O cálculo no MDB é que o número de pré-candidatos e o perfil de seus eleitores tendem a fragmentar os votos dos adversários do senador Renan Calheiros (MDB-AL), aumentando suas chances de conquistar uma das duas vagas ao Senado.
Na análise dos emedebistas, Davi Davino (Republicanos) concentra sua base eleitoral em Maceió e, por isso, tende a tirar votos de Alfredo Gaspar (PL) e Arthur Lira (PP/União Brasil) na capital.
Gaspar, acreditam os aliados de Renan, também tem sua principal base eleitoral em Maceió e, ao que tudo indica, será o mais votado na capital. No interior, deverá buscar o eleitor independente e de direita.
É nesse cenário que entra o deputado estadual José Wanderley. O MDB lançou sua pré-candidatura para disputar votos com Alfredo e Davi em Maceió e buscar também a simpatia do eleitor independente.
Arthur Lira, por sua vez, tem como principal base lideranças políticas, especialmente no interior, onde divide esses apoios com Renan Calheiros.
Entre os principais pré-candidatos, Renan é o único identificado com o campo político de esquerda. Também conta com o apoio da máquina governamental do presidente Lula e do governador Paulo Dantas.
Nas duas últimas disputas ao Senado, Renan conquistou a segunda vaga. Em 2010, obteve 33,42% dos votos, atrás apenas de Benedito de Lira, que teve 35,94%.
Em 2018, Rodrigo Cunha ficou em primeiro lugar, com 34,42% dos votos válidos, enquanto Renan recebeu 23,88%.
Os caciques do MDB alagoano apostam na repetição do roteiro das duas últimas eleições para o Senado. Mas precisam antes combinar com Sua Excelência, o todo-poderoso eleitor.
EM TEMPO - Alexandre Fleming (UP), Ítalo Bonja (PRTB) e Marcos Omena (Avante) também são pré-candidatos na corrida por uma das duas vagas ao Senado.
