Que político não confia em nenhum outro da sua espécie, eis uma verdade imutável.

Afinal de contas, o princípio mais importante dessa profissão – que não tem uma relação direta com vocação – é a sobrevivência a qualquer custo.

No meio dos profissionais do ramo, o suicídio (político) foi terceirizado.

Não por acaso, a amizade não se estabelece entre os do ramo. Parcerias, alianças, cumplicidade, tudo isso faz parte do pacote dessa turma.

Os dois personagens, ainda que com grande diferença de idade, são profissionais do ramo. Não há confiança, portanto, entre eles.

Só que ambos sabem com exatidão o que um pensa do outro. No caso, a partir de fatos vividos na parceria política que desenvolveram – sempre com um pé atrás.

Para Lira, palavra de JHC não se escreve.

Para JHC, a prioridade de Lira, em qualquer circunstância, será sempre o próprio – como sói acontecer com aqueles que nunca fizeram nada na vida além de buscar e exercer o poder.

Eles podem ainda se juntar?

Vai ficando cada vez mais difícil, mas não impossível.

O detalhe é saber quem está disposto a fazer de conta que não há passado.