Essa é a imagem que circula entre políticos do seu próprio grupo e de grupos adversários. Alguém que faz acordos e o combinado não é ‘sequenciado’.

O primeiro fato foi o entendimento para que JHC indicasse dois parentes como primeiros suplentes de senador.

Seria a sua mãe, a senadora Eudócia Caldas (PSDB), na chapa do deputado federal Arthur Lira (PP/UB-AL). E o seu irmão, Dr. JHC, na do também deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).  

Assim, o ex-prefeito de Maceió seria candidato a governador. Depois de tudo acertado numa reunião em meados de maio (leia aqui), JHC faria o anúncio no dia seguinte.

O segundo acordo foi para indicar Célia Rocha, ex-prefeita de Arapiraca, como sua vice na chapa ao governo de Alagoas. E mais uma vez algo combinado não foi levado adiante.

Todas essas histórias - públicas - também foram relatadas por Alfredo Gaspar (PL) no café, há cerca de 10 dias, em um hotel, em Maceió, diante de 16 ex-deputados estaduais que o convidaram para o encontro.  

Lá estavam Elionaldo Magalhães, Francisco Porcino, Cícero Amélio, Marcos Ferreira, Francisco Holanda, Raimundo Tavares, entre outros.  

Como todos esses bebedores de café têm pós-doutorado em política, a avaliação é que JHC é um político sujeito a mudanças de rumo, capaz de idas e vindas.

Por tudo isso, há quem continue cravando que o ex-prefeito de Maceió não será candidato a governador.