Entende-se que o deputado Ronaldo Medeiros esteja atendendo a duas demandas: para o seu partido, que se vê incomodado com as filiações inesperadas, mudando o perfil da sua militância; e dos próprios Calheiros, que querem ter espaço de manobra na discussão.
Fato concreto e objetivo: a vez de definir o vice de Renan Filho é da dobradinha Dantas/MV, que até agora, pelo menos, não sinalizaram que vão abrir mão dessa conquista.
Isso pode acontecer?
Em política não conta o impossível.
Para deixar nas mãos dos Calheiros a composição integral da chapa ao governo, há de se ter uma compensação que seja visível inclusive aos aliados da dupla, que conhecem e admiram o poder que eles alcançaram.
Nas duas eleições de Renan Filho ao Palácio República dos Palmares, o vice foi escolhido por Renan pai, que não parece hoje em condições de fazê-lo.
Dantas, em parceria com MV, teve um vice escolhido fora dos dois grupos, por pura necessidade.
E é aí que entra uma lei incontornável da política: a realidade se impõe.
