTÃO DO GOVERNO de Paulo Suruagy do Amaral Dantas, no construir do Plano Estadual de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Alagoas.
E o que é mais interessante é que, durante a apresentação do Plano Estadual de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Alagoas, em uma Audiência Pública, tendo como palco a Assembleia Legislatival a pessoa-gestora sentou à mesa, lado a lado , com o secretário de estado, de quem recebe ordens hierarquicas, e ele a apresentou-a como presidenta do CONEPIR, ou representante do MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO, que COORDENARÁ a fiscalização do Plano Estadual de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial de Alagoas,
Deu um nó no juízo, né, não?
E toda essa conversa comprida traz à memória os ímpetos autoritários do governo da extrema direita , quando ‘assumiu’ o controle nacional dos conselhos de direito, provocando sérios prejuízos à participação democrática do controle social.
Na epoca, muitas vozes da esquerda, com toda legitimidade que nos cabe, fizeram um levante nacional contra o fato, e, em tempos de agora, , o que nos causa incômodos sociais é que em Alagoas , a gestão ambivalente do CONEPIR traz à memória os ímpetos autoritários do governo da extrema direita , quando ‘assumiu’ o controle nacional dos conselhos de direito e o fato é socialmente, naturalmente silenciado.
As gentes da esquerda alagoana silenciosa e silenciada.
Vixe!
Esquerda-direita-volver?
Tem uma coisa errada aí, que não está certa.
O que será?
https://www.cadaminuto.com.br/noticia/2026/06/26/esta-ativista-arisia-barros-cobra-providencias-ao-secretario-estadual-de-direitos-humanos-sobre-irregularidades-na-gestao-do-conepir
